Fernanda Tavares - Psicóloga/Psicanalista

Fernanda Tavares - Psicóloga/Psicanalista Sou psicóloga formada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em 2012 e atuo na área desde tal período. Sou membro da Associação Clínica Freudiana (ACF).

Psicóloga (UFU), Psicanalista, Mestra em Psicologia, Psicanálise e Cultura pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com formação complementar na França (Paris) e Bélgica (Courtil). Conclui meu mestrado na linha de pesquisa "Psicanálise e Cultura" em 2015, também na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Morei em Paris (França) por um ano a fim de complementar minha formação psicanalítica e estudar mais sobre a intervenção precoce em crianças e bebês, bem como sobre a psicanálise de um modo geral. Realizei um mês de estágio intensivo na instituição "Le Courtil" (Bélgica), conhecida internacionalmente no que diz respeito ao cuidado de crianças e adolescentes autistas, psicóticos e/ou com graves transtornos psíquicos. Atualmente atendo em Uberlândia realizando atendimentos clínicos de crianças, adolescentes, adultos e famílias.

Meu pedido para 2026Uma das coisas mais mágicas que existe é essa invenção humana de 'partir' o tempo. Parte-se o tempo ...
24/12/2025

Meu pedido para 2026

Uma das coisas mais mágicas que existe é essa invenção humana de 'partir' o tempo.
Parte-se o tempo em anos, meses, dias, horas... e, com isso, ganhamos a possibilidade renovação.

Ganhamos também a possibilidade de pausar o piloto automático, fazer planos esperançosos, inventar caminhos e, quem sabe, recomeçar de um outro jeito.

Afinal, somos seres recomeçantes em todos os sentidos. E muitas vezes, quando tudo parece desmoronar, na melhor das hipóteses somos surpreendidos por uma capacidade insistente e pulsante de recomeçar...

Portanto, fecho meus olhos, respiro bem fundo e peço ao tempo: me ajude a recomeçar todas as vezes que isso for preciso!

Peço também que 2026 possa trazer um pouco de ar para aqueles momentos quase sem fôlego.

E que nos traga as pausas necessárias, as vírgulas refrescantes e os pontos finais urgentes.

Que 2026 seja menos duro, menos intenso e que possa trazer leveza, poesia e mansidão.

Que nós possamos ser menos imperativos e menos exigentes conosco e com os outros ao longo desse ano.

Que possamos ser generosos com nossas falhas, erros e tropeços... afinal somos seres em construção.

Que 2026 seja um ano de muitos recomeços e renovações!

Fernanda Tavares

23/12/2025

Eu encerro mais um ano de trabalho como quem se inunda de emoção ao olhar para tudo o que aprendi com quem passou por aqui!

E a todos vocês, que confiam em mim e no meu trabalho, saibam que vocês me ensinam muito sobre a vida, sobre a humanidade, sobre os modos de existir e de fazer laço com os outros, sobre os modos de amar e inventar caminhos diante das intempéries da vida... Portanto, só me resta agradecer imensamente por tudo isso!

Afinal, isso é imenso dentro de mim!

Vocês me ensinam mais do que qualquer livro ou teoria. Vocês me humanizam!

Que venha 2026 ♡

Grupo de estudos: Bebês, crianças, adolescentes e famílias na clínica psicanalíticaO grupo de estudos é um dispositivo d...
18/12/2025

Grupo de estudos: Bebês, crianças, adolescentes e famílias na clínica psicanalítica

O grupo de estudos é um dispositivo de formação continuada que visa abordar com sensibilidade e rigor teórico os aspectos da clínica e da teoria psicanalítica, através das leituras dos autores clássicos e contemporâneos para pensar nos desafios da clínica com bebês, crianças, adolescentes e famílias, bem como nos desafios da parentalidade nos tempos atuais.

Se você deseja cuidar da sua prática clínica e do seu olhar para os bebês, crianças, adolescentes, famílias e parentalidades, digite CUIDADOR que eu te envio as informações.

Aqui é um espaço de construções potentes, éticas e respeitosas, onde muitas costuras teórico-clínicas acontecem e nos fortalecem!

Desculpa por existir.É que eu sou mulher!Olhe ao redor e pense: De quem você já escutou mais pedidos de desculpas? De ho...
05/12/2025

Desculpa por existir.
É que eu sou mulher!

Olhe ao redor e pense:
De quem você já escutou mais pedidos de desculpas?
De homens ou mulheres?
[Fatos corriqueiros da vida cotidiana e da vida de analista, mãe, mulher, filha e esposa me fizeram pensar e problematizar sobre isso]

Quando mulheres te esbarram, se atrasam, cometem um equívoco, se exaltam ou fazem qualquer coisa absolutamente humana é muito comum vê-las se desculpando por isso.

E homens?
Quantos esbarrões, atrasos, equívocos, exaltações, interrupções na fala e segue uma lista interminável, você (mulher!) já vivenciou partindo de um homem e nunca ouviu um pedido de desculpas?

Quantas vezes, nas relações com os próprios pais, irmãos e parceiros as mulheres pedem desculpas simplesmente para evitar uma confusão maior ainda?
Quantas vezes pedem desculpas por uma imposição ou ameaça (implícita ou não) advinda do homem?

Quantas vezes mulheres pedem desculpas por costume, sem nem mesmo entenderem por qual motivo?
Quantas vezes pedem desculpas, mas eram elas (todas nós!) que precisavam escutar um pedido de desculpas?

E quando o pedido de desculpas vem do homem?
Em quais situações isso acontece mais frequentemente em nossa sociedade?
Quando é que um homem se arrepende? Quando um homem se interroga?
[Pensemos enquanto sociedade!]

Se os pais são modelos e referências para os filhos, quais modelos estão sendo transmitidos quando, embora tenhamos avançado nas divisões de tarefas domésticas e parentais, seguimos exigindo que mulheres se desculpem enquanto homens não precisam?

Qual é a transmissão silenciosa (ou não) que estamos fazendo aos meninos e meninas de nosso tempo?
O que podemos refletir e ponderar do ponto de vista social?
Como podemos avançar?
[Ainda que não seja uma generalização radical, tal questão têm raízes sociais e culturais]

E você homem que me lê, eu te convido a escutar isso para além do campo individual. Te convido a se interrogar demoradamente, ainda que você suponha ser diferente. Problematizar o que não acontece com você, mas acontece com a maioria de vocês é necessário e urgente!

Isso é sobre todos nós!!!

Será que ainda somos o que já fomos?Será que seremos o que tanto imaginamos?Talvez em partes. Ou seja, na melhor das hip...
29/11/2025

Será que ainda somos o que já fomos?
Será que seremos o que tanto imaginamos?

Talvez em partes.
Ou seja, na melhor das hipóteses, somos um tanto daquilo que já fomos. E já não somos um tanto daquilo que fomos também.

E é justamente isso o que nos possibilita ser o que somos.
Não ser tudo o que se era.
Nem ser o que se imaginou que seria.
Para ser exatamente o que se é.

E veja bem: ser o que se é só pode ser uma invenção provisória.
Que se ancora em dois pontos: aquilo que se foi e aquilo que se deseja ser.
(mas nada disso é estático...)

Ser o que imaginamos que seríamos é uma caminhada sem fim que nos leva a um lugar impossível de se chegar.
Por isso seguimos. Já que o que queremos ou supomos querer está sempre mais adiante. E queremos sempre mais.

Seguimos inventando um caminho para não chegar em um lugar que nos encerre.
Afinal, enquanto há vida, nada nos encerra!
Ufa!
Somos seres intermináveis!

Fernanda Tavares

Re-tornar-se após a maternidade(Atenção: pode parecer catastrófico mas é real 》 não existe retorno ao que se era antes d...
26/11/2025

Re-tornar-se após a maternidade
(Atenção: pode parecer catastrófico mas é real 》 não existe retorno ao que se era antes de ser mãe!)
Leia com atenção, dispa-se da pressa.

Escutamos muito sobre o retorno (ou não) ao trabalho após ser mãe.
Escutamos muito sobre o retorno (ou não) do antigo corpo após ser mãe.
Palpites aqui, dicas infalíveis acolá, cursos infinitos por toda parte.

E, em meio a esse turbilhão barulhento, silenciamos muito sobre o que não se retorna simplesmente porque não há retorno!
O que há é outra coisa: é um re-tornar-se.

Torna-se outra: outra mulher e não a que se era (e vale lembrar: na melhor das hipóteses, a mulher não morre quando a mãe nasce... embora nem tudo sobreviva nela do mesmo modo!).

Torna-se outra: outra mãe, a mãe real e não a mãe imaginada, idealizada (e, também na melhor das hipóteses, a mãe ideal não morre tão de repente... mas dá-lhe trabalho de luto para se distanciar desse fantasma perturbador e insistente!).

Ou seja, o que existe, de fato é: não há retorno, pois quem se era já não existe mais do mesmo modo e quem se pensou que seria, também não existe e nunca se alcança.

Para onde retornar se estamos diante de um lugar absolutamente novo e desconhecido?

Só é possível re-tornar-se.
Isto é, tentar voltar para algumas partes de si e se deparar com o fato de que nem tudo ainda cabe ou faz sentido, embora seja um alívio o fato de que muita coisa ainda serve, funciona e insiste em existir ainda que com outro caimento.

Só é possível re-tornar-se.
Isto é, tentar caber em outros espaços, outras vestimentas, inventar novos destinos e deixar cair o que já se tornou obsoleto e demodê.

Ser mãe é re-tornar-se!

Fernanda Tavares

Atividades 2026Para psicólogos, psicanalistas e estudantes de psicologia que desejam cuidar de seus percursos de formaçã...
11/11/2025

Atividades 2026

Para psicólogos, psicanalistas e estudantes de psicologia que desejam cuidar de seus percursos de formação com ética, afeto e respeito ♡

Atenção: todas as propostas foram elaboradas com muito carinho e cuidado com você, com a sua prática e com o seu percurso!

Você se interessou por alguma proposta?
Comente: SIM que eu te passo todas as informações.

Será um privilégio caminhar ao seu lado!

Será que o seu “tratamento” pode te adoecer ainda mais?Vamos problematizar e refletir ponderadamente sobre isso. Em temp...
30/10/2025

Será que o seu “tratamento” pode te adoecer ainda mais?

Vamos problematizar e refletir ponderadamente sobre isso.

Em tempos onde a “cura” se tornou mercadoria, muitos ‘doutores’ têm comercializado a saúde mental.

Pacotes semestrais e anuais de sessões e consultas, promessas de resultados fantásticos, combos de serviços diversos, venda de sessões únicas com valores exorbitantes, promoções para pagamento anual antecipado, programas de fidelidade, planos de indicações...

A lógica é: transforme seu consultório em uma fábrica de produção onde o que importa é somente lucrar mais.

Elimine as variáveis, crie uma narrativa que capture, ofereça soluções impactantes, potencialize o medo de perder a oportunidade de um tratamento com você e intensifique o desejo de garantir o melhor pacote!

Nessa lógica, tudo importa menos o sujeito.

O seu sofrimento e a sua dor são os combustíveis para mais uma venda.

Portanto, a produção de diagnósticos e a manutenção de tratamentos precisam ser questionados!

Essa promessa de eficiência e de adaptação humana estariam ao lado da suposta cura ou ao lado da própria produção do sofrimento?
Pensar sobre como a relação entre poder/saber e o discurso neoliberal interferem nas produções de diagnósticos e na comercialização do sofrimento humano é urgente!

Colocar os consultórios dentro de uma lógica industrial é eliminar a imprevisibilidade humana, destruir a singularidade de cada tratamento e de cada vínculo de trabalho, impedir que cada ser humano seja um sujeito único ao invés de um mero produto.

Às vezes eu me sinto nadando contra a corrente ao insistir em fazer do meu consultório um lugar de encontros inéditos, vínculos transforma-dores, escutas e condutas únicas, diversidades singulares.
Mas insisto, persisto e r-existo.

Se você quer continuar esse debate tão importante, comente aqui embaixo que trarei mais pontos sobre essa reflexão.

Amor mutante Tem amor que é calmariaTem amor que é confusão Tem amor que vai e vemTem amor que vem e f**a Tem amor mutan...
14/10/2025

Amor mutante

Tem amor que é calmaria
Tem amor que é confusão

Tem amor que vai e vem
Tem amor que vem e f**a

Tem amor mutante que, com o tempo, muda de roupa, de formato e de sabor
Tem amor que insiste em permanecer com a mesma roupa, mesmo que por vezes ela pareça apertada ou desgastada

Tem amor que vira amizade
Tem amor que vira batalha
Tem amor que vira do avesso
E tem amor que dá cambalhotas e com isso faz diversão, reviravoltas e reinvenção

O amor é feito um cubo mágico, cheio de lados embaralhados
Tem seu lado clichê
Seu lado fora da curva
Seu lado formatado
Seu lado bagunçado

Essa coisa de amar é sempre trabalhosa
Exige movimento, investimento, construção
Amor não vem pronto
E não tem manual de instrução

Toda construção sobre o amor é sempre provisória
As bases, formatos, sabores e acordos de hoje
Podem precisar de ajustes e temperos para não sufocar, nem esmagar, nem envenenar ninguém amanhã!

Quem pensou que amar fosse fácil
Descobriu que amor é sinônimo de trabalho!
Obs.: não se enganem sobre esse fato =》 amar alguém dá trabalho, mas evitar amar também dá (e ainda pode ser catastrófico!)

Fernanda Tavares
(era pra ser um post sobre amor e psicanálise, que sofreu uma mutação para poesia ou vice-versa)

Ser o que somos(atravessados por nossa própria história e por nossas decisões)é algo trabalhosoSer o que somos exige lid...
01/10/2025

Ser o que somos
(atravessados por nossa própria história e por nossas decisões)
é algo trabalhoso

Ser o que somos
exige lidar com a realidade de nossas vidas, de nossos limites, de nossas fragilidades
para enfim nos interrogarmos: o que fazer com isso? E como seguir apesar disso?

Ser o que somos
exige uma pitada de coragem para se deparar com o vão que existe entre aquilo que gostaríamos de ser e não somos
e, também, com aquilo que somos e não gostamos de ser.

Ser o que somos
tem a ver com não ser/ter tudo o que queremos
e sim com somente ser/ter o que conseguimos (e isso já é muita coisa!).

Ser o que somos
envolve ser menos do que nossas fantasias delirantes e imperativas exigem de nós
e mais do que podemos imaginar...

Ser o que somos
tem a ver com sustentar invenções provisórias sobre nós
e nos indagarmos sobre os destinos possíveis disso que estamos construindo.

Ser o que somos
é trabalhoso
mas não ser é impossível
e bastante desastroso!

O debate sobre a prevenção ao suicídio e saúde mental não deveriam ter data marcada para acontecer!Para abordar o tema s...
15/09/2025

O debate sobre a prevenção ao suicídio e saúde mental não deveriam ter data marcada para acontecer!

Para abordar o tema suicídio não basta abordar questões sobre sofrimento ou adoecimento individual.

Associar a depressão como única causa do suicídio, além de não ser suficiente, pode ser muito perigoso, pois retira do debate as questões políticas, econômicas, culturais e sociais que precisam ser consideradas. Além de culpabilizar o sujeito e até mesmo a família por algo que precisa ser pensado de forma mais ampla.
(Afinal, culpabilizar quem morreu é uma vantagem para quem?)

Tratar o suicídio como transtorno e adoecimento mental individual não nos ajuda a avançar em termos de políticas públicas, tampouco nos debates sociais necessários de diversas ordens em diversas instâncias que são urgentes.

Você já se interrogou sobre o que está por trás de cada morte?

Fome, insegurança alimentar, vulnerabilidade social, falta de acesso aos serviços de saúde também adoece e mata!

Falta de moradia, falta de lazer, falta de descanso, falta de dignidade para viver também adoece e mata!

Não ter acesso a educação, não ter acesso à saúde, não ter acesso a cultura, não ter acesso ao transporte, não ter acesso ao cuidado também adoece e mata!

Um debate sobre suicídio precisa ir muito além da articulação superficial com a depressão.
Um debate sobre depressão precisa ir muito além da articulação superficial com o adoecimento mental.
Estamos falando sobre um tema que só pode ser tratado se houver uma articulação constante entre fatores internos e externos que envolvem necessariamente questões políticas, econômicas, sociais e culturais!

O que adoece quem tira a própria vida? - esse é o ponto de partida.

Nem todo sofrimento é transtorno mental.Nem toda dificuldade de concentração é TDAH.Tristeza não é sinônimo de depressão...
06/09/2025

Nem todo sofrimento é transtorno mental.

Nem toda dificuldade de concentração é TDAH.

Tristeza não é sinônimo de depressão.

Viver um processo de luto não é o mesmo que estar num quadro melancólico.

Arrogância não é narcisismo.

Criança que se opõe, faz 'birra' e luta pelo que quer não tem necessariamente TOD (isso, inclusive, é o esperado para algumas fases do desenvolvimento).

Timidez e dificuldade de fazer amigos não é autismo.

Facilidade nos processos de aprendizagem não signif**a necessariamente ter altas habilidades.

Diagnosticar e patologizar a vida não nos leva longe. Enquadrar e tentar padronizar o sofrimento também não.
Isso, inclusive, nos adoece!

Diagnóstico é um processo que só faz sentido quando é pensado em interface entre questões internas e externas, de forma cautelosa e responsável.

Estar vivo é lidar com questões que nos atravessam e, portanto, geram sentimentos diversos e por vezes nos causam sofrimento.

O ser humano é um ser que lida a todo tempo com a imprevisibilidade e inconstância da vida. Portanto, somos feitos de nossas imprevisibilidades e inconstâncias... e isso nos torna quem somos!

Endereço

Rua Rio De Janeiro, 353, Ed. Neo Office
Uberlândia, MG
38400658

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