No Divã Vamos falar um pouco sobre essa coisa louca chamada VIDA?

"FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO"Que o dia de hoje não seja simbolizado apenas o dia em que uma das figuras mais revo...
25/12/2019

"FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO"
Que o dia de hoje não seja simbolizado apenas o dia em que uma das figuras mais revolucionárias teria nascido. E nem o dia em que o comércio mundial bate recordes de vendas e alimenta o modelo sócio-político-econômico vigente.
Mas que o dia de hoje seja também um momento para se ter uma reflexão honesta.
Por isso, para além de um "feliz Natal e próspero Ano Novo", quero desejar que haja o Natal que é possível se ter nessa família que não é perfeita e nem ideal, mas que ainda assim é família; que para além de se torturar com as resoluções e se forçar a ter um ano próspero, que você consiga ter o ano quer for possível se ter, saboreando as alegrias e consiga aprender algo com as dificuldades.
Enfim, a luta é constante e necessária. Porém nunca precisa ser solitária. Seja família, amigos ou profissionais, sempre é possível ter alguém caminhando com você.
Que o próximo ano traga consigo ótimos aprendizados e que sigamos juntos enfrentando os desafios.
Escrito por:
Renato Lemes
Psica**lista | Psicólogo
25/12/2019

“VIDAS EM CORTES”Vivemos em tempos onde somos pressionados de todos os lados. Pressão para sermos bons filhos, irmãos, a...
11/10/2019

“VIDAS EM CORTES”

Vivemos em tempos onde somos pressionados de todos os lados. Pressão para sermos bons filhos, irmãos, alunos, empregados, amigos. Além de felizes, decididos, com boa autoestima, com o futuro já decidido e traçado. Pressão essa que não vem apenas dos familiares, professores e quem mais está ao nosso lado, mas principalmente de dentro de nós mesmos, criando modelos de sujeito que nunca vão ser alcançados, e onde só se pode chegar à angústia.
A angústia pode doer, sufocar e matar. Matar coisas que são essenciais para dar suporte ao sujeito: a vontade, o desejo, a força que nos faz permanecer de pé e caminhar. E como tirar esse sentimento que traz tanto desconforto e dor? Da forma que for necessária. Se necessário cortando a própria carne, literalmente. Enquanto uns veem como saída a automutilação, cortando os próprios braços, pernas ou barriga com um objeto afiado, outros preferem outros tipos de corte, como o de abrir a possibilidade para que tudo e qualquer coisa seja mais importante e valioso do que os próprios desejos e angústias, escolhendo o se matar – quase literalmente – de trabalhar, estudar, cuidar do outro ao invés de olhar e cuidar das próprias questões. Se tornando figurante da própria história.
É preciso buscar outras formas, para além desses cortes, de lidar com as próprias questões. E é na palavra que se faz ouvir, entender, ser re-conhecido. É ao falar que temos a oportunidade de repensar nossas escolhas e nosso caminho, e ter a oportunidade de pedir ajuda a enfrentar as dificuldades e nos reconstruir. E tudo bem se angustiar, desmoronar, tropeçar e desaguar. Tudo bem estar vivo e precisar de ajuda. Às vezes um tropeço é a possibilidade de um impulso para continuar a caminhada.

Escrito por:
Renato Lemes
Psica**lista | Psicólogo
11/10/2019

Pintura: Anguish (Artist's Mother) - 1950
Autor: David Alfaro Siqueiros

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"CARTA DE FREUD PARA MÃE DE UM HOMOSSEXUAL" - 19 de abril de 1935“Minha querida Senhora,Lendo a sua carta, deduzo que se...
02/10/2019

"CARTA DE FREUD PARA MÃE DE UM HOMOSSEXUAL" - 19 de abril de 1935
“Minha querida Senhora,
Lendo a sua carta, deduzo que seu filho é homossexual. Chamou fortemente a minha atenção o fato de a senhora não mencionar este termo na informação que acerca dele me enviou. Poderia lhe perguntar por que razão? Não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa uma vantagem, no entanto, também não existem motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício nem degradação alguma.
Não pode ser qualificada como uma doença e nós a consideramos como uma variante da função sexual, produto de certa interrupção no desenvolvimento sexual. Muitos homens de grande respeito da Antiguidade e Atualidade foram homosse***is, e dentre eles, alguns dos personagens de maior destaque na história como Platão, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, etc. É uma grande injustiça e também uma crueldade, perseguir a homossexualidade como se esta fosse um delito. Caso não acredite na minha palavra, sugiro-lhe a leitura dos livros de Havelock Ellis.
Ao me perguntar se eu posso lhe oferecer a minha ajuda, imagino que isso seja uma tentativa de indagar acerca da minha posição em relação à abolição da homossexualidade, visando substituí-la por uma heterossexualidade normal. A minha resposta é que, em termos gerais, nada parecido podemos prometer. Em certos casos conseguimos desenvolver rudimentos das tendências heterosse***is presentes em todo homossexual, embora na maioria dos casos não seja possível. A questão fundamenta-se principalmente, na qualidade e idade do sujeito, sem possibilidade de determinar o resultado do tratamento.
A análise pode fazer outra coisa pelo seu filho. Se ele estiver experimentando descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação à sua vida social a análise poderá lhe proporcionar tranqüilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente de continuar sendo homossexual ou de mudar sua condição.”
Sigmund Freud.

**lise

"A HOMOSSEXUALIDADE COMO UM DESVIO NA SEXUALIDADE"Em 1905 Sigmund Freud publicava seu livro “Três Ensaios Sobre a Teoria...
01/10/2019

"A HOMOSSEXUALIDADE COMO UM DESVIO NA SEXUALIDADE"

Em 1905 Sigmund Freud publicava seu livro “Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade”, em que abordava o tema da sexualidade em seus mais diversos aspectos. Dentre eles, Freud fala um pouco da homossexualidade, na época chamada de “homossexualismos”, uma vez que a comunidade médica considerava como um transtorno mental. Para ele, a homossexualidade seria um desvio que o sujeito tem em sua sexualidade, um comportamento dentro de um quadro de perversão.
104 anos após a publicação desse livro, é necessário olharmos novamente para o texto e entender o contexto que Freud se encontrava ao escrevê-lo.
Em 1533 era promulgado o “Ato de Sodomia” na Inglaterra, lei que punia com pena de enforcamento atos “contra naturais, contra a vontade de Deus e do homem”, como o s**o a**l. Essa lei foi incorporada na legislação de vários países, como no Brasil. Na Inglaterra ela foi totalmente extinta apenas em 1967 - 52 anos atrás. E somente em 1973 o DSM (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a “Bíblia da psiquiatria”, retirou o “homossexualismo” da lista de doenças mentais.
A partir desse contexto é possível entender um pouco melhor quando Freud enquadra a homossexualidade dentro da perversão. Afinal, para uma pessoa desafiar a Igreja, o Estado e a Medicina só poderia ser alguém extremamente transgressor das normas impostas naquela sociedade. E ainda assim Freud tratava o tema não como um transtorno, mas como “um desvio das pulsões se***is do sujeito”, ou seja, como uma forma que a pessoa encontra de direcionar seus desejos e vontades, como pode ser percebido claramente em uma carta que ele enviou para a mãe de um homossexual em 1935, onde diz que “não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa uma vantagem, no entanto, também não existem motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício nem degradação alguma.”
Portanto esse desvio está menos para um desvio de conduta moral e mais para um desvio que o GPS aponta para o motorista chegar ao destino desejado.

Escrito por:
Renato Lemes
Psica**lista | Psicólogo

Insta: .psi
01/10/2019

"INFÂNCIA: UM CONTO nem sempre DE FADAS"Comumente a infância é descrita como a fase da vida em que se tem um verdadeiro ...
26/09/2019

"INFÂNCIA: UM CONTO nem sempre DE FADAS"

Comumente a infância é descrita como a fase da vida em que se tem um verdadeiro banho de fantasias, sonhos e esperanças. Com pouca ou nenhuma responsabilidade, preocupação e dever. Para alguns nada menos do que “a melhor época de toda a vida”. Porém se faz necessário olhar para essa fase com mais honestidade e realidade.
Pode ser no escuro onde os monstros mais assustadores habitam, assim como na escola pode habitar as maiores agressões e feridas carregadas ao longo da existência. Aquele trovão tão apavorante pode tirar o sono de uma noite chuvosa, assim como uma família pode ser fonte de tamanhos abusos dos mais variados aspectos e tirar os sonhos por vários anos.
Sejam os medos “fantasiosos” ou os “reais”, debaixo da cama ou nas relações, monstros podem existir em vários cantos. E a infância é um período em que há preocupações, deveres, responsabilidades, medos e angústias que são próprias e reais, sendo necessário encará-los com o tamanho que eles têm, nem maiores tampouco menores.
É de extrema importância não privar que uma criança viva sua infância em nome de um adultecimento precoce, sendo tão preocupante quanto um adulto infantilizado. E a garantia dessa vivência deve se dada individual, familiar e socialmente à essas crianças.
Desfantasiar a infância é o primeiro passo para prevenir que não seja um conto de horrores.

Escrito por:
Renato Lemes
Psica**lista | Psicólogo

Insta: renato.psi
26/09/2019

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"A FUNÇÃO DO ANALISTA"Aquilo que leva uma pessoa a procurar um a**lista, via de regra, são as angústias que já não cabem...
21/05/2019

"A FUNÇÃO DO ANALISTA"

Aquilo que leva uma pessoa a procurar um a**lista, via de regra, são as angústias que já não cabem mais dentro de si e que precisam ser colocadas para fora, quase que vomitadas. É solicitado, então, que o a**lista assuma um lugar específico nesse processo. Mas que lugar é esse? O que cabe ao a**lista?
O a**lista não ocupa o lugar simbólico de um "cozinheiro", uma vez que ele não passará uma receita infalível para ser seguida, que dará um resultado maravilhoso. Tampouco ocupa o lugar de um "guia turístico", já que não é possível traçar um caminho certo para se aproveitar ao máximo a vida, muito menos definir o que deve ser vivenciado ou não.
Talvez o lugar simbólico que cabe ao a**lista nessa relação é o lugar e função parecidos com o de uma lanterna: um objeto sem desejo próprio, que não direciona por si só o caminho a ser seguido.
É necessário que o sujeito tenha o desejo de pegar essa lanterna, ligar e ir apontando ao longo do caminho. Por sua vez, a lanterna irá lançar luz ao caminho, mostrando o que é possível ser mostrado. No entanto, o que vai ser feito com o que vai ser mostrado não é de responsabilidade da lanterna, mas sim do sujeito, já que ele que irá lidar com as possíveis consequências de suas escolhas, positivas ou negativas.
Portanto, enquanto se estiver no escuro, perdido e sem conseguir ver um palmo à frente, talvez, e apenas talvez, se faça necessário procurar uma lanterna para conseguir ver o caminho e criando autonomia para escolher os próprios ingredientes e traçar o próprio caminho.

Escrito por:
Renato Lemes
Psica**lista | Psicólogo

Insta: renato.psi

21/05/2019

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"A CURA PELA FALA" Cura? Mas... como assim? É possível me curar das minhas angústias, dos meus desejos mais secretos, da...
18/05/2019

"A CURA PELA FALA"
Cura? Mas... como assim?
É possível me curar das minhas angústias, dos meus desejos mais secretos, das minhas desilusões amorosas? É possível me curar de tudo aquilo que faz parte da minha vida e que não tem como não se vivenciar? Como?
Talvez seja apenas uma questão de perspectiva de qual é essa "cura" a qual estamos buscando aqui. Não é possível viver sem desejar o impossível, sem se angustiar com questões diversas, sem se decepcionar com o outro. Então querer se curar dessas coisas é querer viver uma vida de vegetal, onde não existam relações, sentimentos ou sonhos. Talvez a cura a qual estamos buscando aqui não seja eliminar as angústias por completo, mas sim se curar como um queijo. .
O queijo, no princípio, é apenas um punhado de leite e sal que precisa de algo que o segure e não deixe que se esparrame. Necessita de temperatura, claridade e ventilação adequadas, além de ser virado constantemente e retirado de si o soro, aquilo que o deixa molenga. Com tempo, dedicação e cuidado o queijo vai se firmando, criando textura, cor, sabor e aroma que são próprios do seu processo de cura.
Assim como o queijo, aqui, com tempo, dedicação e cuidado buscamos oferecer ajuda para que o sujeito consiga se sustentar, sem precisar de moldes prontos, que tenha sua identidade própria e sua autonomia para que, mesmo com todas as dificuldades que a vida tem, consiga passar por elas sem se esparramar.
Escrito por:
Renato Lemes (ig: renato.psi)
Psica**lista | Psicólogo
17/05/2019

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