Claudiana Correntino - Psicóloga

Claudiana Correntino - Psicóloga Em análise não se ouve: “eu também passei por isso”, mas sim “fale-me mais sobre a tua angústia.

04/05/2026

O que te faz viver?

No filme Meu Nome é Agneta, essa pergunta não aparece como algo grandioso, mas como um sussurro incômodo que atravessa o cotidiano. A psicanálise nos lembra que viver não é apenas existir é sustentar um desejo, ainda que ele seja frágil, contraditório ou até desconhecido.

Muitas vezes seguimos no automático, respondendo às expectativas externas, enquanto algo em nós permanece em silêncio. E é justamente esse silêncio que, em algum momento, começa a pesar. O que te faz viver não está necessariamente nos grandes eventos, mas naquilo que te move internamente, no que te inquieta, no que insiste mesmo quando você tenta ignorar.

Talvez viver seja isso ter coragem de escutar esse desejo e, pouco a pouco, permitir que ele encontre um lugar na sua história.

🎥Um excelente filme, com grandes reflexões. Vale a pena assistir.

Filme: Meu nome é Agneta [Netflix]

02/05/2026

1º de maio: dia de fortalecer a luta por trabalho digno

Neste Dia Internacional da Trabalhadora e do Trabalhador, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) reafirma: não há saúde mental sem trabalho em condições dignas.

O Código de Ética da Profissão orienta que nossa prática deve promover a dignidade humana e os direitos de todas as pessoas. Por isso, enfrentar a precarização do trabalho e promover condições laborais dignas também é compromisso da Psicologia.

O CFP tem atuado nesse campo com a produção de referências e normativas, como a Cartilha de Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT), lançada em 2025, e a Nota Técnica nº 18/2024, que orienta a atuação profissional na área. Também foi recentemente publicada cartilha com versão comentada da Resolução CFP nº 14/2023, que trata sobre os riscos psicossociais nas relações de trabalho.

Outra importante frente está na incidência junto ao Legislativo em defesa da valorização da categoria. A jornada de até 30 horas, o piso salarial, a regulamentação da psicoterapia e o fortalecimento da avaliação psicológica estão entre as pautas que mobilizam a gestão do Plenário 2.0 do CFP no Congresso Nacional.

Trabalho digno é um direito de toda a classe trabalhadora. E a Psicologia está nessa luta.

Quer saber mais?
Acesse o site do CFP e confira as referências para atuação em POT, além das atualizações sobre a defesa da Psicologia no Congresso Nacional, por meio da Plataforma de Mobilização.



: Card com fundo azul escuro. No topo, texto: “1º de maio Dia Internacional da Trabalhadora e do Trabalhador”. Ao centro, em destaque: “A PSICOLOGIA EM DEFESA DE CONDIÇÕES LABORAIS DIGNAS, JUSTAS E SAUDÁVEIS”. No canto inferior direito, logomarca do Conselho Federal de Psicologia.

Amar não é só encontro, é também revelação.Nos vínculos mais íntimos, aquilo que parecia resolvido muitas vezes retorna....
30/04/2026

Amar não é só encontro, é também revelação.

Nos vínculos mais íntimos, aquilo que parecia resolvido muitas vezes retorna. Não porque o outro provoca, mas porque a relação toca lugares que já existiam antes dela. Pequenas ausências, medos antigos, inseguranças que foram sendo construídas ao longo da história, tudo isso pode reaparecer quando alguém se torna importante.

É por isso que, às vezes, a intensidade do sentir não corresponde ao momento presente. Um atraso vira abandono. Um silêncio vira rejeição. Um distanciamento pontual ganha o peso de uma perda maior. Não é exagero, é memória emocional sendo ativada.

Amar também é se deparar com aquilo que ainda dói.

Mas há algo potente nisso: quando reconhecido, o vínculo deixa de ser só repetição e pode se tornar elaboração. Não para que o outro preencha faltas antigas, mas para que você possa, pouco a pouco, sustentar o que sente sem se perder de si.

A forma como você ama também conta a história do que te faltou,
e talvez, agora, seja uma chance de escrever diferente.

Há um certo esvaziamento afetivo circulando por aí, como se sentir demais fosse um excesso, quase um erro. Mas, do ponto...
29/04/2026

Há um certo esvaziamento afetivo circulando por aí, como se sentir demais fosse um excesso, quase um erro. Mas, do ponto de vista psíquico, aquilo que não é sentido não desaparece: retorna, deslocado, no corpo, nos sintomas, nos silêncios que pesam.

Sustentar um afeto não é fraqueza, é elaboração. É dar lugar ao que insiste em existir dentro de nós. A pressa em “superar” muitas vezes encobre uma dificuldade mais profunda: a de se implicar com o próprio sentir.

A tristeza, por exemplo, não pede solução imediata, pede escuta. Quando atravessada, ela se transforma; quando evitada, se repete.

Viver não é anestesiar o desconforto, mas suportar a experiência emocional sem se abandonar no processo.

Existe um ponto em que insistir deixa de ser força e passa a ser desgaste. Na vida, no trabalho e nas relações, ultrapas...
28/04/2026

Existe um ponto em que insistir deixa de ser força e passa a ser desgaste. Na vida, no trabalho e nas relações, ultrapassar constantemente o que nos é possível cobra um preço silencioso: o cansaço que se acumula, a irritação que escapa, o corpo que fala quando a mente insiste em calar.

Nem toda persistência é virtude. Às vezes, ela é apenas uma forma sofisticada de não escutar a si mesmo. Há um limite entre o compromisso e a autoexigência excessiva e quando esse limite é ignorado repetidamente, algo dentro de nós começa a falhar. Não de forma brusca, mas aos poucos: no desânimo que aparece sem explicação, na impaciência com o outro, na dificuldade de sentir prazer no que antes era leve.

Reconhecer os próprios limites não é fraqueza, é consciência. É entender que não se trata de desistir, mas de respeitar o próprio ritmo, a própria capacidade, o próprio tempo. Porque quando tudo vira esforço, a vida deixa de ser vivida e passa a ser suportada.

Saber parar também é um tipo de força. Talvez uma das mais difíceis.

Aquilo que você vive hoje não é obra do acaso. É, em parte, efeito das escolhas, repetições e desejos que te atravessam,...
27/04/2026

Aquilo que você vive hoje não é obra do acaso. É, em parte, efeito das escolhas, repetições e desejos que te atravessam, muitas vezes sem que você perceba.
Na psicanálise, entendemos que tendemos a cultivar, inconscientemente, aquilo que nos é familiar, mesmo que nos faça sofrer. Por isso, mudar não é apenas decidir diferente, mas sustentar o desconforto de romper padrões antigos.
Se o que se repete te machuca, talvez não seja sobre apagar tudo de uma vez, mas sobre começar a reconhecer o que, dentro de você, insiste em plantar o mesmo roteiro.
E, aos poucos, autorizar-se a desejar algo novo, mesmo que isso assuste.

Investir em psicoterapia é, acima de tudo, um compromisso com a própria liberdade emocional. Frequentemente, tentamos eq...
23/04/2026

Investir em psicoterapia é, acima de tudo, um compromisso com a própria liberdade emocional. Frequentemente, tentamos equilibrar todas as demandas externas, como carreira, família e expectativas sociais, enquanto silenciamos nossos próprios conflitos internos, acreditando que o tempo resolverá tudo sozinho. No entanto, o acompanhamento profissional oferece o suporte necessário para que possamos olhar de frente para nossas dores, medos e padrões de comportamento sem o peso do julgamento.
Ao contrário do que o senso comum sugere, buscar um psicólogo não é um sinal de fragilidade, mas sim um movimento de profunda coragem e autocuidado. É nesse espaço seguro de escuta e acolhimento que desenvolvemos ferramentas para lidar com a ansiedade, ressignificar traumas e construir uma relação mais gentil conosco. Afinal, cuidar da mente é o passo fundamental para conquistar uma rotina mais leve e uma vida com muito mais sentido.

Amizades são fundamentais.  Elas acolhem, escutam, compartilham risos e ajudam a atravessar momentos difíceis. Ter com q...
22/04/2026

Amizades são fundamentais.
Elas acolhem, escutam, compartilham risos e ajudam a atravessar momentos difíceis. Ter com quem contar faz diferença na forma como vivemos e sentimos o mundo.

Mas é importante lembrar: conversas entre amigos não substituem um processo de análise.
Amigos estão implicados na nossa história, têm suas próprias emoções, opiniões e limites. Já a análise oferece um espaço ético, estruturado e livre de julgamentos, onde é possível ir além do desabafo e realmente compreender o que nos atravessa.

Valorize suas amizades.
E, quando necessário, permita-se um espaço só seu para se escutar com mais profundidade.

Você não precisa entender tudo para sentir.Existe uma exigência silenciosa de que tudo precise fazer sentido antes de se...
16/04/2026

Você não precisa entender tudo para sentir.

Existe uma exigência silenciosa de que tudo precise fazer sentido antes de ser legitimado. Como se o sentir precisasse de autorização do entendimento.

Mas nem tudo que nos atravessa se organiza em palavras. Nem tudo que insiste em nós se deixa capturar pela lógica.

Há afetos que chegam antes, que escapam, que confundem. E, ainda assim, dizem.

Tentar entender tudo pode ser também uma forma de se proteger do que se sente. De adiar o encontro. De manter à distância aquilo que toca.

Sentir, às vezes, é justamente suportar não saber.

É abrir espaço para o que ainda não tem nome.

E, aos poucos, permitir que isso encontre alguma forma de existir.

Nem sempre o caminho é compreender.

Às vezes, é sustentar.

Nem tudo que você quer, você deseja.E nem tudo que você deseja, você consegue nomear.O desejo não nasce de uma decisão c...
15/04/2026

Nem tudo que você quer, você deseja.
E nem tudo que você deseja, você consegue nomear.

O desejo não nasce de uma decisão consciente.
Ele se constrói a partir das faltas, das experiências, dos encontros e das marcas que atravessam a sua história.

Por isso, muitas vezes, você se vê indo em direções que não entende, repetindo escolhas, se implicando em situações que não fazem sentido à primeira vista.

O desejo não é linear.
Não é lógico.
E, principalmente, não é totalmente seu.

Ele é atravessado pelo outro, pelas relações, pelo que foi dito e também pelo que nunca pôde ser dito.

Escutar o próprio desejo não é fazer tudo o que se quer.
É sustentar perguntas.

O que, de fato, te move
E o que você aprendeu a querer para ser aceito.

Merecimento é uma palavra que conforta e também aprisiona.Desde cedo, aprendemos a associar conquistas a uma espécie de ...
14/04/2026

Merecimento é uma palavra que conforta e também aprisiona.

Desde cedo, aprendemos a associar conquistas a uma espécie de balança moral invisível: quem se esforça, merece; quem falha, não fez o suficiente. Mas essa lógica simplifica o que é muito mais complexo.

Nem tudo se explica pelo esforço individual. Existem contextos que não colaboram, estruturas que limitam, desigualdades que atravessam. Gênero, raça e classe não são detalhes, são forças que abrem ou fecham caminhos antes mesmo da escolha acontecer.

E ainda assim, não é só externo.

Nem sempre o que você não alcança é apenas falta de oportunidade. Às vezes é conflito. Às vezes é medo. Às vezes é um desejo que não se sustenta tanto quanto você acredita.

Existe uma parte silenciosa que também decide, que sabota, adia, recusa. Não porque você não seja capaz, mas porque algo em você ainda não está pronto para sustentar aquilo que diz querer.

Entre o que o mundo permite e o que você suporta, existe uma tensão constante.

Talvez o ponto não seja “merecer mais”, mas escutar melhor e também enxergar com mais rigor.

Escutar o que você repete sem perceber
o que você evita
o que você insiste em buscar mesmo quando te esvazia

E enxergar o que te atravessa
o que te limita
o que nunca dependeu só de você

Porque nem tudo que chega é conquista
e nem tudo que não vem é fracasso

Às vezes, é o mundo que falha
Às vezes, é você, em partes, dizendo não
E quase sempre, é a mistura dos dois.

Às vezes, aquilo que mais incomoda não é o que vem de fora. É o que toca em algo que já estava em nós.A raiva não surge ...
13/04/2026

Às vezes, aquilo que mais incomoda não é o que vem de fora. É o que toca em algo que já estava em nós.

A raiva não surge por acaso. Ela aponta, revela, denuncia. É um afeto que escancara limites atravessados, silêncios engolidos e lugares onde nos abandonamos para caber.

Sentir raiva pode ser o primeiro passo para se escutar de verdade. Não para agir no impulso, mas para compreender o que dentro de você pede mudança.

Porque, no fundo, ela não quer destruir. Quer reorganizar.

Endereço

Rua Eduardo Marquez, 756./B. Martins Clínica Arvorecer
Uberlândia, MG
38400442

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