22/12/2025
“Maternidade atípica” não é um rótulo para dor, nem uma forma de diminuir outras maternidades.
É uma palavra que cria pertencimento. Que diz, sem precisar explicar muito: “eu sei onde você pisa”.
É reconhecer que existe um território com um chão diferente — com desafios próprios, sentimentos intensos, culpas silenciosas e vivências que só quem está ali entende.
E, ao mesmo tempo, perceber que há muito mais coisas que nos unem do que nos separam: amor, medo, esperança, exaustão e coragem diária.
Falar sobre maternidade atípica é dar nome a experiências que antes eram vividas no silêncio.
É acolher.
É reconhecer.
É caminhar juntas.