Juliana Formigari Ψ Psicóloga e Psicanalista Clínica

Juliana Formigari Ψ Psicóloga e Psicanalista Clínica Auto Conhecimento - Compreensão - Aprendizado - Potencial Individual - Transformação

👩‍⚕️Psicóloga | Psicanalista (Adultos e Crianças)
📍Atendimento Presencial | Online 🌎
Ψ Supervisão | Mentoria
👩‍🏫 Docente em Psicanálise
🎤Palestrante
🏭Consultoria Corporativa

19/03/2026

Ansiedade e depressão não são apenas palavras, são experiências que atravessam corpo e mente, silenciosas, insistentes, capazes de alterar o ritmo dos dias e a percepção que temos de nós mesmos. Elas se escondem nas pequenas tensões, nos pensamentos que giram sem pausa, na sensação de peso sem motivo aparente.

Movimentar-se é mais do que exercício físico: é um gesto de presença, um diálogo entre corpo e mente. Caminhar, correr, alongar, respirar de forma consciente, cada ação simples desencadeia processos químicos e neurológicos que equilibram o humor, reduzem a tensão e promovem clareza mental. É o corpo enviando mensagens sutis para a mente: “aqui há cuidado, aqui há ritmo, aqui há presença”.

Freud nos ensinou que os sintomas são mensagens do inconsciente, manifestações de conflitos internos que buscam ser compreendidos. Hoje, a neurociência confirma que a atividade física atua justamente nessa intersecção: modulando neurotransmissores como serotonina e endorfina, fortalecendo a resiliência emocional, regulando o estresse e promovendo bem-estar. É teoria, ciência, e também experiência de vida.

Cada movimento é, portanto, uma pequena estratégia de autocuidado e autoconhecimento. Não é mágica, mas é real: o simples ato de se mexer pode transformar dias carregados em momentos de clareza, presença e leveza.

E você, já percebeu como seu corpo e sua mente se alinham quando se permite movimento?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192

A estética silenciosa da coerênciaHá algo que não se anuncia, apenas se revela.A coerência não precisa de plateia; ela s...
19/03/2026

A estética silenciosa da coerência

Há algo que não se anuncia, apenas se revela.
A coerência não precisa de plateia; ela se sustenta por si mesma.

Em meio ao ritmo acelerado da vida cotidiana, é fácil confundir aparências com realidade.
O psiquismo percebe a diferença: nem sempre de forma consciente, mas de maneira constante.
O que é vivido e o que é mostrado podem andar lado a lado, ou em desalinhamento, e isso cria tensão silenciosa.

A psicologia aponta que o sujeito frequentemente se adapta ao olhar do outro, construindo comportamentos socialmente aceitos, às vezes em detrimento de um alinhamento interno.
Não se trata de falha, mas de um mecanismo de ajuste.
Quando a adaptação se torna predominante, surge um desgaste sutil, invisível aos olhos alheios, mas sentido internamente.

Coerência não é rigidez.
É a capacidade de existir alinhado com si mesmo, mesmo entre contradições.
É a organização interna que não exige esforço constante para se mostrar válida, elegante ou “perfeita”.

No cotidiano, isso se manifesta nas pequenas decisões: a forma como conduzimos nossos compromissos, como respondemos a frustrações, ou mesmo na serenidade que sentimos quando nada precisa ser provado.
Esses detalhes silenciosos revelam mais do que qualquer gesto ensaiado.

Talvez por isso a coerência seja percebida como elegância: não pelo que se mostra, mas pelo que permanece verdadeiro, mesmo sem ser visto.

E tu, já percebeu o quanto do que faz ou mostra no dia a dia reflete o que realmente é?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192

18/03/2026

Onde o eu descansa, e não precisa provar nadaTem um tipo de cansaço que não vem do corpo.Ele vem de se observar o tempo ...
18/03/2026

Onde o eu descansa, e não precisa provar nada

Tem um tipo de cansaço que não vem do corpo.
Ele vem de se observar o tempo todo.
De medir palavras, ajustar reações, tentar caber.

É o cansaço de sustentar uma versão de si.

Por fora, tudo parece funcionar.
Mas por dentro, algo vai ficando distante, como se a própria experiência precisasse passar por um filtro antes de existir.

Não é exatamente tristeza.
É um desgaste mais silencioso.
Um afastamento de si que não faz barulho, mas pesa.

A psicanálise já tocava nisso quando falava do ideal de eu, esse lugar interno que, quando rígido demais, deixa de orientar e passa a exigir.
E o sujeito, tentando corresponder, vai se organizando mais pelo olhar do outro do que pelo próprio sentir.

E isso cansa.

Porque não dá pra descansar enquanto se está em performance.

Descansar de verdade não é apagar, nem fugir.
É outra coisa.
É quando tu não precisa explicar tanto quem tu é.
Quando não precisa sustentar coerência o tempo inteiro.
Quando, por alguns instantes, não há nada a provar.

Winnicott chamaria isso de gesto espontâneo, aquilo que aparece quando não estamos ocupados demais tentando ser aceitos.

E talvez seja isso que falte: um espaço interno onde existir não exija tanto esforço.

Num tempo em que tudo vira vitrine, até o que a gente sente, ser, sem edição, quase soa como um risco.

Mas também pode ser um alívio.

Porque no fim, não é sobre se encontrar perfeitamente.
É mais honesto do que isso.
É ir, aos poucos, parando de se abandonar.

E nisso, algo em nós descansa.

E, me diz com calma: em que momentos do teu dia tu ainda se sente inteiro, sem precisar caber em ninguém?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192

Seja obcecado, o morno nunca fez históriaAlgumas pessoas passam pela vida como quem navega num rio calmo: tudo flui, mas...
17/03/2026

Seja obcecado, o morno nunca fez história

Algumas pessoas passam pela vida como quem navega num rio calmo: tudo flui, mas nada deixa marcas. Outras se entregam à correnteza de seus próprios desejos, mergulham fundo e se encontram, ou se desafiam, no caminho. O morno evita o risco, mas também evita a intensidade que faz a vida valer a pena.

A psicanálise nos lembra que há forças invisíveis dentro de nós, pulsões que pedem atenção, desejos que clamam por expressão. Ignorá-los é como tentar apagar o fogo da própria essência com água morna: nada se transforma. Quem se deixa guiar por essa chama interna aprende a lidar com medos, frustrações e escolhas, sem se perder de si mesmo.

No mundo de hoje, é fácil se acomodar na superficialidade: mensagens rápidas, rotinas repetidas, impressões passageiras. Mas a verdadeira transformação surge quando nos permitimos sentir, perceber e agir. Jung chamaria de encontro com a sombra: olhar de frente para o que nos assusta, para o que evitamos, e ainda assim decidir avançar.

Ser obcecado não é teimosia. É coragem. É insistir em ser inteiro, em conhecer a si mesmo, em perseguir aquilo que faz o coração vibrar. É aceitar que a intensidade traz riscos, mas também revela beleza, liberdade e sentido.

E você, está disposto a deixar o morno para trás e se entregar à intensidade da sua própria vida?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192

🧘‍♀️🌿✨💆‍♀️💫
16/03/2026

🧘‍♀️🌿✨💆‍♀️💫

14/03/2026

Nem tudo que nos atravessa vem apenas de fora

Existe um momento curioso na vida adulta em que algumas certezas começam a se deslocar.

Durante muito tempo, a impressão é de que os incômodos vêm sempre das circunstâncias, das pessoas, dos acontecimentos que atravessam o caminho.

E, de fato, muitas vezes vêm.

Mas em algum ponto do percurso, algo mais sutil começa a aparecer: certas situações parecem retornar, ainda que com novos nomes, novos rostos ou novos cenários.

A vida muda.
O tempo passa.
Mas algumas experiências insistem em tocar lugares muito parecidos.

A psicologia sempre se interessou por esse fenômeno. Não como julgamento, mas como investigação da vida psíquica. Há movimentos internos que nem sempre estão no campo da consciência e que, silenciosamente, participam da forma como cada sujeito vive seus encontros, suas escolhas e seus impasses.

Freud já observava algo semelhante quando descreveu a tendência humana de retornar, de diferentes maneiras, a experiências emocionais que ainda não foram plenamente elaboradas.

Por isso, em certos momentos, a pergunta que parecia tão clara, “por que isso acontece comigo?”, ganha uma profundidade inesperada.

Não porque a resposta seja simples.
Mas porque o olhar começa a se ampliar.

E, às vezes, é justamente nesse ponto que algo se transforma: quando o sujeito deixa de buscar apenas explicações externas e começa, com curiosidade e coragem, a se perguntar também sobre o que se move dentro de si.

Não é um gesto de culpa.

É um gesto de consciência.

E consciência, quase sempre, é o início de alguma mudança.

Em que momento da vida tu percebeste que compreender a si mesmo pode ser mais transformador do que apenas tentar mudar as circunstâncias?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192





Às vezes a vida não pede grandes mudanças imediatas.Pede apenas um momento de pausa para pensar melhor sobre o que estam...
14/03/2026

Às vezes a vida não pede grandes mudanças imediatas.
Pede apenas um momento de pausa para pensar melhor sobre o que estamos vivendo.

Esse post é um convite simples: olhar para a própria história com um pouco mais de clareza.

Se alguma dessas linhas fizer sentido para você, vale a pena ler até o final.

E, se você chegar até lá, deixe nos comentários “li até aqui”.

Esse é o mindset.Outro dia, um piloto disse para uma menina de 5 anos:— Você sabia que, quando crescer, pode ser aeromoç...
13/03/2026

Esse é o mindset.

Outro dia, um piloto disse para uma menina de 5 anos:

— Você sabia que, quando crescer, pode ser aeromoça?

Ela respondeu, com a simplicidade de quem ainda não aprendeu a limitar o próprio horizonte:

— Eu também posso ser dona do avião.

Criança tem uma coisa curiosa: ela ainda não internalizou completamente os limites simbólicos que o mundo vai colocando com o tempo. Na psicologia, observamos muito isso, a forma como, aos poucos, o sujeito passa a se organizar mais pelo que acredita ser possível… do que pelo que realmente deseja.

Sem perceber, muita gente cresce ocupando o lugar que lhe foi sugerido.
Não necessariamente o lugar que poderia construir.

A vida adulta costuma ser esse encontro silencioso entre o que nos disseram que cabia e o que, lá no fundo, ainda sentimos que poderia ser maior.

Talvez por isso certas frases ditas por crianças nos atravessam tanto.
Elas ainda pensam o mundo antes da autocensura.

E, às vezes, a pergunta mais honesta que alguém pode se fazer não é:
“o que esperam de mim?”

Mas algo bem mais simples, e bem mais difícil também.

Em que momento da vida tu começou a diminuir o tamanho do teu próprio avião?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192

Entre o problema e a solução existe uma escolha psíquica.Há pessoas que passam a vida inteira olhando para o mesmo lugar...
12/03/2026

Entre o problema e a solução existe uma escolha psíquica.

Há pessoas que passam a vida inteira olhando para o mesmo lugar: o problema.
Quase como se a mente voltasse sempre para o mesmo ponto, repetindo a mesma cena, a mesma pergunta, a mesma indignação.

Sabemos que a mente humana tem uma curiosa tendência à ruminação psíquica, um movimento em que o pensamento gira em torno do conflito como quem revolve uma ferida tentando entendê-la.

Mas pensar demais sobre o problema nem sempre nos aproxima da solução.
Às vezes apenas aprofundamos o buraco emocional onde já estávamos.

A psicanálise chama isso, em certa medida, de compulsão à repetição: a mente retorna ao ponto de dor, tentando inconscientemente dominá-lo.
Como quem revisita um lugar esperando que, desta vez, o final seja diferente.

Só que a vida não se move para frente enquanto permanecemos parados diante da mesma cena.

Concentrar-se mais nas soluções não significa negar o problema.
Significa reposicionar a mente.

É um deslocamento psíquico.
Um gesto silencioso de maturidade emocional.

Porque há um momento em que compreender já não basta.
É preciso decidir para onde a energia psíquica será dirigida.

Algumas pessoas gastam anos tentando explicar o que aconteceu.
Outras, em algum ponto do caminho, começam a perguntar algo diferente:

“E agora, o que eu faço com isso?”

Essa pergunta muda tudo.

Ela transforma sofrimento em movimento.
Consciência em responsabilidade.
E dor em possibilidade de elaboração.

Talvez a vida adulta comece exatamente aí.

No instante em que paramos de olhar apenas para o que nos feriu… e começamos a olhar para o que ainda pode ser construído.

E tu… tens concentrado mais energia no problema ou na solução?

Juliana Formigari
Psicóloga | Psicanalista
CRP 06/213192

12/03/2026

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