Terapeuta Érica Gregorini

Terapeuta Érica Gregorini Saúde Mental para Adolescentes. Ensino pais a educarem de forma assertiva.

01/05/2026

O adulto voltou. Pediu desculpa de verdade. Fez o reparo.

E o adolescente não respondeu na hora.

Isso não signif**a que o reparo falhou. Signif**a que o adolescente está fazendo o que o cérebro dele foi programado para fazer diante de uma ruptura: testar se pode confiar de novo.

O silêncio dele agora não é rejeição. É cautela. Ele precisa de tempo para reavaliar se o adulto vai voltar a silenciar amanhã. Se a desculpa foi sincera. Se algo realmente mudou.

Sustentar o silêncio do outro depois de ter silenciado, essa é a parte mais difícil do reparo. E a mais necessária.

O adolescente não vai responder porque você pediu desculpa uma vez. Ele vai responder porque você sustenta a espera sem desistir, sem pressionar, sem se vitimizar.

Esse tipo de reparo sustentado é um dos pilares do PABA. Link na bio para agendamentos.

Reparar não é apagar. É reconstruir um canal de confiança que o silêncio interrompeu.Aqui está o ponto que ninguém conta...
30/04/2026

Reparar não é apagar. É reconstruir um canal de confiança que o silêncio interrompeu.

Aqui está o ponto que ninguém conta: o adulto pode fazer tudo "certo" na volta e mesmo assim o adolescente não responder na hora.

Isso não é fracasso. É processo.

O cérebro adolescente leva tempo para reavaliar segurança. Ele não vai confiar porque você pediu desculpa uma vez. Ele vai confiar porque você sustenta o desconforto do silêncio dele, sem desistir, sem pressionar, sem se vitimizar.

Os slides do carrossel mostram 4 movimentos implícitos. Mas o que os sustenta é uma coisa só: a capacidade do adulto de não desmoronar quando a resposta não vem rápido.

Se você consegue voltar, falar, convidar e esperar, você já está fazendo algo que muitos adultos não fazem: reparar de verdade!

O adulto que se desculpa sem se destruir não está sendo fraco. Está sendo reparador.A diferença é sutil, mas tudo muda:•...
29/04/2026

O adulto que se desculpa sem se destruir não está sendo fraco. Está sendo reparador.

A diferença é sutil, mas tudo muda:

• Culpa: "Eu estrago tudo, nunca acerto" → foco em si mesmo, paralisação.

• Responsabilidade: "O que eu fiz teve efeito. Agora, o que eu faço com isso?" → foco no vínculo, movimento.

A culpa olha para dentro e não sai do lugar. A responsabilidade olha para o outro e pergunta: "O que eu reparo agora?"

O adolescente não precisa de um adulto perfeito. Ele precisa de um adulto que volta.

Isso é algo que trabalhamos no PABA: o adulto que repara sem se perder. Link na bio para quem quiser conhecer o programa e como posso te ajudar.

Aqui está o incômodo que poucos adultos encaram: a maioria das tentativas de reparo não repara nada.Elas resolvem o desc...
28/04/2026

Aqui está o incômodo que poucos adultos encaram: a maioria das tentativas de reparo não repara nada.

Elas resolvem o desconforto imediato do adulto. Só que o adolescente não confunde alívio com reparo.

Fingir que nada aconteceu → ensina que o que ele sente não conta.

Compensar com presente ou afeto exagerado → confunde afeto com dinheiro/superproteção.

Pedir desculpa genérica e repetir o padrão → ensina que desculpa não vira mudança.

O adolescente não precisa de um adulto que nunca erra. Ele precisa de um adulto que sabe voltar sem fingir, sem compensar, sem se esconder atrás de frases prontas.

F**a comigo, porque amanhã: culpa vs. responsabilidade.

No último domingo, participei de um piquenique em comemoração à Libras, organizado pela AFAB (Associação de Familiares e...
27/04/2026

No último domingo, participei de um piquenique em comemoração à Libras, organizado pela AFAB (Associação de Familiares e Amigos Bilíngues do Movimento Surdo de Valinhos), com apoio da Secretaria da Mulher e da Família, no Parque da Cidade Ayrton Senna da Silva.

Não fui como especialista em Saúde Mental que "ensina". Meu movimento com os surdos é muito real: estou no projeto ajudando a comunidade e, ao mesmo tempo, sou aprendiz. E tenho orgulho de dizer que faço parte da equipe da AFAB.

Estou estudando Libras há algum tempo porque quero que o PABA, minha metodologia de atendimento biopsicossocial, seja, de fato, inclusivo. Tenho um compromisso: que o PABA não seja mais um programa "para poucos". Que ele chegue a quem precisa, do jeito que precisa.

E isso passa por aprender Libras, sim. Mas também por aprender a escutar, a me deslocar, a somar e me tornar um ser humano melhor a cada dia.

Fiquei profundamente grata pela acolhida da presidente Mirian Santos e de toda a equipe da AFAB. E feliz em ver o Vice-Prefeito Mayr dividindo espaço, ouvindo e prestando atenção de verdade. Porque quando poder público, associações e profissionais de saúde e educação se enxergam, o que acontece?

Acolhimento vira política pública!

Ninguém transforma uma comunidade sozinho. É juntando forças: AFAB, poder público, profissionais, famílias, que a inclusão sai do discurso e vira experiência.

📷 Foto do IG do Vice-Prefeito Mayr
🔗 Matéria original: https://www.instagram.com/p/DXopAkBjgAP/

27/04/2026

Perceber que o próprio silêncio machucou é desconfortável. A maioria dos adultos reage a esse desconforto de um jeito que não repara, só alivia.

Aqui está o ponto que pouca gente fala: o momento depois do erro não é sobre culpa. É sobre escolha.

Escolher ignorar e seguir como se nada tivesse acontecido → o adolescente aprende que o que ele sente não importa.

Escolher se culpar até paralisar → o adolescente vira cuidador do adulto.

Escolher resolver rápido com afeto ou presente → confunde reparo com compensação.

Nenhuma dessas opções repara o vínculo. Elas só aliviam o desconforto imediato do adulto.

A quarta opção existe. E ela é diferente: voltar. Com presença. Com palavra. Sem falsa solução.

É sobre isso que vamos falar essa semana.

26/04/2026

Durante a semana, falamos sobre silêncio.
Mas o ponto central não é o silêncio.

É a interpretação equivocada que o adulto faz do próprio comportamento.

Muitos adultos acreditam que, ao não responder, estão evitando conflito, sendo prudentes ou “deixando passar”.

Na prática, estão comunicando.

Na adolescência, ausência de resposta não é neutra.
Ela é processada como dado relacional.

E isso reorganiza o comportamento do jovem:
* ele reduz exposição
* aumenta defesa
* filtra o que sente

Sem que o adulto perceba, a relação vai f**ando mais pobre, não por falta de intenção, mas por falta de leitura.

O problema não está na intenção do adulto.
Está na consequência que ele não mede.

E é isso que precisa ser ajustado.

Se você quer aprender a ajustar essas micro respostas no dia a dia, entre em contato através do link na Bio e agende sua consulta.


O adolescente não para de tentar falar por rebeldia. Ele para de tentar por economia psíquica.O custo emocional de se ab...
25/04/2026

O adolescente não para de tentar falar por rebeldia. Ele para de tentar por economia psíquica.

O custo emocional de se abrir e não ser escutado é maior do que o benefício. Então ele desiste. Mas a desistência não é só da fala. É da própria emoção.

Aos poucos, ele aprende a não sentir. Porque... sentir para quê? Não vai ser acolhido mesmo. Não vai mudar nada.

O que não é escutado vira segredo. E o segredo, com o tempo, vira sintoma: irritabilidade, isolamento, ansiedade, dores sem explicação.

O problema não é o que o adolescente deixa de dizer. É o que ele aprende a não sentir.

Isso não acontece só em casa. Acontece na escola, na igreja, em qualquer espaço onde o adulto não escuta.

O silêncio que desregula é coletivo. O acolhimento também precisa ser.

👉 Marque outros pais, um educador ou líder comunitário que precisa refletir sobre escuta ativa.

24/04/2026

O silêncio que acolhe não é sobre nunca calar. É sobre saber voltar.

Na primeira cena: o adulto silencia e some. O adolescente encolhe. O que ele aprende? Que não é seguro falar. Que suas emoções são um incômodo.

Na segunda cena: o adulto silencia e f**a. Ele não tem a resposta pronta. Mas respira. Acena. Depois diz "estou aqui". O adolescente aprende que pode esperar. Que o silêncio não é rejeição.

A diferença não está no tempo de duração. Está na presença.

Sustentar o silêncio que acolhe é difícil. Exige que o adulto regule a própria ansiedade, suporte a tensão sem fugir, e volte depois para explicar.

O silêncio que abandona, ao contrário, é fácil. É virar as costas. É sumir.

O problema é que, para o adolescente, o silêncio que não volta vira ferida.

👉 Marque um adulto que já praticou os dois silêncios sem perceber.

Hoje, vamos refletir....a pergunta: se o silêncio pesa tanto, ele é sempre errado?A resposta é: Não. O silêncio não é in...
23/04/2026

Hoje, vamos refletir....a pergunta: se o silêncio pesa tanto, ele é sempre errado?

A resposta é: Não.
O silêncio não é intrinsecamente ruim. Existem momentos em que calar é um ato de regulação, uma pausa para não reagir no impulso, para não machucar com palavras ditas no calor da raiva.

O problema não é o silêncio. É o que vem depois.

Silêncio que protege é aquele que volta. O adulto se cala, respira, se regula. E depois retorna: "precisei de um tempo, mas estou aqui. Vamos conversar."

Silêncio que fere é aquele que some. O adulto se cala e o silêncio se alonga. Vira ausência. Vira muro. E o adolescente preenche esse vazio sozinho, com medo, culpa ou a certeza de que não pode contar.

O adolescente não precisa de respostas perfeitas no momento do conflito. Ele precisa de um adulto que não desiste do vínculo. Que volta. Que explica. Que diz "estou aqui".

O carrossel de hoje mostra a diferença entre a pausa que acolhe e o muro que abandona. O silêncio não é o vilão. O abandono silencioso é.

👉 Marque um adulto que já usou o silêncio como pausa e que sempre volta.

Na segunda-feira, mostramos a cena: o adulto que silencia e o adolescente que desiste.Na terça-feira, listamos as 5 dedu...
22/04/2026

Na segunda-feira, mostramos a cena: o adulto que silencia e o adolescente que desiste.

Na terça-feira, listamos as 5 deduções que o adolescente faz nesses segundos de silêncio.

Hoje, a pergunta é: por que o silêncio do adulto pesa tanto?

A resposta está na neurobiologia do desenvolvimento.

O cérebro adolescente passa por uma remodelação profunda. O sistema límbico – responsável pelas emoções, especialmente medo e rejeição social – opera em alta voltagem. Enquanto isso, o córtex pré-frontal, a região que controla impulsos, planeja e interpreta intenções, ainda está em construção, só f**ando totalmente maduro por volta dos 25 anos.

Isso signif**a que, quando um adulto silencia sem explicação, o adolescente não tem a mesma capacidade de pensar "ele só está processando". O cérebro dele tende a interpretar o silêncio como ameaça social.

Estudos em neurociência afetiva mostram que a rejeição social ativa as mesmas vias neurais da dor física.

Não é "frescura". Não é "drama". É biologia.

Entender isso não é para justif**ar comportamentos. É para que o adulto saiba: o seu silêncio não é neutro. Ele é processado como perigo ou acolhimento. Não há meio-termo.

👉 Salve para lembrar: o silêncio do adulto é lido pelo cérebro adolescente como ameaça, a menos que seja acompanhado de retorno.

Você já percebeu que o silêncio não é interpretado da mesma forma por um adulto e por um adolescente?Enquanto o adulto p...
21/04/2026

Você já percebeu que o silêncio não é interpretado da mesma forma por um adulto e por um adolescente?

Enquanto o adulto pode pensar "estou processando" ou "melhor não falar agora", o adolescente não tem essa mesma base de interpretação. O cérebro dele, ainda em desenvolvimento, tende a preencher o vazio com hipóteses de ameaça social, não com neutralidade.

A teoria do apego nos mostra que a disponibilidade emocional do adulto é lida pelo adolescente como segurança ou perigo. O silêncio sem retorno vira, para ele, ausência de disponibilidade.

Não se trata de "nunca silenciar". Trata-se de saber que, mesmo calado, você já respondeu. E a resposta, para o adolescente, raramente é neutra.

O carrossel de hoje mostra as 5 deduções mais comuns. Vale a pena salvar e revisitar.

👉 Compartilhe com outro adulto que convive com adolescentes. Isso não é teoria. É o que acontece todo dia.

Endereço

Rua Paulo Setúbal, 630/Nova Valinhos
Valinhos, SP
13.271-070

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Terapeuta Érica Gregorini posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria