Psicanálise Daniel Lima

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Atendimento psicanalítico para adultos e adolescentes, disponível de forma presencial em Arcoverde-PE e Venturosa-PE, ou on-line, com a mesma escuta cuidadosa e acolhedora.

Deixe-me irPreciso andarVou por aí a procurarRir pra não chorarDeixe-me irPreciso andarVou por aí a procurarSorrir pra n...
22/03/2026

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar...

Preciso me encontrar - Cartola

E lá se vão 11 anos de atendimento.Há algo de profundamente significativo em sustentar, por tanto tempo, a escuta do sof...
17/03/2026

E lá se vão 11 anos de atendimento.
Há algo de profundamente significativo em sustentar, por tanto tempo, a escuta do sofrimento humano. Não é apenas o tempo que passa, mas aquilo que, nele, também me transforma. Desde Sigmund Freud (nos estudos em psicanálise lacaniana com , e outros professores) aprendi que a palavra tem potência. Mas foi na clínica que compreendi, de fato, que falar não é apenas dizer; é construir sentidos onde antes havia silêncio ou dor bruta.

Ao longo dessa trajetória, fui percebendo que não existem atalhos para o psiquismo. Como já apontava Sándor Ferenczi (algo que também se confirmou nos dois anos de estudos e supervisão com ), a clínica exige mais do que técnica: exige presença, sensibilidade e uma ética do cuidado que me convoca a estar verdadeiramente implicado. Escutar, para mim, tornou-se oferecer um espaço onde o outro possa, talvez pela primeira vez, existir com menos defesas.

Com o tempo, deixei de buscar respostas e passei a sustentar processos. Donald Winnicott (nos grupos com ) me ensinou sobre a importância de um ambiente suficientemente bom. É isso que procuro construir: um lugar onde algo possa emergir com mais espontaneidade, onde o sujeito possa se experimentar de forma mais autêntica.

Mas essa travessia também me atravessa. Como propôs Wilfred Bion (que marcou minha formação no e também no curso de aprofundamento em psicanálise contemporânea no ), pensar é suportar o não saber. E foi justamente nisso que minha escuta se transformou. Hoje, após onze anos, não carrego certezas; sustento, antes, uma aposta: a de que, mesmo nas dores mais difíceis, algo pode ser dito, simbolizado e, quem sabe, reinventado.

Texto novo no meu blog.Tem uma cena que todos conhecemos: a voz baixa um pouco, o olhar percorre o ambiente, e então vem...
14/03/2026

Texto novo no meu blog.

Tem uma cena que todos conhecemos: a voz baixa um pouco, o olhar percorre o ambiente, e então vem a pergunta: “você soube o que aconteceu?”
O que parece banal carrega desejo, medo, necessidade de pertencer e, às vezes, uma dor que não encontrou outra forma de se expressar.
Falar dos outros é, quase sempre, uma forma de falar de si.

📖 Ensaio completo no link da bio.

Às vezes, na comunicação humana, uma única palavra atravessa o silêncio como uma pedra lançada na água: o som se dissipa...
13/03/2026

Às vezes, na comunicação humana, uma única palavra atravessa o silêncio como uma pedra lançada na água: o som se dissipa rapidamente, mas os círculos que provoca no outro podem permanecer por muito tempo. Falamos, muitas vezes, com o desejo de nos aproximar, de criar um pequeno território de encontro entre duas pessoas. No entanto, as palavras nem sempre obedecem à nossa intenção. Elas podem se desencontrar no caminho e aquilo que nasceu como tentativa de aproximação termina, inesperadamente, em mal-entendido.

Há momentos em que parece que a própria linguagem nos trai. Dizemos algo e, pouco depois, percebemos que aquilo produziu um efeito diferente do que imaginávamos. Como se, por trás das palavras, também falassem nossas memórias, afetos e marcas invisíveis da história de cada um. A comunicação humana, então, revela sua delicadeza: entre o que se quer dizer e o que o outro escuta existe um espaço cheio de ecos, interpretações e sentimentos.

Talvez por isso conversar seja também um exercício de cuidado. Falar, ouvir e, quando possível, voltar às palavras para reconstruir pontes. Porque, mesmo quando surgem ruídos, é no esforço de continuar dialogando que os encontros humanos podem, pouco a pouco, encontrar novos sentidos.

Quando Sigmund Freud afirma que, ao longo do tratamento, o paciente passa a usar a “distorção através da transferência”,...
06/03/2026

Quando Sigmund Freud afirma que, ao longo do tratamento, o paciente passa a usar a “distorção através da transferência”, ele está falando de algo muito humano: nossa tendência de repetir, nas relações atuais, sentimentos e conflitos que nasceram no passado. No início da análise, a pessoa pode tentar se proteger escondendo ou modificando lembranças dolorosas. Mas, com o tempo, percebe que apenas “distorcer” o que aconteceu não impede que o sofrimento retorne.

É então que surge a transferência. Sem perceber, o paciente começa a reagir ao analista como reagiu a figuras importantes de sua história — pais, cuidadores, amores. Pode sentir admiração excessiva, desconfiança intensa, ciúme ou medo de abandono. Essas emoções não dizem respeito apenas ao presente; elas carregam marcas antigas.

Freud destaca que essa repetição não é um erro do processo, mas o próprio caminho da cura. Em vez de falar somente sobre o passado, o paciente o revive, de certo modo, na relação com o analista. E é nesse “terreno da transferência” que os conflitos podem finalmente ser compreendidos e elaborados.

Em termos simples: não basta contar a história; é preciso senti-la de novo, em um espaço seguro, para transformá-la. A transferência torna visível aquilo que antes estava oculto. Ao reconhecer essas repetições, a pessoa ganha liberdade para não ficar presa aos mesmos padrões afetivos.

Nesta quarta-feira (25/02) tive o prazer de dar uma palestra na Escola Apolônia Mendonça de Siqueira () a convite da ges...
28/02/2026

Nesta quarta-feira (25/02) tive o prazer de dar uma palestra na Escola Apolônia Mendonça de Siqueira () a convite da gestora Leda (). O tema proposto foi: cuidar da mente é cuidar do futuro.

Em um mundo acelerado, onde o tempo é escasso e as cobranças são constantes, estar presente na vida dos filhos é um ato de amor e responsabilidade. Quando família e escola caminham juntas, constroem a ponte mais importante para o desenvolvimento emocional: a ponte da confiança.

Não precisamos ser pais perfeitos. Como nos ensinou Donald Winnicott, o essencial é oferecer um ambiente suficientemente bom — aquele que acolhe, estabelece limites e ensina a lidar com frustrações. A criança não precisa de perfeição, mas de presença.

Saúde mental não é algo distante ou grave. É aprender a nomear sentimentos, ter com quem conversar, sentir-se seguro para errar e aprender. Muitas vezes, o sofrimento aparece em forma de mudança de comportamento, irritabilidade ou dores no corpo. O sintoma não é inimigo; é mensagem. Ele pede escuta.

Limites também são amor. O “não” organiza, protege e prepara para a vida adulta, que inevitavelmente trará frustrações. Responsabilidade afetiva significa reconhecer que nossas palavras constroem a autoestima dos filhos.

Em tempos de excesso de telas, nada substitui o olho no olho, o abraço, a escuta sem pressa. Se queremos formar adultos equilibrados, precisamos cultivar hoje presença, diálogo e cuidado.

O futuro começa agora. E ele se constrói dentro das relações.

Você também anda cansado das redes sociais? O que estamos fazendo — ou deixando que façam conosco — nesse modo de vida q...
22/02/2026

Você também anda cansado das redes sociais? O que estamos fazendo — ou deixando que façam conosco — nesse modo de vida que o capitalismo patriarcal, com suas engrenagens quase tecnofeudais, nos empurra goela abaixo? Reproduzi aqui o carrossel da , impecável.

16/02/2026

Marcelo Tas conversa com o neurocientista Sidarta Ribeiro, professor titular e diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Um dos maiores nomes do País quando o assunto é a pesquisa em torno do uso de substâncias psicoativas.

Entrando na trend de pedir ao Chat GPT para fazer uma caricatura com base no que ele conhece sobre a pessoa.Pedi o segui...
08/02/2026

Entrando na trend de pedir ao Chat GPT para fazer uma caricatura com base no que ele conhece sobre a pessoa.
Pedi o seguinte:

“Por favor, crie uma caricatura minha com base em tudo que você conhece sobre mim.”

Segue o que produziu e a justificativa que o GPT fez quando perguntei:

“Por que fez a caricatura deste modo?”

Achei interessante as impressões dele.

O que você achou?

Às vezes, a vida nos presenteia com anos que se assemelham a um turbilhão. 2025 parece ter sido um desses, onde cada dia...
31/12/2025

Às vezes, a vida nos presenteia com anos que se assemelham a um turbilhão. 2025 parece ter sido um desses, onde cada dia exigiu uma dose extra de nós. Entre o que nos faltou e o que ousamos tentar, forjamos uma resiliência silenciosa. Não foi sobre evitar as tempestades, mas sobre aprender a navegar por elas, mesmo que isso implicasse em recalcular rotas e reinventar velas.

Agora, olhamos para 2026 com a esperança de que a leveza não seja apenas um desejo, mas uma escolha diária. Que as palavras tenham peso e verdade, que a escuta seja genuína e que haja um espaço sagrado para digerir as experiências, ressignificar as dores e reencontrar o entusiasmo que nos impulsiona. Que possamos, enfim, florescer na pausa e na contemplação, carregando as cicatrizes de 2025 como mapas de força para o caminho que se abre.

“Por um lado, as neuroses oferecem analogias marcantes e profundas com as grandes produções sociais da arte, religião e ...
25/12/2025

“Por um lado, as neuroses oferecem analogias marcantes e profundas com as grandes produções sociais da arte, religião e filosofia; por outro lado, eles aparecem como distorções dessas produções. Pode-se afirmar que uma histeria é uma obra de arte distorcida, que uma neurose coercitiva é uma religião distorcida, e uma neurose paranoica é um sistema filosófico distorcido. Essas distorções são explicadas, em última análise, pelo fato de que as neuroses são formações associais, que buscam realizar por meios especiais o que nasce na sociedade pelo trabalho coletivo. Uma análise dos impulsos que são a base das neuroses mostra que os impulsos se***is exercem uma influência decisiva sobre eles, enquanto as formações sociais correspondentes se baseiam nos impulsos decorrentes da associação entre fatores egoístas e eróticos. A necessidade sexual é impotente para unir os homens, assim como as exigências da conversa; A satisfação sexual é, acima de tudo, uma questão privada e individual.
No nível genético, a natureza associal da neurose decorre de sua tendência mais original de fugir da realidade insatisfatória, de se refugiar em um mundo imaginário que é fonte de mais prazer. Neste mundo real do qual o neurótico foge, a sociedade dos homens e as instituições que eles criaram coletivamente reinam; Ao se afastar dessa realidade, o neurótico também deixa a comunidade humana."

Freud, in “Totem e Tabu”.

“Não quero que você me ame por qualidades que me atribuiria, nem aliás por qualquer qualidade: é preciso que me ame sem ...
25/12/2025

“Não quero que você me ame por qualidades que me atribuiria, nem aliás por qualquer qualidade: é preciso que me ame sem razão, como amam sem razão todos aqueles que amam, simplesmente porque a amo, e você não tem por que se envergonhar disso.”

(Carta de Sigmund Freud para Marta em 1884.)

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Sessão de Análise On-line e Presencial

“Ponham algo de si na psicanálise, não se identifiquem comigo. Tenham seu estilo próprio, pois eu tenho o meu”. (Jacques Lacan)

“A psicanálise não é simplesmente uma teoria é um método de pesquisa do psiquismo, humano, mas é sobretudo uma abordagem clínica e técnica que ainda hoje permite a inúmeros pacientes resolver conflitos inconscientes que não conseguiriam resolver por outros meios.” (Jean-Michel Quinodoz, 2007)

Um processo psicanalítico também é repensar a vida para poder reinventá-la através da resolução de conflitos inconscientes. A psicanálise permite escutar e acessar um saber não sabido, mas que rege a vida. É importante escutar isso para poder melhor viver.