Papo da Terapeuta - Luciana Lopes Psicoterapeuta de Adultos e Casais

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Papo da Terapeuta - Luciana Lopes Psicoterapeuta de Adultos e Casais CRP 06/51376-2
🎬Psicodrama
🏵Ajudo adultos e casais a se tornarem o melhor que eles podem ser.

Esta página tem como proposta nos fazer pensar sobre assuntos que nos permeiam a vida e as relações, buscando perceber e identificar as emoções que vivemos e com as quais não sabemos lidar da melhor maneira. Minha missão é ajudar as pessoas a desenvolver um olhar emocional para si mesmas, para suas relações e para seu bem estar.

Algumas relações terapêuticas são, de fato, marcantes.Não apenas pelo tempo que duraram, mas pelo que produziram. Pela f...
24/04/2026

Algumas relações terapêuticas são, de fato, marcantes.

Não apenas pelo tempo que duraram, mas pelo que produziram. Pela forma como ajudaram a organizar pensamentos, dar nome a experiências e ampliar a forma de se posicionar na vida. Em alguns casos, o terapeuta se torna uma referência importante, alguém que ocupou um lugar significativo em um determinado momento.
E isso não é um problema.

Levar algo da terapia para a vida, inclusive o vínculo construído ali, pode ser parte do que o processo teve de mais valioso. Não como uma presença concreta que precisa continuar, mas como algo que foi incorporado, elaborado e que passa a fazer parte da forma como a pessoa pensa, sente e age.

Ao mesmo tempo, esse lugar precisa ter um contorno, porque a terapia não se sustenta como uma relação infinita, nem como um vínculo que substitui outros. Quando isso acontece, o risco é que aquilo que deveria ampliar a autonomia acabe, aos poucos, limitando.

Encerrar um processo não apaga o que foi vivido. Não diminui a importância do vínculo. Mas marca uma passagem: aquilo que antes estava fora, na relação com o terapeuta, passa a ser levado para dentro, como recurso. Em alguns momentos, inclusive, eu costumo perguntar como a pessoa está seguindo depois desse tempo, porque essa passagem nem sempre é tão simples quanto parece.

É possível existir carinho, reconhecimento e até saudade, sem que isso signifique a necessidade de manter o terapeuta presente na vida de forma contínua.

Quando o processo foi consistente, algo dele permanece, mas permanece de outro jeito.

Nem sempre a confiança entre terapeuta e paciente se rompe por algo grave, evidente ou claramente inadequado. Às vezes, ...
13/04/2026

Nem sempre a confiança entre terapeuta e paciente se rompe por algo grave, evidente ou claramente inadequado. Às vezes, ela se fragiliza em situações muito mais sutis, difíceis até de nomear. Uma fala, uma interpretação, uma colocação feita em determinado momento podem ser recebidas pelo paciente de um jeito muito diferente daquele que talvez o terapeuta imaginou.

Na clínica, não basta apenas o conteúdo do que é dito. Importa também o momento em que aquilo é dito, o vínculo que já foi construído, o estado emocional do paciente naquele dia e, principalmente, a forma como aquela fala é vivida internamente. Uma intervenção pode até ter algum sentido do ponto de vista técnico, mas, se ela chega como julgamento, exposição ou invasão, algo importante pode se abalar.

E nem sempre isso acontece porque houve má intenção. Muitas vezes, a quebra de confiança acontece sem que o terapeuta perceba imediatamente e sem que o paciente consiga dizer com clareza o que sentiu. Mas o vínculo muda. O paciente passa a se editar mais, evita certos assuntos, pensa duas vezes antes de falar e deixa de se sentir tão à vontade quanto antes. A terapia continua acontecendo, mas já não acontece do mesmo lugar.

Por isso, a confiança terapêutica é algo muito delicado. Ela não está garantida apenas porque existe vínculo, tempo de processo ou boa intenção. Ela precisa ser continuamente sustentada dos dois lados, dentro daquilo que cada relação terapêutica comporta. E justamente por isso, quando algo se rompe ou se fragiliza, isso não deveria ser ignorado.

Nem toda quebra de confiança significa que a terapia precisa acabar. Em alguns casos, conseguir falar sobre isso dentro do próprio processo pode ser, inclusive, uma parte muito importante do trabalho. Mas quando algo no vínculo se abala e isso não encontra espaço para ser reconhecido, nomeado ou elaborado, o processo também se transforma. E não raro, perde justamente aquilo que o tornava possível: a confiança.

Tenho pensado bastante sobre a ideia de “alta” em terapia e quero compartilhar aqui com vocês.É claro que existem proces...
02/04/2026

Tenho pensado bastante sobre a ideia de “alta” em terapia e quero compartilhar aqui com vocês.

É claro que existem processos que se encerram. Momentos em que o trabalho feito já produziu os efeitos necessários e a pessoa pode seguir a vida com mais clareza, mais recursos internos e mais autonomia.

Mas isso não significa, necessariamente, que ela nunca mais vá precisar de terapia.
Porque a vida não para.

Novas fases chegam, novos desafios aparecem e às vezes, experiências completamente diferentes pedem um novo processo terapêutico.
Uma pessoa pode ter feito terapia em um momento da vida para lidar com ansiedade, por exemplo, e anos depois precisar voltar porque perdeu alguém importante, passou por uma separação, adoeceu, mudou radicalmente de trabalho, se tornou mãe ou pai, ou simplesmente se viu diante de algo que não conseguiu elaborar sozinha.

Isso não quer dizer que a terapia anterior falhou. Quer dizer apenas que a vida seguiu.
E, quando a vida muda, nós também somos convocados a mudar.

Por isso, eu não costumo pensar em alta como um ponto final absoluto, penso mais como uma pausa entre processos.

Há momentos em que a pessoa realmente não precisa mais daquele espaço e isso é ótimo.

Mas também há fases em que voltar faz todo sentido. Não porque houve regressão, dependência ou fracasso, mas porque surgiram novas questões, novas dores, novos conflitos, que também pedem uma nova elaboração.

A terapia acompanha a vida real e a vida real não é estática.

Este é um tema de reflexão. Me conte como é para você, eu vou adorar saber!

Nem toda terapia precisa durar para sempre. Existem processos que se encerram, que cumprem seu papel e que ajudam a reor...
17/03/2026

Nem toda terapia precisa durar para sempre. Existem processos que se encerram, que cumprem seu papel e que ajudam a reorganizar a vida em um determinado momento. E isso é importante.

Mas a vida não para.
Novos ciclos chegam, novas questões aparecem e aquilo que antes já estava resolvido pode ganhar outros sentidos.

Retomar a terapia, nesses momentos, não é um retrocesso, mas uma forma de acompanhar quem você se tornou, num novo momento, com outra maneira de lidar com a vida.

Ao longo dos anos, vejo isso com frequência.
Pessoas que voltam em fases diferentes da vida porque já conhecem o valor desse espaço!

Algumas conversas não terminam.
Elas só aguardam o tempo certo de continuar.

Outro dia, escutei uma cena simples e arrebatadora.Um menino pequeno caminhava com a avó e de repente, ele disse baixinh...
10/02/2026

Outro dia, escutei uma cena simples e arrebatadora.

Um menino pequeno caminhava com a avó e de repente, ele disse baixinho:
“Tô com saudade.”

A avó perguntou:
“Saudade de quem?”

E ele respondeu:
“Da mamãe.”

Poderia ser que a mãe estivesse só no trabalho, ou que voltasse logo.
Mas aquela frase ficou ressoando em mim.

Quantas mães ouvem isso ao fim de um dia exaustivo?
Quantas carregam o peso da culpa por não estarem sempre disponíveis,
mesmo estando em casa enquanto trabalham e fazendo o possível?

Essa cena me lembrou as tantas mulheres que atendo e que são mães que trabalham. E que, mesmo assim, se cobram por não conseguirem ser “tudo” ou estar em todos os lugares.

Se essa história fala com você de algum jeito, talvez seja hora de olhar para isso de verdade. E com mais leveza!
🎯

Essa semana atendi uma pessoa que me disse assim “se eu soubesse que terapia era tão bom, eu teria vindo antes”. E eu fi...
27/11/2025

Essa semana atendi uma pessoa que me disse assim “se eu soubesse que terapia era tão bom, eu teria vindo antes”.

E eu fiquei pensando nisso até escrever.
O ano está acabando.
E, junto com ele, mais uma vez, vai ficando pra trás a promessa de cuidar da sua saúde mental.

Fazer terapia entrou na lista de desejos em janeiro, mas foi sendo empurrado com desculpas de falta de tempo, de dinheiro, de assunto…
Falta de tudo, menos de necessidade.

Porque a verdade é que você sente cansaço, angústia, medo, ansiedade. Sente que não dá mais pra continuar ignorando o que te trava por dentro. E o que te afasta cada vez mais do que te dá satisfação. A vida está chata, não está?

Talvez seja hora de parar de se sabotar e começar, de uma vez por todas, a cuidar de você.

📌 Se quiser conversar, já sabe.

20/11/2025

*20 de novembro - Dia da Consciência Negra*

Consciência de raça diz respeito a mim, a você e a todas as pessoas.

É um convite para refletirmos, assumirmos e praticarmos ações antirracistas no cotidiano, nos vínculos, nas escolhas e nas instituições que construímos.

Comissões de Comunicação e de Políticas de Ações Afirmativas do 25º Congresso Brasileiro de Psicodrama, em articulação com o Grupo de Estudos de Psicodrama e Relações Raciais “Quilombo Malaquias”.

A verdade é que muitos adultos seguem funcionando, mesmo quando a cabeça já está em colapso.A ansiedade às vezes não é a...
11/11/2025

A verdade é que muitos adultos seguem funcionando, mesmo quando a cabeça já está em colapso.

A ansiedade às vezes não é aquela que grita.
É a que finge elegância e eficiência, cumpre todos os prazos e diz sempre que “está tudo bem”…. enquanto o corpo trava, o sono falha e o silêncio vira rotina. A angustia só aumenta aí dentro, não é mesmo?

Se você se identifica, talvez seja hora de conversar sobre isso. Eu atendo pessoas que vivem deste jeito todos os dias e posso afirmar: existe uma saída!

Poder acreditar.

💫Você aprendeu a ser forte cedo demais.A segurar tudo, conter tudo, resolver tudo.A força virou estrutura, mas com o tem...
11/10/2025

💫
Você aprendeu a ser forte cedo demais.
A segurar tudo, conter tudo, resolver tudo.
A força virou estrutura, mas com o tempo, virou prisão.

Você pode continuar fingindo leveza.
Ou pode começar a conversar sobre o que pesa.
Talvez a terapia seja esse lugar.
Sem julgamento, sem roteiro.
💫

Algumas formas de sofrimento se disfarçam tão bem, que nem a gente percebe que está doendo.Trabalho em excesso, silêncio...
09/10/2025

Algumas formas de sofrimento se disfarçam tão bem, que nem a gente percebe que está doendo.

Trabalho em excesso, silêncio constante, controle absoluto, tudo isso pode parecer maturidade. Mas, às vezes, é uma exaustão emocional silenciosa que com o tempo acaba dominando a nossa vida.
Cuidar disso é necessário e fundamental e por mais que você saiba, nem sempre é fácil se priorizar.

E se este texto te incomoda ou te coloca para pensar, talvez seja hora de ter o seu lugar pra olhar pra isso.

Você continua entregando, resolvendo, suportando e ninguém percebe que já passou do seu limite.O corpo sente, a mente co...
08/10/2025

Você continua entregando, resolvendo, suportando e ninguém percebe que já passou do seu limite.

O corpo sente, a mente começa a pedir trégua, mas você segue porque aprendeu a não parar.

Esse espaço aqui é pra quando o silêncio pesa
e o mundo não escuta

Se você se identificou, talvez seja hora de ter o seu lugar certo para falar sobre isso.

✨ Dia da Psicóloga ✨Ser psicóloga é aprender, todos os dias, que cada silêncio fala.É ouvir não apenas palavras, mas his...
27/08/2025

✨ Dia da Psicóloga ✨

Ser psicóloga é aprender, todos os dias, que cada silêncio fala.
É ouvir não apenas palavras, mas histórias escondidas nos gestos, no olhar, no corpo, na emoção.

É caminhar junto com pessoas em seus labirintos internos, sem pressa de achar a saída, mas com presença suficiente para iluminar cada passo.

Ser psicóloga é sustentar encontros em que a vida pode se reinventar.
É acolher dores invisíveis, respeitar fragilidades e, ao mesmo tempo, enxergar a potência que existe em cada ser humano.

Não é sobre ter respostas prontas, mas sobre criar espaços onde as perguntas podem existir.
Não é sobre curar, mas sobre acompanhar, testemunhar e fortalecer.

Hoje é dia de celebrar essa escuta, esse cuidado e essa entrega silenciosa que transforma não só quem chega até mim, mas também quem se permite ser psicóloga.
Este é meu maior orgulho e minha felicidade.

Feliz Dia das Psicólogas a todas as pessoas que fizeram desta a profissão de suas vidas!

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Cada pessoa que conheço na clínica me ajuda a escrever a minha história.

Sou psicoterapeuta de adultos e casais há quase 23 anos. Em minha trajetória clínica acompanhei inúmeras histórias de pessoas que se dispuseram a crescer emocionalmente e descobriram suas verdadeiras essências através do processo terapêutico. São pessoas que como eu e você passaram por situações difíceis, mas que perceberam que se soubessem encontrar as respostas dentro de si, teriam mais controle para agir de acordo com suas próprias verdades.

A vida é uma sequência contínua de situações que nos fazem crescer e quanto mais pudermos vive-las com consciência, mais satisfeitos seremos durante este percurso.

Muito prazer, eu sou Luciana Lopes e escrevo o site Papo da Terapeuta que também deu nome a esta página. Sejam bem-vindos!