Psicanálise&Cultura

Psicanálise&Cultura Instituição psicanalítica fundada em 2004, comprometida com a transmissão da Psicanálise e a formação do psicanalista.

Constitui-se em um espaço para compartilhar e divulgar atividades e laços de trabalho, fundamentados no nó que torna Psicanálise e Cultura indissociáveis, articulando de forma moebiana as duas dimensões da Psicanálise - intensão e extensão - imprescindíveis à formação do psicanalista e à sua transmissão.

Em O Sentido da Vida, Contardo Calligaris nos lembra que a vida não se organiza a partir de respostas completas, mas de ...
24/12/2025

Em O Sentido da Vida, Contardo Calligaris nos lembra que a vida não se organiza a partir de respostas completas, mas de buracos — não como falhas a corrigir, mas como espaços que mantêm o desejo em movimento.

A psicanálise nos ensina que é da falta que algo pode ser inventado.
Encerrar um ano de estudos é, também, reconhecer o que permaneceu em pergunta e aquilo que seguiu nos convocando a pensar e a escutar.

Um ano de muito trabalho chega ao fim e nós, da Psicanálise & Cultura, agradecemos as parcerias, o compromisso, as trocas e os laços de trabalho tão caros à nossa instituição.

Que 2026 seja um ano próspero, de continuidade e entusiasmo em nossos percursos.

Boas festas — e que venham novas parcerias.

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A Psicanálise&Cultura entra em recesso, com retorno das atividades regulares na primeira semana de fevereiro.As datas de...
19/12/2025

A Psicanálise&Cultura entra em recesso, com retorno das atividades regulares na primeira semana de fevereiro.

As datas de retorno das atividades da instituição serão anunciadas ao longo das próximas semanas.

Desejamos a todos um bom tempo de pausa, leitura e elaboração.
Em breve, nos reencontramos.

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Nos dias 5 e 6 de dezembro, a Psicanálise&Cultura se reuniu para apresentação do que cada um pôde fazer existir de sua l...
10/12/2025

Nos dias 5 e 6 de dezembro, a Psicanálise&Cultura se reuniu para apresentação do que cada um pôde fazer existir de sua leitura, de seu percurso pela insistência do inconsciente que não se cala.

Foram jornadas em que a palavra abriu caminho, em que o silêncio contou, e em que cada apresentação deixou cair algo do que não se fecha.

Entre textos, vozes, conceitos, performace artistica, vimos emergir o traço vivo que aposta no impossível, que escuta o detalhe, que acolhe o furo e que insiste nos laços pela transferência de trabalho.

Agradecemos a cada participante que ofereceu sua escrita, sua pesquisa, sua pergunta, que se deixou tocar por aquilo que nenhuma teoria fecha, que se emprestou para que o desejo pudesse se articular.

Agradecemos também aqueles que deram o suporte material para que as jornadas acontecessem.

Em 2026, seguiremos juntos, fiando as palavras que mesmo em sua fragilidade, tecem laços de trabalho e demarcam a psicanálise como intervenção para o sofrimento humano.

Agradecemos a todas e todos que apresentaram seus trabalhos, aos mediadores que costuraram as questões proporcionando o debate e aos participantes que, pela transferência de trabalho, fizeram deste encontro um espaço vivo de elaboração e desejo.

Lara Moysés, Roberto Perobelli e Simoni do C M Hulle

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Ontem foi o primeiro dia da nossa Jornada de Encerramento. Hoje seguimos com a apresentação de trabalhos realizados ao l...
06/12/2025

Ontem foi o primeiro dia da nossa Jornada de Encerramento. Hoje seguimos com a apresentação de trabalhos realizados ao longo do ano.

🎯 Não perca essa oportunidade de participar e conferir toda a programação especial que preparamos. Nos vemos lá!

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Nesta sexta e sábado, dias 5 e 6, realizaremos nossa Jornada de Encerramento com a apresentação de trabalhos realizados ...
05/12/2025

Nesta sexta e sábado, dias 5 e 6, realizaremos nossa Jornada de Encerramento com a apresentação de trabalhos realizados ao longo do ano.

🎯 Não perca essa oportunidade de participar e conferir toda a programação especial que preparamos. Nos vemos lá!

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Hoje (26) faremos o último seminário A Angústia deste ano, no qual tomo como eixo de pesquisa, a angústia, como um afeto...
26/11/2025

Hoje (26) faremos o último seminário A Angústia deste ano, no qual tomo como eixo de pesquisa, a angústia, como um afeto que, segundo Freud (2026), tem a função de produzir e colocar em movimento o recalque, operação que permite instalar um sujeito desejante na posição inconsciente. Com essa descoberta, Freud define o lugar central da função do desejo como essencial à prática a**lítica.

Assim, no rastro de seu retorno à Freud, Lacan se dedica no seminário de 1962/1963 ao que é essencial à clínica psica**lítica, situando a função da angústia como caminho que vivifica toda a dialética do desejo, esclarecendo a função do objeto, fruto de sua invenção, ou seja, o objeto a, em relação ao desejo, inclusive e fundamentalmente, em relação ao desejo do a**lista, essencial ao exercício de sua função.

Estamos chegando ao fim de um percurso que situa topologicamente as 5 formas do objeto pequeno a, os objetos parciais da pulsão (oral, a**l, falo, olhar e voz), esclarecendo onde está o corte em cada um desses níveis, mostrando o ponto de disjunção entre o lugar da satisfação e o lugar da angústia. Apresentamos o corte que inscreve no Outro os objetos oral e a**l e abordamos a função do falo como operador da castração em sua função de nó na estruturação dos sintomas e na regulação do desenvolvimento que leva à instalação no sujeito, de uma posição inconsciente, permitindo identificar-se com o tipo ideal de seu s**o.

Nesse próximo seminário, nos dedicarmeos a situar a topologia do corte que inscreve os objetos olhar e voz no campo do Outro. Um importante passo de Lacan, no sentido de ultrapassar o rochedo da castração freudiano, ao dar à voz o estatuto de um novo objeto, ligado à nomeação, a partir da função dos Nomes-do-Pai, apontando para a nomeação do Outro como uma abertura para a superação da angústia.

Coordenação
Regina Lucia Arrivabene

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O grupo de leitura, “A psicanálise e a filosofia com Lacan”, é sustentado pelo questionamento e o desejo de saber: o que...
24/11/2025

O grupo de leitura, “A psicanálise e a filosofia com Lacan”, é sustentado pelo questionamento e o desejo de saber: o que tem a psicanálise haver com a filosofia? De que forma Lacan se serviu da filosofia em sua elaboração sobre a psicanálise? E hoje, qual a relação que há entre esses dois saberes?

Freud marcou a filosofia, de acordo com Richard Rorty, ao declarar que o homem não é Senhor, nem em sua própria casa, introduz o inconsciente e põe em questão o que se defendia por Descartes e Kant sobre o Eu e o controle de si.

Portanto, desde o nascimento da psicanálise há um diálogo entre elas que Lacan introduziu em seus Seminários do primeiro ao vigésimo terceiro.
E você o que pensa sobre isso?

Como podemos entender Lacan, sem conhecer o saber que o atravessava?

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A direção da Associação Psicanálise&Cultura convoca todos os seus associados para a Assembleia Geral Ordinária, conforme...
17/11/2025

A direção da Associação Psicanálise&Cultura convoca todos os seus associados para a Assembleia Geral Ordinária, conforme previsto em nosso Estatuto Social.

📌 Pauta:
-Prestação de Contas de 2025
-Avaliação das atividades em funcionamento
-Apresentação da proposta de regimento interno pela Proposição para uma Escola
-Proposta de projeto de formação pelo Grupo Freud 2025, para apresentação e aprovação
-O que ocorrer

🗓 Datas e horários:
• 28 de novembro de 2025, às 18h
– 1ª convocação às 18h (com 50% dos membros)
– 2ª convocação às 18h30 (com qualquer número de presentes)
• 29 de novembro de 2025, das 9h às 16h

📍 Modalidade híbrida:
Presencial na sede da Associação e on-line via Microsoft Teams.

A presença de todos é essencial. Temos pontos importantes a deliberar e sua participação fortalece o trabalho coletivo da Psicanálise&Cultura.

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No Seminário A transferência, Lacan trata a identificação pela via do mito de Narciso e o “lençol úmido” como uma superf...
31/10/2025

No Seminário A transferência, Lacan trata a identificação pela via do mito de Narciso e o “lençol úmido” como uma superfície libidinal onde o sujeito se vê refletido e se apaixona pela própria imagem. Mas sob essa superfície há uma rocha, um núcleo autoerótico, não especularizável e impossível de ser simbolizado. O que se vê refletido é sempre um menos, algo que falta.

No Seminário A identificação, ele retoma a vertente imaginária do amor, dizendo que “amamos o outro pela mesma substância úmida da qual somos o reservatório” – tal substância é a libido, “rodeando, afogando, molhando o objeto que está em frente”. Em seguida, faz uma distinção entre esse amor “úmido” e o desejo; afirma que “enquanto psica**listas, o desejo é o nosso negócio”.

Lacan passa do mito à lógica, à matemática, a identificação sendo a relação do sujeito com o significante, tomado pela via do traço unário, pelo número, pela topologia. Lacan dá um passo do espelho à marca, da imagem ao corte que engendra uma superfície, fazendo existir um dentro e um fora, um sujeito, como efeito da inscrição significante.

Lacan questiona a ideia de que a identificação ocorre por semelhança; parte do conceito freudiano de ‘narcisismo das pequenas diferenças’. Diz Lacan: “Esse fato tão importante em nossa experiência, posto por Freud à frente do que ele chama de narcisismo das pequenas diferenças, é a mesma coisa que chamo de função do traço unário.”

A pequena diferença é o que distingue e marca o sujeito. O traço unário introduz a diferença no campo da semelhança imaginária. O traço unário é o que permite enunciar que algo falta; ele é a marca simbólica da ausência. Com o traço unário se instaura o primeiro ‘menos’. O traço, portanto, é simultaneamente diferença e perda; articula a falta e o desejo.

Encontro ente Cartéis
Data: 01/11
Horário: a partir das 9h, na sede da Psicanálise&Cultura

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Educar é, à luz da psicanálise, um ato de intervenção no mal-estar da civilização. Teria, então, o professor a complexa ...
15/10/2025

Educar é, à luz da psicanálise, um ato de intervenção no mal-estar da civilização. Teria, então, o professor a complexa tarefa de mediar o desejo da sociedade (criar laços sobre a cultura e as normas) com os desejos e pulsões de cada estudante?

O educador, assim como o a**lista, lida com a resistência, justamente porque quem se coloca diante de um professor ou uma professora em um sala de aula não é uma tábula rasa, mas pessoas cheias de investimentos libidinais, fantasias e, por vezes, uma recusa ativa ao conhecimento que lhe é oferecido. Nesse sentido, talvez, seria interessante observar que, em muitos momentos em uma sala de aula, o que se faz na verdade é um convite à renúncia, ou seja, propõe-se que estudantes abram mão de seu narcisismo originário ("já sei tudo") para aceitar que há um saber que lhe falta. E que nunca será preenchido. Desse modo, ousamos comparar esta operação delicadíssima à que ocorre em uma análise.

Além disso, se a partir de Freud, podemos inferir que o professor ou a professora medeia desejos, para Lacan, ele ou ela se situa no lugar do Sujeito Suposto Saber, isto é, ocorre por parte de quem estuda uma projeção no outro (o/a docente, no caso) para a uma posição de mestria. Nessa suposição, a transferência se sustenta, e o/a professor/a, que, na prática, sabe que não sabe tudo, pode assumir a posição de que sabe para conduzir cada estudante a um encontro com um saber, que é sempre parcial e falível.

Quando um/a docente assume, sem suposições, esse posto de saber referencial completo e infalível, sua tarefa tende a ser fadada ao fracasso, porque quando um educador ou uma educadora, portanto, assume a posição de um mestre que deposita conhecimento em um aluno vazio (o "modelo bancário" criticado por Paulo Freire), ele perde a chance de se tornar o veículo que causa o desejo de saber.

Considerando o clichê de que o bom professor não é quem oferece respostas prontas, mas quem provoca perguntas, poderíamos reescrevê-lo afirmando que ele ou ela não preenche uma lacuna, mas a mantém aberta, mostrando que o saber é um território infinito a ser explorado. Sua missão é falhar produtivamente: ao se deparar com a impossibilidade de transmitir o saber por completo, ele abre espaços de oportunidade para que se faça o que se é possível fazer em termos de educação e ensino: produzir conhecimento em conjunto.

✍️ Texto de Roberto Perobelli

Amanhã (11), no Encontro entre Cartéis da Psicanálise&Cultura, um dos cartéis que tem se dedicado ao Seminário 9 (“A Ide...
10/10/2025

Amanhã (11), no Encontro entre Cartéis da Psicanálise&Cultura, um dos cartéis que tem se dedicado ao Seminário 9 (“A Identificação”), de Jacques Lacan, vai se debruçar sobre as aulas 9 (24 de janeiro de 1962) e 10 (21 de fevereiro de 1962).

Nessas aulas, o tema do objeto ‘a’ como causa do desejo aparece a partir da retomada do “Tema da escolha do cofrinho”, texto de Freud (1913). Com isso, o alerta sobre não se deixar enganar sobre o objeto dialoga com a noção de negação no centro da lógica do sujeito, pois é a negação que revela a verdade do desejo do neurótico.

O apagamento do traço na constituição do sujeito também é um tema que surge nessas duas aulas e permite, portanto, localizar a distinção entre o Um como unidade normativa e o Um como exceção singular (traço de pura diferença).

Ao destacar que o desejo se dirige ao que falta, Lacan diferencia amor, o qual trata de investimento narcísico, falando propriamente, em relação ao desejo, que trata da busca pela falta, importantes conceitos que precisam ser bem definidos na clínica, porque estão diretamente relacionados à transferência e à identificação.

A discussão que será realizada em torno desses temas será apreciada pelos participantes do Cartel Poubelle, que atualmente, na P&C, se ocupa de fazer a leitura do Seminário 18 (“De um discurso que não fosse semblante”), também de Lacan, e a discussão dará mais um passo em torno da discussão das identidades e identificações, tema ao redor do qual a instituição vem se dedicando.

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Pedro Almodóvar, um dos cineastas mais icônicos da Espanha, tem uma obra profundamente atravessada por temas que dialoga...
02/10/2025

Pedro Almodóvar, um dos cineastas mais icônicos da Espanha, tem uma obra profundamente atravessada por temas que dialogam com a psicanálise.

O Quarto ao Lado foi escolhido por abordar temas cruciais para a psicanálise como: morte, luto, guerra, eutanásia… É o primeiro longa de Pedro Almodóvar, gravado totalmente em inglês, uma adaptação do livro O que você está enfrentando de Sigrid Nunez.

Com dois personagens centrais: Martha, uma correspondente de guerra, diagnosticada com câncer terminal, e Ingrid, uma antiga amiga, que é escritora.

Martha, ao decidir sobre seu processo de eutanásia, tem falas tão significativas como:
« Não queria fazer em nenhum lugar em que fui feliz. É um erro voltar a um lugar em que você foi realmente feliz, arruina as boas lembranças… »

A partir dessas questões, faremos uma discussão sobre esse filme de Almodóvar, no sábado (04/10), às 9 horas, na sede da Psicanálise e Cultura.
Coordenação Marcela Serrat Freire
Convidado: Diego Nunes
➡️Cineasta e artista visual com trabalhos e pesquisa focados em imagem (fotografia, vídeo e narrativas visuais). Graduado em cinema e audiovisual pela UFES, navega entre a fotografia, o cinema, a performance e a comunicação na ilha de Vitória. Dirigiu o documentário “Do dia em que mudamos a rota “ (2019) e hoje divide a direção com Fabrício Fernandez do “Filme Waldo” (2024). É também diretor de arte para audiovisual, produzindo a arte de diversos filmes e comerciais no Brasil, como “Dentro de Casa” (2015); “Era uma vez...Excitações” (2023) e “O Sumiço de Netuno” (em finalização).

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Endereço

Avenida Champagnat, 501, Ed. Mariner Center, Sala 605
Vila Velha, ES
29101-390

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