08/05/2026
O caso do Jordan Peterson voltou a circular e junto com ele, voltou o medo de remédio psiquiátrico.
Só que tem uma coisa sendo omitida nessa história toda.
O que aconteceu com ele foi real. Mas o problema não foi “tomar remédio psiquiátrico.” Foi tomar o remédio errado para o problema certo.
Existe uma diferença enorme que quase ninguém explica:
O benzodiazepínico, o Rivotril, o diazepam, tira o sintoma na hora. Ele não trata. É como tomar dipirona numa infecção: a dor passa, mas a infecção continua lá.
O antidepressivo, o estabilizador de humor, trata. Esses são geralmente os medicamentos de tarja vermelha, que precisam de receita, mas não daquela especial. Demora semanas para agir, mas muda o cérebro de verdade.
O que acontece na prática? A pessoa toma o que faz efeito rápido, sente alívio, larga o que trata de verdade e f**a presa num ciclo. Não porque é fraca. Porque ninguém explicou a diferença.
No meu consultório, chegam pessoas com medo de viciar, medo de f**ar dopado, medo de depender para sempre. Esse medo tem um custo real: pessoas que precisam de tratamento recusam ajuda.
Meu trabalho não é convencer ninguém a tomar medicação. É garantir que, se você disser não, seja um não informado.
Você merece tomar decisões sobre sua saúde entendendo o que está em jogo.