André Porto- Psicólogo

André Porto- Psicólogo Sou Psicólogo Clínico, atendo na cidade de Vitória da Conquista - BA.

Criei essa página para falar sobre temas ligados a Psicologia, ao comportamento humano, em uma linguagem acessível, a um maior número de pessoas. Psicólogo clínico; professor e supervisor clínico no curso de Psicologia da FTC; membro da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental.

Minhas queridas filhas e filhos da Turma André Porto Humberto;Começo esse texto pedindo licença às suas mães e pais por ...
27/11/2021

Minhas queridas filhas e filhos da Turma André Porto Humberto;

Começo esse texto pedindo licença às suas mães e pais por nomeá-los assim, pois o amor e o orgulho que eles vão sentir nesta noite é incomparável. Mas ainda assim, os considero meus filhos, pois me deram a honra de ser o nome desta turma, o que cria em nós um vínculo único.

No dia 06 de outubro, estava hospitalizado e tive uma das melhores notícias da minha vida, o transplante tinha dado certo. Após 15 dias da infusão, os exames mostraram que a medula nova "pegou". Deus me deu ali uma nova oportunidade para viver. No dia seguinte, outra alegria, fui convidado por vocês para ser o nome da turma! Que surpresa maravilhosa!

Entendem como a formatura de vocês traz em mim um sentimento especial?
Eu já nutria um carinho grande por vocês: uma turma importante em minha trajetória.

Então, festejem muito! A formatura é um dia único na vida! Meu coração vai estar com vocês, pois não fui liberado para estar fisicamente presente. Tenho certeza de que trilharão uma carreira linda. Desejo a vocês uma atuação pautada na ciência, com ética e responsabilidade social. E acima de tudo, desenvolvendo uma conexão genuína, de coragem e amor por cada paciente, grupo e comunidade que trabalhem.

Continuem a buscar o conhecimento técnico científico. Abram-se para leituras e vivências que os tirem da "caixinha", pois o que encontramos na vida profissional vai muito além do que a Universidade ensina.

Vivemos "tempos estranhos" no Brasil e no mundo com retrocessos a direitos duramente conquistados. Somos afetados por pandemia, aumento da fome e da pobreza. Também racismo, homotransfobia, corrupção, feminicídio, intolerância, destruição do meio ambiente. Não estamos imunes a tudo isso em nosso trabalho, afinal, não atuamos com o sofrimento individual. Trabalhamos com o sofrimento humano dentro de contextos e precisamos olhar para eles se quisermos fazer um bom trabalho. A Psicologia tem um papel fundamental para a sociedade. Vocês podem fazer muito por esse mundo!

Tenho muito orgulho de ser psicólogo e desejo que sintam o mesmo. Saibam que este PAI está muitíssimo feliz por vocês. Contem sempre comigo! Amo vocês

17/04/2021
Sobre o "não sentir nada" quando perdemos alguém que amamos.👇Quando estamos sofrendo, a ideia de falar sobre as nossas e...
16/04/2021

Sobre o "não sentir nada" quando perdemos alguém que amamos.
👇

Quando estamos sofrendo, a ideia de falar sobre as nossas emoções pode ser assustadora. Até o pensamento de sentir alguma coisa pode ser difícil.

A palavra técnica para "não sentir nada" é anedonia. A anedonia é um dos principais sintomas do transtorno depressivo maior, mas alguém pode ter essa reação em resposta a ansiedade ou traumas. No luto, alguém pode sentir "dormência emocional", especialmente nos dias, semanas ou até meses após a morte.

Na verdade, é difícil explicar sentimentos "de não sentir nada" para pessoas que não estão vivendo uma situação. Pode ser complexo entender como a ausência de sentimento pode ser igual a extrema dor e angústia, mas pode ser.

Quando você "não sente nada", o mundo parece fazer menos sentido. Você se olha no espelho e mal se reconhece, sem emoções você se sente estranho e é difícil imaginar ser uma pessoa "normal".

Ter ausência de emoções no luto pode ser perturbador porque, depois que alguém querido morre, você espera sentir muito.
Você pode pensar: “O que há de errado comigo? Por que não sinto nada? Será que eu o amava realmente?”

Você sabe que está triste com a morte, mas não consegue ACESSAR as suas emoções e se sente diferente dos outros, lamentando a morte e se preocupando que os outros pensem que você é apático e questionem seu amor pela pessoa que morreu.

A "ausência de emoções/sentimentos" durante o luto pode ser comum e não reflete nada negativo sobre você como pessoa ou o seu amor pela pessoa que morreu.

Reconhecer essa "ausência" é o primeiro passo para ajudá-lo.

Luto é um processo. Ele é único e pessoal. Não existem as emoções "certas ou erradas", nem o tempo "certo" para sentir.
Já acompanhei pessoas "sorridentes" no falecimento de alguém que amavam e que tiveram lutos dificílimos.

Aos 16 anos eu perdi a minha avó materna e só consegui chorar a sua morte semanas depois. Nunca alguém que amava tinha falecido em minha família e precisei de tempo para isso. Fiquei "sem sentir nada" e depois veio "tudo".

Respeite o seu tempo e o das suas emoções. E se precisar, peça a ajuda a quem realmente pode ajudar.

Esse livro mudou a minha vida como Terapeuta e Pessoa.  Depois que sai da faculdade, há mais de 10 anos, ele foi parte f...
14/04/2021

Esse livro mudou a minha vida como Terapeuta e Pessoa. Depois que sai da faculdade, há mais de 10 anos, ele foi parte fundamental do meu trabalho e da minha vida. Me ensinou a fazer um trabalho com pessoas que envolvesse o reconhecimento de seus valores mais importantes e profundos, e a praticar ações nesta direção. A ter mais autocompaixão e estar disposto a estar presente no melhor de nossas vidas, no aqui e agora, mesmo na presença de sentimentos e pensamentos conflituosos. Para mim, a cada vez que aprendia mais sobre a ACT, me encatava saber mais sobre uma terapia que ajudava pessoas não a simplesmente fugir de seus sintomas ou estarem presas na inflexibilidade de suas mentes, mas a construir uma vida com sentido.
Isso tinha muita conexão com os meus próprios valores pessoais. Eu também era um jovem terapeuta que procurava os meus próprios caminhos.
Lembro que comecei a levar entusiamado os temas para as aulas de Psicologia Clínica que ministrava e a compartilhar com alunos (hoje amados colegas) tudo o que estava estudando. A minha esposa praticamente aprendeu sobre a ACT de tanto me ouvir falar sobre o tema (😄😄😄😄). E nada disso era um peso, pelo contrário, um grande prazer e evolução!
A Terapia da Aceitação e Compromisso tem entre seus principais objetivos ajudar pessoas a desenvolverem o que chamamos de Flexibilidade Psicológica, através de seis importantes processos.
A primeira versão em inglês foi lançada em 1999, fruto do trabalho de décadas de pesquisadores que se empenharam em estudar muitos fenômenos presentes no processo terapêutico. Uma segunda edição atualizada foi lançada em 2012.
Mas só podíamos estudar tudo isso em inglês! E quantas vezes traduzimos capítulos e mais capítulos para estudar hem .ederornelas? Não poderia deixar de ter em meu acervo a versão em língua portuguesa, lançada há poucos dias, com revisão técnica da super competente . É um livro base para QUALQUER PROFISSIONAL (nutricionistas, psiquiatras, assistentes sociais, psicólogos, etc) que deseja trabalhar com a Terapia da Aceitação e Compromisso - ACT na clínica ou em outros contextos. Muita gratidão por essa obra🙏😊 !

Uma pequena reflexão para começar a semana:-Mudança de Perspectiva- As vezes é necessário olhar melhor para as dificulda...
22/02/2021

Uma pequena reflexão para começar a semana:

-Mudança de Perspectiva-

As vezes é necessário olhar melhor para as dificuldades que enfrentamos, nelas podem existir oportunidades incríveis para muitas coisas.
Nas adversidades podemos crescer, amadurecer, nos tornarmos pessoas melhores.
É talvez na dificuldade que você finalmente vai tomar decisões que podem mudar o rumo de sua história.
Por isso, quando uma tempestade passar pela vida, olhe novamente e atentamente para você mesmo, para seu momento e ao redor. Pode existir sofrimento e dificuldade mas também possibilidades de criar novos caminhos, de amar, de viver, de perdoar, de ser feliz.

O que é ser forte? As nossas maiores lutas não são ganhas com a força e a agilidade de nossos corpos.Isso é uma verdade ...
06/02/2021

O que é ser forte?

As nossas maiores lutas não são ganhas com a força e a agilidade de nossos corpos.
Isso é uma verdade para muitas situações. Mas também é verdade que cultivar ações que nos traga um espírito tranquilo e sereno pode dar a nós uma grande força interna diante de adversidades.
A meditação e a leitura de textos que nos tragam sabedoria, ou realizar uma atividade manual, são exemplos de atividades que podem nos tranquilizar e trazer paz.
Outro caminho, esse mais importante em minha concepção, é a relação que estabelecemos com tudo aquilo que amamos e valorizamos.
Exemplo: se a alimentação é algo que você valoriza, o quanto consegue se relacionar melhor com ela? Como fazer isso? Na Terapia da Aceitação e Compromisso falamos de um processo chamado momento presente. No caso da alimentação seria a prática de ações que nos faça estar mais conectados ao alimento no aqui e agora: sentir o cheiro do alimento, prestar atenção nas cores, saborear (antes de engolir) cada garfada ao invés de fazer tudo rapidamente e sem atenção.
Isso se aplica a tudo. Qual a sua relação com seus pais, filhos, animais, ou com as plantas? Quando está tomando banho presta atenção a temperatura da água ou mantém seus pensamentos longe?
Somos ensinados pela cultura a fazer tudo muito rapidamente, prestando pouca atenção a nossa relação com o mundo.
Existe uma força interna que não está no grito, na forca que impõe uma vontade ou subjuga .
Uma força que vem da paz, da serenidade, que nos deixa poderosos.
O maior exemplo que me vem em mente é o de Gandhi, capaz de gerar uma revolução na Índia, pela independência, diante dos invasores ingleses, sem dar um único tiro.
Essa força são como as águas calmas de um rio, poderosa, ela traz vida a tudo que está dentro dela e o ao redor, nas encostas e superfícies. Assim também é a nossa vida. Não nascemos com essa força, cultivamos ela dia a dia.
Comece nas pequenas ações. No sorriso para alguém que gosta. No andar prestando atenção a tudo ao redor. Sentindo o vento no rosto. Molhando plantas. Pouco a pouco a soma disso pode ser uma grande mudança em sua vida, um preparo até mesmo para momentos mais difíceis.

Durante anos acreditei que poderia planejar a minha vida.A minha carreira. A minha vida afetiva. O meu dia a dia. O meu ...
25/01/2021

Durante anos acreditei que poderia planejar a minha vida.
A minha carreira. A minha vida afetiva. O meu dia a dia. O meu futuro.
A qualquer sinal de que algo estava saindo do controle tinha muita ansiedade.
A maturidade e a psicologia (principalmente a Terapia da Aceitação e Compromisso) me ensinou que apenas uma pequena parte do mundo está sob meu controle. E isso não é ruim. Pelo contrário, a imprevisibilidade pode nos fazer crescer e nos ensina muito na vida.
O controle excessivo nos torna rígido, agir diante da imprevisibilidade pode ser libertador.
Não controlamos o futuro, o tempo, o vento ou a temperatura do dia. Não temos controle sob nossos familiares e amigos. E olhem que curioso: nem o nosso próprio corpo temos muito controle.
Não podemos controlar totalmente nossa respiração ou batimentos cardíacos. Boa parte dos pensamentos não são controláveis. Os nossos sentimentos e emoções também não.
O que está sob o nosso controle são principalmente as nossas ações (ainda assim, não todas).
Viktor Frankl foi um psicólogo e médico que viveu de perto os horrores dos campos de concentração nazista. Prisioneiro e sem ter a liberdade desejada ele entendeu que mesmo diante de tamanha adversidade poderia praticar de dentro das prisões ações que tivessem conexão com aquilo que acreditava, os seus valores (leiam "Em busca de sentido"). Decidiu ao invés de fugir, ficar e ajudar seus companheiros doentes pois aquilo era o que trazia sentido para sua vida.
Diversas vezes podemos enfrentar situações de vulnerabilidade, seja por uma doença inesperada, pela morte de alguém que amamos ou por sofrer uma injustiça (e tantas outras situações). Muitas vezes não podemos mudar algo no mundo, mudar alguém, mudar o passado, ou algo que está em nosso caminho. Mas podemos escolher como queremos passar por tudo isso.
A aceitação de que existe uma parte do universo que não está sob nosso controle não nos faz fracos ou inertes. Pelo contrário, traz uma força imensa. Nos faz colocar os pés no chão e olhar melhor aquilo que tememos. Ao invés de colocarmos nossas energia em lamentar por aquilo que não controlamos, podemos ter a sabedoria e a força para agir como desejamos.

Quando uma adversidade chega olhamos para ela com olhos de destruição.  E durante um período é assim, sofremos por conta...
20/01/2021

Quando uma adversidade chega olhamos para ela com olhos de destruição. E durante um período é assim, sofremos por conta da turbulência.
Questiona-se o sentido da vida, o porquê de acontecer. Chora-se por acreditar que tudo acabou e por acreditar que não existe nada a frente. E talvez, por um tempo, o melhor seja viver a própria dor. A tendência natural é "querer não sofrer" e se livrar dela para tudo voltar a ser como antes. Mas nem sempre isso é possivel.
Ao invés de mandar a dor embora podemos experimentar olhar para ela com maior cuidado.
O primeiro passo pode ser respeitar a própria dor.
Assim como a alegria ela também tem um tempo em nossas vidas. Ela, apesar de indesejável, têm a função de nos mostrar muito sobre o que importa para nós. Ninguém amadurece apenas nos tempos bons e felizes.
A dor, a depender de como nos relacionamos com ela, pode nos fazer crescer e olhar a vida com outros olhos.
Se uma grande adversidade não tiver uma explicação racional, ainda podemos olhar para nossos valores (aquilo que mais importa na vida) e escolhermos passar pela tempestade vivida com algum propósito.
Não vai fazer doer menos. Não vai fazer o problema ir embora. Mas pode resgatar o que nos motiva e dá força para seguir em frente: um sentido na vida.

Dar pequenos passos pode nos levar mais longe, quando escolhemos uma direção importante a seguir. ......Encontrei essa i...
25/10/2020

Dar pequenos passos pode nos levar mais longe, quando escolhemos uma direção importante a seguir. ......

Encontrei essa imagem em um grupo de terapeutas e ela me faz refletir sobre como a tentativa em dar passos muito rápidos e longos, pode em muitos momentos nos paralisar. Principalmente quando envolve mudanças na vida.

Quantas vezes fazemos planos de mudança e terminamos não fazendo nada? Se olhar bem, o problema pode estar na velocidade das grandes metas. Na ansiedade de tudo resolver rapidamente.

Vivemos em uma sociedade que estimula soluções rápidas e atalhos. Tudo é para "ontem", é "urgente". Por isso, temos um elevado número de pessoas ansiosas. 

Sempre converso com meus pacientes que tem a expectativa de uma solução rápida para seus problemas: psicoterapia não é sobre tomar "uma decisão" ou uma "técnica" que resolve tudo. Psicoterapia é um processo. 

É sobre um caminhar. É entrar em contato com algumas dores e feridas; é abrir pensamentos e sentimentos que muitas vezes nunca foram expostos; é (re)aprender a se amar; é um momento para se conectar com o presente; é onde se descobre aquilo que mais importa na vida (seus valores); é sobre amadurecimento e conexão com você mesmo e com a vida; é onde se obtém consciência dos passos necessários para uma vida que tenha sentido. 

Terapia é a busca do equilíbrio entre aceitação e mudança.

Por isso, te convido a caminhar um pouco mais devagar e consciente. Subindo pouquinho a pouquinho a escada da vida. Às vezes se permitindo parar um pouco e olhar novamente: para cima, para baixo e ao redor. E que cada passo seja dado com amor, serenidade e convicção. Que a mudança tenha consistência. Respeite o seu tempo. 


Sobre a importância de pequenos passos, quando escolhemos uma direção importante a seguir.
25/10/2020

Sobre a importância de pequenos passos, quando escolhemos uma direção importante a seguir.

Eu amo fotografia. E árvores estão entre as minhas favoritas quando quero tirar fotos. Essa (na foto) é um pé de tangeri...
07/09/2020

Eu amo fotografia. E árvores estão entre as minhas favoritas quando quero tirar fotos. Essa (na foto) é um pé de tangerina. Os donos do local pensaram, tempos atrás, em tirá-la do quintal pois os seus frutos são um tanto azedos.
Pois bem, ela me fez refletir algumas coisas que estudo e converso com pacientes no consultório.
A primeira é como, muitas vezes, por algo que não gostamos em nós mesmos, queremos arrancar (julgar) toda a árvore.
Esquecemos o quanto a árvore (nós mesmos) somos mais do que alguns de nossos frutos.
- Podemos ser sombras para pessoas que amamos.
- A primeira vista podemos parecer frágeis, mas se olharmos atentamente em nossa história, encontraremos raízes fortes que nos sustentam diante de adversidades.
- Nossas folhas e galhos são muitos, dos mais variados tamanhos e tonalidades, assim como alguém, que não pode ser definido por apenas um pedaço ou momento de sua história.
- Um dia fomos uma pequena mudinha plantada neste mundo, e já podemos nos considerar vitoriosos por chegar até aqui, depois de tantos invernos.

E quanto a árvore da foto? Os donos descobriram que seus frutos eram maravilhosos quando usados para fazer suco. Eu mesmo tomei e aprovei.
E assim também somos nós: o que percebemos como um problema quando visto de outra perspectiva, em outro contexto, pode ser aquilo que temos de mais maravilhoso.

Os caminhos para a estabilidade emocional são muitos. Mas que o SEU caminho seja o SEU. O que faz sentido para você. Alg...
27/07/2020

Os caminhos para a estabilidade emocional são muitos. Mas que o SEU caminho seja o SEU. O que faz sentido para você.
Algumas pessoas podem não entender, outros se afastem. Talvez você precise dizer alguns "nãos".
Mas que neste processo você possa se olhar no espelho(ou ao colocar a cabeça no travesseiro) e pensar: finalmente, me encontrei, e amo aquilo que sou.
Nem sempre tudo é mudança, muitas vezes, o que precisamos é aprender
a validar e amar nossas ações, escolhas e sentimentos.
Merecemos o nosso amor.


Gratidão aos meus colegas psicólogos, psiquiatras e profissionais de saúde mental por essa manhã tão rica, discutindo co...
18/07/2020

Gratidão aos meus colegas psicólogos, psiquiatras e profissionais de saúde mental por essa manhã tão rica, discutindo como ajudar pacientes a construírem vidas significativas através da Terapia de Aceitação e Compromisso - ACT.
A troca de conhecimento e afeto foi imensa!

Aproveito para pedir a todos (as) que conheçam o trabalho lindo e importante da .vca e continuem doando e colaborando com eles.



@ Conhecimento

"É minha convicção, minha suposição de trabalho, que há uma semelhança e onipresença ao sofrimento humano e que, se esti...
04/06/2020

"É minha convicção, minha suposição de trabalho, que há uma semelhança e onipresença ao sofrimento humano e que, se estivermos dispostos a nos sentirmos bondosos com os nossos, seremos capazes de ouvir o coração de nossos semelhantes." Kelly Wilson

Já percebeu o quanto temos dificuldade em nos conectar ao nosso presente? Nossas mentes estão constantemente em sofrimen...
01/06/2020

Já percebeu o quanto temos dificuldade em nos conectar ao nosso presente?
Nossas mentes estão constantemente em sofrimento com o que já aconteceu ou por situações que ainda estão no futuro. Essa forma de funcionar estão ligada com problemas emocionais, especialmente ansiedade e depressão. Pensando nisso eu e o psiquiatra Dr. Raphael Silva vamos bater um papo sobre tema mudou a vida de muitas pessoas e a nossa prática profissional: MINDFULNESS. Em bom português significa: Atenção Plena. Reflete a capacidade de reaprender a estar no momento presente, mantendo contato com o que mais importa na vida.
Venha acompanhar esse encontro conosco!
Nesta quinta 19h.


1) Emoções e sentimentos não são estados permanentes. Nossa relação com elas são como o céu (nosso corpo) e as nuvens (e...
30/05/2020

1) Emoções e sentimentos não são estados permanentes. Nossa relação com elas são como o céu (nosso corpo) e as nuvens (emoções e sentimentos). Existem dias de céu limpo, outros dias estão cheios de nuvens, outros nublados... As nuvens vão passar, mas o céu sempre vai estar lá.

2) Não, você não é as suas emoções. Assim como o céu não são as nuvens. Elas são um pedaço de você. Você é muito mais do que um momento ruim, ou uma emoção que você não deseja.
Emoção é apenas um pedaço de nossas experiências.
3) Temos menos controle das emoções do que imaginamos. Emoções são como a nossa respiração. Você até consegue mudar o ritmo da respiração, mas ela está sempre lá. Portanto, não existe "não vou mais sentir isso" ou "vou ignorar a emoção e ela vai deixar de existir". 4) Apesar não podermos escolher ter uma emoção, a forma como lidamos com elas está em nosso controle.

5) Muitas vezes temos de obedecer às nossas emoções. Outras vezes podemos escolher, mesmo sentindo algo, agir completamente diferente em nome de algo que acreditamos. Um exemplo disso é um pai, que mesmo quando muito zangado com seu filho escolhe não agredi-lo por entender que a violência não é o melhor modelo para a paternidade.
6) Pesquisas mais recentes em Psicologia Clínica demonstram que a tentativa de se livrar ou negar as emoções pode ser a fonte de muitos dos chamados problemas psicológicos.

7) Não existe emoção boa ou emoção ruim. Emoções são tão necessárias para a sobrevivência quanto os nossos batimentos cardíacos. No máximo temos emoções desejáveis e indesejáveis.
8) Emoções são como um GPS, elas sinalizam nossas necessidades e valores. Uma grande aliada para o autoconhecimento.
Uma dor ou uma tristeza podem revelar muito sobre aquilo que amamos ou sobre o que não queremos para às nossas vidas.
9) Emoções não devem ser "resolvidas", são os problemas que temos em nossas vidas que precisam de resolução.
10) Quando emocões chegarem em seu corpo, independente de quais sejam (tristeza, alegria, medo, etc), experimente olhar para elas com curiosidade e gentileza. Elas podem ser um sinal de que você precisa se tratar com mais carinho ou compaixão.

Mini Curso gratuito  "Trabalhando Valores na ACT - Como ajudar pacientes a construírem vidas significativas?". Este even...
21/05/2020

Mini Curso gratuito "Trabalhando Valores na ACT - Como ajudar pacientes a construírem vidas significativas?". Este evento tem relação com o projeto "Conectando pessoas - as que precisam de ajuda e as que podem ajudar" da Associação Brasileira para a Ciência Comportamental Contextual - ACBS. O projeto visa arrecadar doações para instituições filantrópicas afetadas economicamente pela pandemia da COVID 19. Neste mini-curso as doações serão direcionadas para a Casa da Vida (.vca) instituição filantrópica que tem por finalidade acolher, orientar e assistir os acompanhantes de pacientes internados no Hospital Geral de Vitória da Conquista/BA (HGVC) provenientes de outras cidades. Em três anos de funcionamento, a Casa da Vida já acolheu mais de 3.000 mil hóspedes, advindos de 242 cidades distribuídas em 18 estados do Brasil.
Aguardo a todos (as) que tiverem interesse para uma manhã com muita troca de conhecimento 🙂 .

19/04/2020

Quantas vezes nos sentimos longe de nós mesmos?

Endereço

Avenida Otávio Santos 911, Centro Médico Otávio Santos, Sala 309/311
Vitória Da Conquista, BA
45020-210

Telefone

+557734221940

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