10/12/2025
Diversos estudos clínicos apontam que o diabetes mellitus, entre outros fatores como incontinência urinária e menopausa, aumentam o risco de recorrência de infecções urinárias.
Quando a infecção acomete o trato urinário baixo, caracteriza-se por cistite, e quando acomete o trato urinário superior denomina-se pielonefrite. A cistite de repetição é mais comum entre as mulheres.
Segundo estudo realizado no México, indivíduos com diabetes tipo 1 apresentam maior frequência de pielonefrite. Já naqueles com diabetes tipo 2, há uma maior ocorrência de cistite bacteriana, acometendo mais mulheres do que homens.
Mas como o diabetes pode aumentar o risco de infecção?
Estudos apontam que o diabetes pode danificar os nervos que controlam a bexiga, o que dificulta o esvaziamento completo da urina. Essa urina retida na bexiga cria um ambiente perfeito para as bactérias se multiplicarem, causando infecção.
Além disso, o açúcar alto no sangue (hiperglicemia) alimenta as bactérias, facilitando o crescimento delas e aumentando o risco de infecção. A doença também pode enfraquecer o sistema imunológico, dificultando a luta do corpo contra as infecções.
O controle adequado do diabetes é fundamental para prevenir infecções urinárias. Se você tem diabetes e está tendo vontade frequente de urinar, queimação ao urinar, urina com odor forte ou cor escura, dor na parte baixa da barriga e febre, procure um médico.