16/03/2026
Essa é uma situação muito mais comum do que as pessoas imaginam. E isso não signif**a, de forma alguma, que a dor não seja real.
Primeiro, é importante entender que nem toda dor aparece em exames. Radiografias, ressonâncias e tomografias são excelentes para mostrar alterações estruturais — como fraturas, hérnias de disco, artrose ou inflamações visíveis. Mas existem vários tipos de dor que não aparecem nesses exames.
Um exemplo comum é a dor muscular ou miofascial, que pode acontecer por tensão, sobrecarga, postura inadequada ou estresse. Nesses casos, o músculo f**a sensível e dolorido, mas isso muitas vezes não aparece em exames de imagem.
Outra possibilidade é a sensibilização do sistema nervoso. Quando uma pessoa sente dor por muito tempo, o próprio sistema nervoso pode f**ar mais “sensível”, passando a interpretar estímulos normais como dor. Isso acontece em condições como fibromialgia e dor crônica.
Além disso, fatores como sono ruim, estresse, ansiedade, sedentarismo ou sobrecarga física também podem contribuir para dores persistentes, mesmo quando os exames parecem normais.
Por isso, quando um paciente me relata dor frequente, eu não olho apenas para os exames. Eu avalio a história da dor, o padrão dos sintomas, o exame físico e o estilo de vida da pessoa. Muitas vezes, o diagnóstico está muito mais na conversa e na avaliação clínica do que no exame de imagem.
Se você sente dor todos os dias, mesmo com exames normais, não ignore esse sintoma. A dor sempre tem uma causa e merece ser investigada com atenção. O mais importante é procurar uma avaliação adequada para entender o que está acontecendo e iniciar o tratamento correto.
🩺 Dr. Ramon D Ângelo Dias | Vitória/ES
📖 Especialista em Medicina da Dor
☎️ Agende sua consulta: WhatsApp (27) 99900-8082
📍 R. Prof. Almeida Cousin, 125, Sala 907 | Enseada do Suá | Vitória - ES