07/04/2026
Você não precisa ter medo das bikes elétricas.
Mas precisa entender o impacto que elas podem gerar.
Como cirurgiã bucomaxilofacial, eu tenho visto um padrão que está mudando:
traumas de face cada vez mais associados à velocidade
e à exposição direta da região facial no momento do impacto.
A conta é simples (e pouco falada):
mais velocidade → mais energia → fraturas mais complexas.
E diferente dos carros, onde existem múltiplos mecanismos de proteção,
na bike elétrica… o corpo absorve o impacto.
E muitas vezes… é a face.
Isso não é sobre frear o avanço.
É sobre evoluir junto.
Infraestrutura, regulamentação e educação precisam acompanhar essa mudança.
Porque o problema não é a tecnologia.
É a forma como a gente se adapta a ela.