26/03/2026
Você não escolhe apenas um parceiro.
Você reencontra uma história.
Aquilo que se repete nas relações raramente é falta de consciência — é inscrição psíquica. Escolhemos, muitas vezes, a partir do que é familiar ao nosso sistema emocional, e não do que é saudável para a nossa vida.
A teoria do apego já nos mostrou que os primeiros vínculos organizam a forma como percebemos amor, presença, ausência, segurança e rejeição. A psicanálise nomeou esse movimento como compulsão à repetição: uma tentativa, sempre atual, de dar outro destino a experiências que não puderam ser elaboradas.
Não se trata de “dedo podre”.
Trata-se de memória relacional.
O corpo reconhece antes que a razão consiga explicar. E, quando não há elaboração, o encontro com o outro passa a ser, de forma inconsciente, uma tentativa de reparação do passado.
Elaborar a própria história não garante escolhas perfeitas — mas muda o lugar psíquico de onde se escolhe.
👩⚕️ Lívia Entringer | Psicóloga
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