24/03/2026
Diagnóstico e tratamento da hipertensão resistente 🫀💢
🔴 Define-se como PA ≥130/80 mmHg apesar do uso de 3 fármacos (IECA ou BRA + antagonista do cálcio + diurético tiazídico) em doses máximas. 🧐📈💢
🔴 Apenas cerca de ~10% é realmente “verdadeira”. O restante costuma ser devido a: efeito do avental branco (~37%), baixa adesão ao tratamento (~50%) e causas secundárias (até 25%).
👉 Por isso, são importantes a MAPA e o automonitoramento. Manter suspeita de causas secundárias (como hiperaldosteronismo primário ou SAHOS).
🔴 Quase 20% fazem uso de medicamentos que elevam a pressão arterial (AINEs ou ISRS). 🤔👨⚕️🔎
Fisiopatologia: o eixo central gira em torno do excesso de aldosterona e da retenção de sódio, com participação adicional da hiperatividade simpática e da disfunção endotelial, levando à expansão volêmica e à rigidez vascular. Clinicamente, esses pacientes costumam apresentar múltiplas comorbidades, como obesidade, diabetes, doença renal crônica e apneia obstrutiva do sono, o que explica o maior risco cardiovascular e a mortalidade em médio prazo. 📈☠️
🔴 Tratamento: inicialmente, intervir de forma agressiva no estilo de vida: restrição de sódio, perda de peso, exercício regular e tratamento da apneia do sono.
Antes de escalar, incluir IECA ou BRA, antagonista do cálcio e diurético tiazídico em doses máximas toleradas.
Posteriormente, otimizar a terapia de base, priorizando diuréticos mais potentes, como clortalidona em vez de hidroclorotiazida.
O próximo passo-chave é adicionar um ARM (espironolactona é o fármaco mais eficaz nesse cenário e promove reduções significativas da PA).
Fonte: Published Online: March 23, 2026
doi: 10.1001/jama.2026.1221