15/04/2026
𝗢 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁é𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗦𝗮ú𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘁𝗲 𝘀𝗶𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗿𝗲𝗮𝗳𝗶𝗿𝗺𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗰𝘂𝗺𝗽𝗿𝗶𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗮𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗺𝗮𝗿ç𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟱 𝗰𝗼𝗺 𝗼𝘀 𝘀𝗶𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮𝘁𝗼𝘀.
O Ministério da Saúde dirige-se a todos os profissionais de saúde e a opinião pública para prestar esclarecimentos relativamente ao pré-aviso de greve recentemente anunciado, reafirmando o seu compromisso com a transparência, o diálogo e a valorização de todas as classes profissionais do setor.
Importa, antes de mais, contextualizar que, em março de 2025, o Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Saúde, do Ministério das Finanças e do Ministério da Administração Pública, celebrou com os sindicatos representativos dos profissionais de saúde um acordo com vista à reforma estrutural das carreiras do setor 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝘀𝗼𝗳𝗿𝗶𝗮𝗺 𝗮𝗹𝘁𝗲𝗿𝗮çõ𝗲𝘀 𝗵á 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝟮𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝗿𝗮𝗺.
O referido acordo compreendia designadamente:
👉𝟭. A revisão das carreiras médica e de enfermagem e a respetiva regulamentação;
👉𝟮. A criação das carreiras especiais dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica e dos Auxiliares de Saúde;
👉𝟯. A aprovação do PCFR do pessoal do INSP;
👉𝟰. Atribuição do subsidio de risco de 13.000$00 mensal às 4 classes profissionais;
👉𝟱. Pagamento de retroativos aos Auxiliares de Saúde, aos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, aos médicos e aos Enfermeiros com efeitos a 01 de março de 2025.
𝗡𝗮 𝘀𝗲𝗾𝘂ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼, 𝗳𝗼𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗿𝗲𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝘀𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗶𝗺𝗽𝗹𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮çã𝗼, 𝘁𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗷á 𝗰𝘂𝗺𝗽𝗿𝗶𝗱𝗼 𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗽𝗼𝗻𝘁𝗼𝘀:
✅𝟭. No dia 3 de julho de 2025, foram 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗣𝗖𝗙𝗥 𝗱𝗼 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗱𝗼 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗮𝗴𝗲𝗺, os quais entraram em vigor no dia seguinte;
✅𝟮. No dia 13 de agosto de 2025, foram 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝘀ó𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗶çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀;
✅𝟯. No dia 16 de dezembro de 2025, foram 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗻𝗶𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗶çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀;
A publicação das listas definitivas de transição dos médicos e dos enfermeiros em dezembro de 2025, estava em absoluto cumprimento dos prazos legais estabelecidos por lei. Tendo sido analisados e respondidos a mais de 400 reclamações.
Ao mesmo tempo que se tratavam destas reclamações, o Ministério estava a trabalhar a lista de Regularização dos Vínculos Precários cuja lista definitiva foi publicada a 16 de setembro de 2025, abrangendo mais de 1600 profissionais que estavam em situação de precariedade laboral, ou seja não estavam em condições de serem incluídos no PCFR.
✅𝟰. A partir de janeiro de 2026, 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗮 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝗼𝘀 𝘀𝗮𝗹á𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼𝘀, de acordo com o PCFR, conforme se indica:
a) O 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗴𝗲𝗿𝗮𝗹 passou a iniciar a carreira com uma remuneração base de 𝟭𝟯𝟲.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, 𝗮𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝘂𝗯𝘀í𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗻𝗼 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝟭𝟯.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, o que representa um aumento de 58,14% face à remuneração inicial da carreira em 2017 (86.000$00), correspondendo a um 𝗮𝗰𝗿é𝘀𝗰𝗶𝗺𝗼 𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝟲𝟮.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗼𝘀.
b) O 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 passou a iniciar com 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗲𝗺𝘂𝗻𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗯𝗮𝘀𝗲 𝗱𝗲 𝟭𝟱𝟴.𝟱𝟬𝟬$𝟬𝟬, 𝗮𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝘂𝗯𝘀í𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟯.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, o que corresponde a um aumento de 44,95% face ao regime anterior (109.000$00), representando 𝘂𝗺 𝗮𝗰𝗿é𝘀𝗰𝗶𝗺𝗼 𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝟲𝟮.𝟱𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗼𝘀.
c) O 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗴𝗲𝗿𝗮𝗹 𝗹𝗶𝗰𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼 passou a auferir, no início da carreira, uma remuneração base de 𝟵𝟭.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, 𝗮𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝘂𝗯𝘀í𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟯.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, o que representa um aumento de 33,82% face à remuneração inicial anterior (68.000$00), correspondendo a 𝘂𝗺 𝗮𝗰𝗿é𝘀𝗰𝗶𝗺𝗼 𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝟯𝟳.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗼𝘀.
d) Foi ainda criada a função de enfermeiro especialista, inexistente no regime anterior, com uma remuneração base mínima de 𝟭𝟭𝟭.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, 𝗮𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝘂𝗯𝘀í𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟯.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬, perfazendo uma remuneração mensal mínima de 𝟭𝟮𝟰.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗲𝘀𝗰𝘂𝗱𝗼𝘀.
✅𝟱. No dia 11 de dezembro de 2025, foi 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗼 𝗣𝗖𝗙𝗥 𝗱𝗼 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗜𝗡𝗦𝗣;
✅𝟲. No dia 14 de janeiro de 2026 foram 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗱𝘂𝗮𝘀 𝗻𝗼𝘃𝗮𝘀 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀, 𝗮 𝗱𝗼 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗧é𝗰𝗻𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗗𝗶𝗮𝗴𝗻ó𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗧𝗲𝗿𝗮𝗽ê𝘂𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗮 𝗱𝗼 𝗣𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗔𝘂𝘅𝗶𝗹𝗶𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗦𝗮ú𝗱𝗲;
✅𝟳. Durante este período o Ministério fez um esforço enorme no sentido de identificar minuciosamente e individualmente os quase 𝟮.𝟬𝟬𝟬 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝘀𝗮ú𝗱𝗲 que integram as duas classes constituindo a maioria no Serviço Nacional de Saúde;
✅𝟴. No dia 5 de março de 2026, em cumprimento dos prazos legais, o Ministério da Saúde procedeu, à 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮çã𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝘀ó𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗶çã𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗰𝗹𝗮𝘀𝘀𝗲𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀, (técnico de diagnóstico e terapêutica e auxiliares de saúde), encontrando-se atualmente a decorrer o prazo de 45 dias para apresentação de eventuais reclamações, o qual só termina efetivamente no dia 6 de maio de 2026.
Pelo exposto demostra-se claramente que o Ministério da Saúde cumpriu e tem cumprido rigorosamente com os compromissos assumidos no acordo de março de 2025.
𝗘𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀ã𝗼, 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗮𝘇𝗼𝘀 𝗹𝗲𝗴𝗮𝗶𝘀 estão:
🔹𝟭. Publicação das listas definitivas de transição do pessoal Técnico de Diagnóstico e Terapêutica e do Pessoal Auxiliar de Saúde, e consequentemente atualização salarial, nos seguintes moldes:
a) 𝗢𝘀 𝗧é𝗰𝗻𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗗𝗶𝗮𝗴𝗻𝗼𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗧𝗲𝗿𝗮𝗽ê𝘂𝘁𝗶𝗰𝗮 que recebem neste momento 73.000$00, 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿ã𝗼 𝗮 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝟵𝟭.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘀𝘂𝗯𝘀𝗶𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 (𝟭𝟯.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬) o que representa 𝘂𝗺 𝗮𝗰𝗿é𝘀𝗰𝗶𝗺𝗼 𝗱𝗲 𝟯𝟭.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗶𝘀;
b) 𝗢𝘀 𝗔𝘂𝘅𝗶𝗹𝗶𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗦𝗮ú𝗱𝗲 que neste momento recebem 19.000$00 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿ã𝗼 𝗮 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝟯𝟳.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗮 𝟱𝟱.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘀𝘂𝗯𝘀𝗶𝗱𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 (𝟭𝟯.𝟬𝟬𝟬$𝟬𝟬).
🔹𝟮. Publicação da lista definitiva do pessoal do INSP;
🔹𝟯. Pagamento dos retroativos a todas as classes mediante um calendário a acertar entre o Governo e os sindicatos.
🔹𝟰. Regulamentação de todas as carreiras cujo estudo tem sido levado a cabo de forma rigorosa evitando que a sua implementação ponha em causa o equilíbrio orçamental.
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No dia 1 de abril de 2026, o Ministério da Saúde recebeu uma comunicação dos sete sindicatos solicitando a realização de um encontro para discussão de matérias principais, designadamente o pagamento dos retroativos aos médicos e enfermeiros e a regulamentação respetivas carreiras.
Esta pretensão 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗶𝗴𝘂𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗼𝘃𝗲𝗿 𝗮 𝗮𝗹𝘁𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝘂𝗯𝘀í𝗱𝗶𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝘃𝗶𝗴𝗼𝗿, 𝗱𝗲 𝗺𝗼𝗱𝗼 𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗲𝘀 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗲𝗺 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗰𝗮𝗹𝗰𝘂𝗹𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗯𝗮𝘀𝗲 𝗻𝗼 𝘀𝗮𝗹á𝗿𝗶𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼, 𝗮𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗯𝗲𝗹𝗲𝗰𝗲 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿á𝗿io.
Afigura pertinente referir que a regulamentação das carreiras depende da aprovação de um Decreto-Regulamentar cujo período o qual vivemos (período pré-eleitoral) impede a sua aprovação.
Outra matéria prende-se com a 𝗲𝘅𝗶𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗴𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝘁𝗿𝗼𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗮𝗼𝘀 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗶𝘀𝗼𝗹𝗮𝗱𝗮, 𝘀𝗲𝗺 𝗮𝗴𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮𝗿 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀ã𝗼 𝗱𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗿𝗲𝗹𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗮𝗼𝘀 𝗧é𝗰𝗻𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗗𝗶𝗮𝗴𝗻ó𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗧𝗲𝗿𝗮𝗽ê𝘂𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗮𝗼 𝗣𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗔𝘂𝘅𝗶𝗹𝗶𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗦𝗮úde, o que comprometeria o princípio da igualdade de tratamento entre as diferentes classes profissionais do Serviço Nacional de Saúde.
Em resposta, e no quadro do diálogo mantido, o Ministério esclareceu que o processo de implementação das carreiras deve ser conduzido de forma equilibrada e justa, não sendo aceitável que qualquer classe profissional seja discriminada como estão a propor.
𝗖𝗼𝗺 𝗲𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼, 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝘀 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗻𝗶𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗶çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗧é𝗰𝗻𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗗𝗶𝗮𝗴𝗻ó𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗧𝗲𝗿𝗮𝗽ê𝘂𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗱𝗼 𝗣𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗔𝘂𝘅𝗶𝗹𝗶𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗦𝗮ú𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝘀𝗲𝗿ã𝗼 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗮𝗽ó𝘀 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀ã𝗼 𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗿í𝗼𝗱𝗼 𝗹𝗲𝗴𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗰𝗹𝗮𝗺𝗮çõ𝗲𝘀, 𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗱𝗲𝘂-𝘀𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗽𝗮𝗴𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗶𝘀𝗼𝗹𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝘁𝗿𝗼𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗮𝗼𝘀 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲 𝗲𝗻𝗳𝗲𝗿𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗶𝗴𝘂𝗿𝗮𝗿𝗶𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗶𝘁𝘂𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗶𝗴𝘂𝗮𝗹𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗶𝗻𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶ç𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮.
Não obstante a proposta apresentada e os esforços desenvolvidos no sentido de garantir uma solução equilibrada e inclusiva, os sindicatos entenderam apresentar um pré-aviso de greve, o que revela uma posição extremada e oportunista em relação às matérias em discussão.
Não se vislumbrando fundamentos que justifiquem tais reivindicações, 𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁é𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗦𝗮ú𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗮𝘁𝘂𝗮çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘁𝗲 𝘀𝗶𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮 𝘁𝗶𝗿𝗮𝗿 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝘀𝗲𝗻𝘀í𝘃𝗲𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗽𝗮í𝘀, 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼 à 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮çã𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗲𝗶çõ𝗲𝘀 𝗹𝗲𝗴𝗶𝘀𝗹𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝟭𝟳 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, com o intuito de influenciar a opinião pública e a consciência dos cabo-verdianos neste período particularmente delicado, configurando uma clara violação da Lei Eleitoral.
Apela-se, assim, à calma, ao sentido de responsabilidade e ao bom senso de todos os profissionais de saúde, reiterando o compromisso do Ministério da Saúde em continuar a trabalhar para assegurar soluções justas, equilibradas e inclusivas para todas as classes profissionais do setor.
Praia, 15 de abril de 2026.