24/12/2025
A árvore é um dos símbolos mais antigos da humanidade, um lembrete de que tudo o que vive precisa conciliar dois mundos: a Terra que sustenta e o Céu que inspira.
As raízes descem.
Os galhos sobem.
E o tronco, assim como nós, f**a no meio, tentando encontrar equilíbrio entre o que recusa cair e o que insiste em crescer.
Quando chega dezembro, a gente coloca uma árvore dentro de casa achando que é só decoração, mas, se olhar com atenção, ela é um espelho espiritual.
A raiz dela é o que te mantém: sua história, seus ancestrais, o chão emocional que você pisa.
Os galhos são seus sonhos, sua expansão, aquilo que você ainda não viveu, mas já sente nascer dentro. E o tronco é você — exatamente onde está, entre o que já foi e o que deseja ser.
A árvore de Natal é um lembrete do nosso próprio eixo. Um convite para recordarmos que a vida é feita desse movimento vertical: receber da Terra, aspirar ao Céu, e sustentar o próprio caminho no meio disso.
E as luzes que penduramos?
São os pontos de consciência que acendemos quando escolhemos estar presentes.
A estrela no topo?
É o símbolo do propósito, da direção interna que nos guia mesmo quando tudo parece escuro.
Por isso, no fundo, montar uma árvore de Natal não é sobre enfeitar a casa.
É sobre acender o que estava apagado em você, honrar suas raízes, e lembrar que existe uma parte sua que sempre aponta para cima, mesmo quando os dias pesam.
A árvore é o mapa.
Você é o caminho.