Psicóloga Janaina Fortunato

Psicóloga Janaina Fortunato Psicóloga Clínica Expatriada na França. Consultório Virtual - Atendimento Online

Muitos adultos carregam dentro de si uma criança que aprendeu a se fazer pequena.A não ocupar espaço demais.A observar o...
14/05/2026

Muitos adultos carregam dentro de si uma criança que aprendeu a se fazer pequena.

A não ocupar espaço demais.
A observar o ambiente o tempo todo.
A perceber antes de pedir.
A desaparecer o suficiente para evitar conflitos, críticas ou rejeição.

Esse tipo de funcionamento não surge “do nada”.
Ele costuma se construir em ambientes onde expressar necessidades tinha um custo: conflitos, humilhações, frieza, instabilidade ou, às vezes, simplesmente a ausência de espaço emocional.

Então o sistema nervoso aprende.
Aprende a antecipar.
A controlar.
A permanecer atento às reações dos outros.
A minimizar as próprias necessidades para preservar vínculos ou manter alguma sensação de segurança.

E esse funcionamento pode continuar por muito tempo na vida adulta.

Ele aparece na hipervigilância.
Na dificuldade de pedir ajuda.
Na necessidade de prever tudo.
No cansaço de estar o tempo inteiro “administrando” as situações.
Nessa sensação constante de que é preciso merecer o próprio lugar antes de existir plenamente.
Entender de onde vêm esses mecanismos não faz com que eles desapareçam imediatamente.
Mas isso pode transformar a forma como você olha para si mesmo(a).

Aos poucos, algumas pessoas deixam de se enxergar como “difíceis”, “sensíveis demais” ou “complicadas”.

E começam a perceber uma adaptação que se tornou automática.

Uma estratégia antiga, que teve uma função real em determinado momento da história, mas que continua funcionando mesmo quando o perigo já não está mais presente.

✨ A autoestima nos protege realmente da ansiedade?Não fazendo ela desaparecer. Mas mudando completamente a sua relação c...
21/03/2026

✨ A autoestima nos protege realmente da ansiedade?

Não fazendo ela desaparecer. Mas mudando completamente a sua relação com ela.

Quando a autoestima é frágil, cada situação incerta se torna uma ameaça. Porque se algo falha, é você que falha.

E quando a ansiedade aparece… a gente se culpa por senti-la. O que a alimenta ainda mais.

O que observo nas consultas: não é a ansiedade que mais esgota. É a luta contra si mesma que vem junto.
Trabalhar a autoestima é aprender a se tratar com mais gentileza — mesmo quando você não está no seu melhor.

↓ Me conta nos comentários: você sente que sua ansiedade está ligada à forma como você se percebe?

Salve este post para reler depois.

Um abraço✨

Nem toda ansiedade nasce apenas de dentro.Ambientes críticos, imprevisíveis ou intimidadores
podem manter o sistema nerv...
18/03/2026

Nem toda ansiedade nasce apenas de dentro.

Ambientes críticos, imprevisíveis ou intimidadores
podem manter o sistema nervoso
em um estado de alerta crônico.

A hipervigilância é um mecanismo adaptativo
descrito na literatura sobre trauma interpessoal
(Herman, 1992; estudos contemporâneos sobre trauma complexo).

Compreender isso
muda a forma como você se enxerga.

E também a forma como você começa a se reconstruir.

Nem todo mundo gosta de comentar o post da psi, eu entendo.

Se você leu até aqui, me manda um 🩶 no direct — vou gostar de saber que você está por aqui.

Um abraço carinhoso.

Janaína

14/03/2026

A maior parte das pessoas acredita que está sendo observada e julgada o tempo todo.

Mas existe um fenômeno psicológico chamado efeito holofote.

Nós superestimamos o quanto os outros estão atentos ao que fazemos ou falamos, porque estamos dentro da nossa própria mente o tempo inteiro.

Enquanto você está revisitando mentalmente aquela frase que acha que falou errado, a outra pessoa provavelmente está fazendo exatamente a mesma coisa com algo que ela disse.

Ou seja:�todo mundo acha que está no palco…�mas na verdade cada um está preocupado com o seu próprio roteiro.

Isso não significa que ninguém presta atenção em você.
�Significa apenas que as pessoas estão muito mais ocupadas com elas mesmas do que imaginamos.

Se você tende a ruminar interações sociais, lembre-se disso:�talvez o julgamento que você teme esteja acontecendo muito mais dentro da sua cabeça do que fora dela.

Você não percebe quando começa.A cobrança parece disciplina.
A rigidez parece responsabilidade.
A autocrítica parece mat...
01/03/2026

Você não percebe quando começa.

A cobrança parece disciplina.
A rigidez parece responsabilidade.
A autocrítica parece maturidade.

Mas, aos poucos, cada erro vira confirmação
daquilo que você já teme.

E quando você se trata como inimiga,
a ansiedade não diminui.

Ela encontra terreno fértil.
A ansiedade cresce
quando a autoestima está fragilizada.

E a autoestima enfraquece
quando você se trata com rigidez.

É um ciclo silencioso.
Isso não é falta de força.

É um padrão aprendido.
E o que foi aprendido
pode ser reconstruído.

Fortalecer a autoestima
muda a forma
como você vive tudo.

Foi por isso que escrevi
Reconstruir, fortalecer, sustentar.
Um caminho estruturado
para sair da autocrítica constante
e construir uma relação mais estável consigo mesma.

📘 O eBook está disponível no link da bio.

Falamos muito sobre ansiedade como se fosse um problema isolado.Mas, na prática clínica, observo algo diferente.Por trás...
22/02/2026

Falamos muito sobre ansiedade como se fosse um problema isolado.
Mas, na prática clínica, observo algo diferente.
Por trás de muitas ansiedades persistentes,
existe uma autoestima fragilizada.
Quando a relação consigo mesma é instável,
tudo se torna mais ameaçador:
um olhar, um silêncio, uma crítica sutil.
A mente acelera.
O corpo se tensiona.
O estado de alerta se torna constante.
Isso não é falta de força.
É um mecanismo aprendido.
E aquilo que foi construído pode ser reconstruído.
É exatamente esse caminho que desenvolvo no meu livro:
reconstruir, fortalecer e cultivar uma autoestima equilibrada.
Se você se reconheceu neste carrossel,
você pode começar por aqui.
📘 O livro está disponível no link da bio.

12/02/2026

A ansiedade nem sempre é o problema central.
Às vezes, ela revela uma autoestima fragilizada.
Compreender esse vínculo transforma profundamente o trabalho terapêutico.
📖 Mais no meu ebook — link na bio.

Autoestima não é estabilidade emocional permanente.
Ninguém vive assim.O que faz a diferença não é estar bem o tempo tod...
11/02/2026

Autoestima não é estabilidade emocional permanente.
Ninguém vive assim.
O que faz a diferença não é estar bem o tempo todo,mas saber se tratar com mais cuidado nos momentos difíceis.

Isso transforma profundamente
a forma como nos julgamos,
como falamos com nós mesmos,
como nos abandonamos — ou não.

Aprofundo esse trabalho no meu eBook
dedicado à autoestima, onde explico esses mecanismos e compartilho caminhos práticos para construir uma relação consigomais estável e mais respeitosa.

O link está disponível na bio.

Oscilar o humor não é fraqueza.
Não é falta de esforço.
E muito menos um defeito de personalidade.Às vezes, essas oscila...
08/02/2026

Oscilar o humor não é fraqueza.
Não é falta de esforço.
E muito menos um defeito de personalidade.

Às vezes, essas oscilações têm nome: ciclotimia.
Ela pode se manifestar em altos e baixos constantes,
cansaço emocional, instabilidade nas relações
e até explosões de raiva que surpreendem
quem sente — e quem está por perto.

Não se trata de caráter.
Muitas vezes, é uma dificuldade de regulação emocional
diante de emoções vividas de forma muito intensa.
O mais delicado é que esses sinais
podem durar anos
e passar completamente despercebidos.

Dar nome ao que se sente
não é rotular — é cuidar.

E buscar acompanhamento profissional
pode fazer toda a diferença no caminho
para mais estabilidade e qualidade de vida.

Esse conteúdo falou com você?
Você pode compartilhá-lo com alguém
que precise conhecer —
ou se reconhecer — nisso.

Tem dias em que você duvida de tudo.Até de si mesma.E talvez se pergunte:“Será que eu tenho mesmo uma boa autoestima?”Ma...
26/01/2026

Tem dias em que você duvida de tudo.
Até de si mesma.
E talvez se pergunte:
“Será que eu tenho mesmo uma boa autoestima?”

Mas o que muitas vezes chamamos de “autoestima” às vezes é só tensão bem disfarçada:
controle, exigência, performance…

Na realidade, a autoestima nem sempre parece força.

Ela não faz barulho.
Ela não brilha.
Mas ela te sustenta — mesmo na dúvida.

👉 Esse carrossel mostra o que a autoestima não é, e por que compreender isso já é libertador.

Você se reconheceu em algum ponto?

Meu ebook aprofunda essas nuances, com leveza e método.

Link na bio.

25/01/2026

Aquilo que você chama de força…

pode ser, na verdade, uma forma de tensão silenciosa.

✨ Produzir, render, dar conta de tudo — às vezes esconde uma fragilidade que você não ousa mostrar.

✨ Estar sempre no controle — pode ser apenas uma resposta ao medo e à insegurança.

✨ Ser muito exigente consigo mesma — não é, necessariamente, sinal de força.

Às vezes, é só um jeito de não desmoronar.
Entender essas dinâmicas já é um jeito de se reencontrar com mais gentileza.

Falo sobre tudo isso com mais profundidade no meu ebook.

Link na bio.

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32 Bis, Avenue Félix Faure
7Ème Arrondissement Lyon
69007

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