Bruno Reis Psicanalista

Bruno Reis Psicanalista Psicanalista Membro da Associação de Psicanálise da Bahia. Atendimento Psicanalítico.

A partir do corrente mês,  vou estar atendendo presencialmente em consultório novo no Ed. Omega no Caminho das Árvores.
15/10/2025

A partir do corrente mês, vou estar atendendo presencialmente em consultório novo no Ed. Omega no Caminho das Árvores.

Após temporada fora do Brasil, gostaria de informar que estou de volta a Salvador - atendendo presencialmente em consult...
09/09/2025

Após temporada fora do Brasil, gostaria de informar que estou de volta a Salvador - atendendo presencialmente em consultório no Caminho das Árvores.

Até já.

Quando do encontro com um analista, um sujeito dirige sua fala para o domínio do que ele supostamente "sabe", quando se ...
10/04/2025

Quando do encontro com um analista, um sujeito dirige sua fala para o domínio do que ele supostamente "sabe", quando se interroga sobre o que deve dizer? Em geral f**a em silêncio... portanto, quando se cala, efetivamente, acaba por enfatizar a questão do saber. Logo, se não fala é porque não sabe o que dizer. Lacan, psicanalista francês, dizia que: "falo sem saber o que digo". Isso, porque, no instante em que falo, não sei o que estou dizendo. Justamente, por isso, numa análise, dizer implica não saber.

O esquecimento, como ato simbólico é capaz de transformar algo que não existe a priori, num fato signif**ante e, portant...
25/03/2025

O esquecimento, como ato simbólico é capaz de transformar algo que não existe a priori, num fato signif**ante e, portanto, existente.

Com alguma frequência, é comum testemunhar em algumas pessoas, um certo "temor" em perder memórias de algum ente querido. É como se o trabalho de luto empurra-se o sujeito num fosso de silêncio, numa espécie de mutismo-amnéstico.

Um Belo dia, a vida se torna viável novamente para esse sujeito, quando ele se descobre capaz de sonhar com o ente-ausente.

Isso é o que o trabalho de luto deve operar: fazer com quê o ausente seja suficientemente existente para deixar de ser, dia após dia Inesquecível.

Obra: Henry Fuseli in 1781.

De acordo com Freud, o sentido dos primeiros ataques de Dostoievski, antes do surgimento da epilepsia,  tinham um signif...
27/06/2024

De acordo com Freud, o sentido dos primeiros ataques de Dostoievski, antes do surgimento da epilepsia, tinham um signif**ado de morte. Seu irmão Andrei conta que, já quando menino, Fiodor costumava deixar pequenas mensagens antes de dormir, ele receava cair no sono semelhante à morte.
A melancolia de Dostoievski o levava ao sentimento que morreria imediatamente. E evoluía a um estado similar à morte.
Freud levantou a hipótese de que o suposto quadro epilético de Dostoievski, deveria ser classif**ado de histeroepilepsia, isto é, uma histeria grave. Na medida em que, não havia dados anaminésicos suficientes, tampouco uma compreensão clara dos estados patológicos associados à ataques epiléticos.

Não obstante, Freud nos lembra que não será um acaso que três obras-primas da literatura de todos os tempos tratem sobre o parricídio. ( Édipo-rei de Sófocles, Hamlet de Shakespeare e Os irmãos Karamázov de Dostoievski).

Os ataques que se assemelham a morte, na concepção freudiana, tratar-se-ia de uma identif**ação com um morto, com uma pessoa que realmente morreu, ou que ainda vive e a quem se deseja a morte. Neste último caso, o ataque tem, então, o valor de um castigo.

Trechos retirados da obra de Freud: Inibição, sintoma e angústia (1926-1929).

Salvador Dalí, mestre e ícone do movimento surrealista, apresenta sua técnica da paranóia-crítica. Diz-nos ele, "Foi por...
05/04/2024

Salvador Dalí, mestre e ícone do movimento surrealista, apresenta sua técnica da paranóia-crítica. Diz-nos ele, "Foi por um processo nitidamente paranoico que se tornou possível obter uma imagem dupla: ou seja, a representação de um objeto que, sem a menor modif**ação figurativa ou anatômica, fosse ao mesmo tempo a representação de um outro objeto absolutamente diferente, também ela despida de qualquer tipo de deformação ou anormalidade que pudesse revelar algum arranjo". Nessa concepção, a paranoia funcionava como uma alucinação, ou seja, como uma interpretação delirante da realidade. Não obstante, a imagem de uma cavalo, poderia ser ao mesmo tempo, imagem de uma mulher. Essa perspectiva se impõe como contraponto a concepção psiquiátrica da época que tratava a paranoia como "erro" de julgamento e delírio racional. Para Dalí, todo delírio já é uma interpretação da realidade, e toda paranoia uma atividade criadora lógica.

*trecho do livro de Elisabeth Roudinesco - Lacan: Esboço de uma vida, história de um sistema de pensamento.

"Como pude escrever esta coisa que não sei ainda nomear e que me assusta quando a releio? A Dor é uma das coisas mais im...
21/01/2024

"Como pude escrever esta coisa que não sei ainda nomear e que me assusta quando a releio? A Dor é uma das coisas mais importantes da minha vida... Minha própria covardia seria talvez isso de ter coragem... Seria preciso parar esse palpitar nas têmporas. Sua morte está em mim, ela lateja em minhas têmporas. A Dor precisa de espaço! Há pessoas que não esperam por nada. Há, também, pessoas que não esperam mais... "

Na esteira em que se abordam os domínios sobre uma certa estética do sofrimento humano, "a Dor de existir", talvez, seja, aquela em que a vida torna-se o infortúnio mais caudaloso. Nesse terreno, a morte torna-se um coadjuvante deveras proeminente. O que dizer, quando a Dor é a espera? Nessas condições, a insuficiência e a incerteza diante da banalidade do mal Nazista consome a personagem do romance, a levando para uma Deriva sem beira... A Dor necrosou todo o seu amor... A ponto de transformá-la em uma viúva de marido vivo! Ela já não era mais, e nem ele...

19/09/2023
28/08/2023
"Sou um homem ridículo. Agora já quase me têm por louco. O que signif**aria ter ganho em consideração, se não continuass...
28/08/2023

"Sou um homem ridículo. Agora já quase me têm por louco. O que signif**aria ter ganho em consideração, se não continuasse sendo um homem ridículo. [...] Mas, com o andar do tempo, quando me tornei um rapazote e, apesar de continuar reconhecendo cada vez melhor todos os anos essa terrível condição minha, fui-me sentindo cada vez mais tranquilo... Talvez por, nessa altura, se ter introduzido na minha alma o receio perante determinado conhecimento que humanamente era mais elevado que o meu eu... e que foi a convicção adquirida de que tudo neste mundo é, afinal, uno. Senti de um momento para outro que para mim tudo era indiferente, que tanto me fazia que o mundo existisse como não. Pouco a pouco ia vendo e sentindo que não havia nada fora de mim".

Trecho da obra: O sonho de um homem ridículo de Fiador Dostoievski

Eis uma bela ilustração a respeito do aforismo estruturalista: não existe uma metalinguagem... Existem o sonho, a loucura e os homens ridículos...

Você já ouviu falar do “amor de transferência”?Fiz uma reflexão sobre como analistas e pacientes podem se tornar suscetí...
17/07/2023

Você já ouviu falar do “amor de transferência”?

Fiz uma reflexão sobre como analistas e pacientes podem se tornar suscetíveis a transformações e desafios emocionais no caminho terapêutico. Venha comigo nessa jornada pelos espelhos da transferência e suas projeções.

Depois me conta, o que achou desse texto?

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