Dr. Daniel Bancovsky

Dr. Daniel Bancovsky Neuropediatria e Neurodesenvolvimento
(Associação Médica Israel)
TEA, TDAH e Sono

Muitos pais recebem apenas orientação:“entenda o autismo.”Isso ajuda, e os estudos mostram melhora de cerca de 30–40% só...
16/04/2026

Muitos pais recebem apenas orientação:
“entenda o autismo.”

Isso ajuda, e os estudos mostram melhora de cerca de 30–40% só com psicoeducação.

Mas quando os pais recebem treino estruturado de manejo comportamental, o resultado muda de patamar.

No estudo RUBI (JAMA), o treino parental foi:

• 50% mais ef**az para irritabilidade e agressividade
• 60% mais ef**az para oposição e recusa
• 70% maior chance de melhora clínica global

Na prática, isso signif**a menos:

- crises nas transições
- explosões
- recusa de pedidos
- fuga de demandas
- desgaste familiar

O ponto central não é controlar a criança.
O principal é entender o que mantém o comportamento e ensinar os pais a responder de forma estratégica, previsível e reguladora.

Quando a resposta do ambiente muda, o cérebro aprende novas rotas.

Esse é um dos motivos pelos quais o treino parental é uma das intervenções com melhor custo-benefício no TEA.

Salve este post para lembrar: orientar ajuda, mas treinar os pais muda o prognóstico.

Compartilhe com uma família que está sofrendo com crises, oposição ou agressividade no TEA.

Dr. Daniel Bancovsky
Neuropediatria

13/04/2026

Uma entrevista do prof. José Salomão Schwartzman no programa Roda Vida tomou grandes proporções.

O prof. é um dos maiores neuropediatras do Brasil e devemos muito respeito a ele e seu conhecimento. Vale lembrar, que não é fácil estar em uma entrevista ao vivo sem ter um script em mãos.

No entanto, a ciência avança através do debate e como os comentários de pessoas leigas viralizaram nas redes, eu decidi comentar alguns pontos, sempre baseado na ciência.

1. O diagnóstico de transtornos mentais
2. A necessidade de marcadores biológicos
3. A diferença entre diagnóstico espectral/dimensional e categórico

Concorda? Discorda? Comenta abaixo e compartilha com alguém que viu a entrevista e vai querer escutar os pontos desse vídeo

Dr. Daniel Bancovsky
Neuropediatra

Antes de esperar que uma criança fale, aprenda, preste atenção ou se comporte, precisamos lembrar de uma regra básica do...
11/04/2026

Antes de esperar que uma criança fale, aprenda, preste atenção ou se comporte, precisamos lembrar de uma regra básica do neurodesenvolvimento:

o cérebro se desenvolve de baixo para cima.
Essa ideia foi elegantemente organizada pelo psiquiatra infantil Bruce D. Perry, mostrando que o cérebro segue uma sequência previsível.

Primeiro, a criança precisa desenvolver as funções mais básicas do tronco cerebral: sono, ritmos, autorregulação, segurança corporal e organização sensorial.

Depois, entram as funções do sistema límbico: vínculo, apego, conexão emocional, leitura do outro e regulação afetiva.

Só então o córtex consegue funcionar no seu melhor: linguagem, atenção, planejamento, aprendizagem, memória, flexibilidade e controle inibitório.

É por isso que muitas vezes a dificuldade não está em ensinar. Está em um cérebro que ainda não conseguiu se regular o suficiente para aprender.

Na prática, isso muda tudo antes de qualquer tratamento, investigamos sono, sistema sensorial, vínculo, apego, previsibilidade e segurança emocional.

A sequência é simples: regular → conectar → aprender.

Isso resume o tratamento de TEA, TDAH, atrasos de linguagem e dificuldades do desenvolvimento nos primeiros anos.

Salve este post e compartilhe com outra mãe ou pai que precisa entender que comportamento e aprendizagem começam na base.

Dr. Daniel Bancovsky
Neuropediatria e Neurodesenvolvimento

O TDAH não é só “falta de atenção”.É uma condição do neurodesenvolvimento que impacta funções executivas, autorregulação...
07/04/2026

O TDAH não é só “falta de atenção”.

É uma condição do neurodesenvolvimento que impacta funções executivas, autorregulação, aprendizagem, comportamento, rotina e autoestima.

Por isso, o tratamento realmente ef**az exige múltiplos profissionais.

O diagnóstico médico define o quadro, identif**a comorbidades, avalia necessidade de medicação e define o plano terapêutico.

Mas a evolução da criança acontece no dia a dia, e é aí que o cuidado multifatorial faz diferença.

A neuropsicologia ajuda a mapear o perfil cognitivo da criança:

Mostra como estão atenção, memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e velocidade de processamento, perfil emocional e avalia comorbidades como ansiedade ou depressão. Isso orienta intervenções precisas e adaptações na escola e em casa.

A psicopedagogia entra na ponte entre família e escola.

Ela trabalha organização, método de estudo, alfabetização, planejamento, manejo de tarefas, função executiva aplicada ao contexto escolar, recuperação da autoconfiança acadêmica e orienta professores e adaptação ambiental.

A terapia ocupacional atua na funcionalidade.

Ajuda nas funções cognitivas, principalmente autorregulação, manejo sensorial, coordenação motora, rotina, autonomia, organização do corpo no espaço, escrita, planejamento motor e estratégias práticas para as demandas reais do dia.

E nada disso funciona sem a família.

Pais orientados aprendem a estruturar rotina, reduzir gatilhos, ajustar expectativas, reforçar comportamentos positivos e criar um ambiente que favoreça o desenvolvimento do cérebro atípico.

O objetivo não é apagar sintomas.

É construir uma criança mais funcional, mais segura e com mais independência.

TDAH bem tratado muda trajetória escolar, emocional e social.

Salve este post para lembrar que tratar TDAH é montar um time, não procurar uma solução isolada.

Compartilhe com uma família que precisa entender que o tratamento vai muito além do remédio.

Dr. Daniel Bancovsky
Neuropediatra

Você já brigou com seu filho por algo que, na verdade, era cansaço?Muitas vezes, o que os pais enxergam como birra, irri...
05/04/2026

Você já brigou com seu filho por algo que, na verdade, era cansaço?

Muitas vezes, o que os pais enxergam como birra, irritabilidade, hiperatividade, impulsividade ou falta de limite é simplesmente um cérebro privado de sono.

Uma criança que dorme mal perde freio emocional.
O córtex pré-frontal, responsável por atenção, autocontrole e regulação do comportamento, funciona pior.

Ao mesmo tempo, a reatividade emocional aumenta.
O resultado aparece no dia seguinte: mais choro, mais explosões, menos tolerância à frustração, mais dificuldade para ouvir, aprender e se organizar.

E o mais perigoso?
Isso pode ser facilmente confundido com TDAH, TEA, TOD ou problemas de comportamento, quando a raiz real está no sono.

Antes de corrigir o comportamento, investigue a noite.
Horário tardio, telas antes de dormir, múltiplos despertares, ronco, apneia, rotina inconsistente e sono insuficiente mudam completamente o cérebro da criança no dia seguinte.

Às vezes, seu filho não está desobedecendo.
Ele só está exausto.

Se esse vídeo mudou sua forma de enxergar o comportamento infantil, salve para rever nos dias difíceis.

E envie para aquele pai ou mãe que está chamando de birra o que pode ser puro cansaço.

03/04/2026

O cérebro do seu filho não cresce só com o tempo.

Ele se desenvolve com troca, linguagem, vínculo e presença real.

Quando a tela ocupa esse espaço, os sinais podem assustar.
A boa notícia? Quanto mais cedo você muda o ambiente, maior a capacidade de recuperação.

Envia esse vídeo para um pai ou mãe que usa tela e nem imagina o impacto no cérebro em desenvolvimento.

Dr. Daniel Bancovsky
Neuropediatria e Neurodesenvolvimento

Estudando desenvolvimento infantil na Universidade Stanford, me deparei com uma técnica importantíssimo.a técnica ABC!Vo...
01/04/2026

Estudando desenvolvimento infantil na Universidade Stanford, me deparei com uma técnica importantíssimo.

a técnica ABC!

Você já se sentiu frustrado e perdido tentando entender o motivo de uma birra ou de um comportamento desafiador do seu filho? Antes de tudo, lembre-se: todo comportamento tem uma função comunicativa. As crianças geralmente agem de forma inadequada porque ainda não têm a capacidade emocional ou verbal para expressar suas necessidades, desejos ou frustrações.

Em vez de ver o comportamento como mera desobediência, você pode usar o sistema ABC, uma ferramenta simples e poderosa que ajuda a identif**ar padrões e a entender a verdadeira causa das atitudes do seu filho. Funciona assim:

🅰️ Antecedente (A - Antecedent): O que aconteceu imediatamente antes do comportamento? Observe os gatilhos, como pessoas, comandos, situações, sons ou eventos no ambiente.

🅱️ Comportamento (B - Behavior): Como a criança agiu? Descreva detalhadamente a reação dela diante daquele antecedente.

🆑️ Consequência (C - Consequence): O que aconteceu logo após o comportamento? Observe os resultados emocionais ou materiais das ações da criança (ex: ela conseguiu escapar de uma tarefa ou ganhou a sua atenção?) .

Por que isso transforma a sua forma de educar?
Ao analisar repetidamente as situações através do ABC, você começa a notar padrões e descobre a função real do comportamento (como buscar atenção, escapar de uma tarefa, querer um objeto ou buscar um estímulo que a faça se sentir bem).

Com essa informação, em vez de apenas reagir ou punir no calor do momento, você passa a ser proativo.

Quando você entende a raiz do problema, pode intervir ensinando habilidades de comunicação mais apropriadas para que a criança consiga o que precisa sem precisar recorrer ao mau comportamento.

Esse é o princípio da disciplina positiva e ciência ABA.

Da próxima vez que o comportamento desafiador surgir, dê um passo para trás e analise o ABC da situação.

31/03/2026

O que muita gente chama de frescura, manha, drama ou malcriação, pode ser, na verdade, um cérebro com TDAH pedindo ajuda.

A criança que esquece tudo, explode do nada, não termina tarefas, dorme tarde e f**a presa nas telas nem sempre está escolhendo agir assim.

Muitas vezes, existe por trás disso uma diferença real em memória de trabalho, regulação emocional, motivação e dopamina.

E o problema é que, quando os adultos interpretam isso como preguiça ou desobediência, a criança cresce ouvindo rótulos que machucam:
“desleixado”, “malcriado”, “sem limite”, “não se esforça”.

Isso destrói autoestima, piora o comportamento e atrasa o diagnóstico.

Quanto mais cedo os sinais são reconhecidos, mais rápido conseguimos intervir e mudar o futuro acadêmico, emocional e social dessa criança.

Se esse vídeo te fez pensar no seu filho, não ignore.

Salve agora para rever depois, envie para o outro cuidador e compartilhe com uma mãe ou pai que ainda acha que é só falta de limite.

Às vezes, esse compartilhamento é o primeiro passo para uma criança finalmente ser compreendida.

30/03/2026

Um sapo de 2 centímetros pode estar cuidando melhor do filhote do que muitos pais hoje.

Duro de ouvir? Sim. Mas eu sou médico e não ChatGPT

Alguns sapos do gênero fazem algo brilhante e contrário a lógica de conservar energia: quando o ambiente f**a pior — menos água, menos alimento, mais risco — eles aumentam o cuidado com os filhotes.

Eles voltam mais vezes.
Checam o ambiente com mais frequência.
Levam alimento direto e sem espera.
Adaptam o cuidado ao que o filhote precisa.

Eles não esperam melhorar sozinho. Eles intervêm.

Agora pense em quantas crianças com autismo, TDAH ou atraso do desenvolvimento estão sendo deixadas horas em telas, sem mediação, enquanto os adultos esperam que o tempo resolva.

Crianças neurodivergentes não precisam de menos maternidade e paternidade.
Precisam de mais presença, mais estrutura, mais previsibilidade e mais suporte intencional.

Mais rotina.
Mais brincadeira guiada.
Mais linguagem.
Mais vínculo.
Mais co-regulação.

O futuro do seu filho não começa quando ele amadurecer.
Começa nas microintervenções que você faz hoje.

você está esperando ou intervindo?

Nem toda dificuldade para dormir é comportamental.Em muitos casos, existe um marco do desenvolvimento por trás.Fases com...
28/03/2026

Nem toda dificuldade para dormir é comportamental.

Em muitos casos, existe um marco do desenvolvimento por trás.

Fases como ansiedade de separação, dentição ou aquisição de novas habilidades motoras podem impactar o sono de forma signif**ativa.

Além disso, condições médicas relativamente comuns também devem ser consideradas.

O ponto central é simples:
sono fragmentado e de baixa qualidade interfere diretamente no neurodesenvolvimento.

Por isso, observar o padrão, entender a causa e intervir de forma adequada faz diferença real na evolução da criança.

Se esse é um tema relevante na sua casa, comente SONO para receber orientações iniciais.

27/03/2026

Você não está só deixando ele dormir tarde.

Você está interferindo no cérebro em desenvolvimento do seu filho.

O sono é o momento em que o cérebro organiza tudo:
aprendizado, comportamento, emoções… e até o crescimento físico.

Quando isso falha repetidamente, o impacto aparece: às vezes como dificuldade na escola, irritação constante ou um comportamento que parece até Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

E o mais preocupante: muitos pais só percebem quando já virou um padrão.

Eu sou o Dr. Daniel Bancovsky, neurologista pediátrico, pós-graduado em Neurociências e Sono Infantil.

Com toda a clareza:
Sono não é detalhe. É base do desenvolvimento.

Se esse vídeo te fez pensar no seu filho, não ignora.

Salva esse post para não esquecer e envia para um pai ou mãe que precisa ler isso hoje

O futuro do seu filho começa hoje

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