Dr. Daniel Bancovsky

Dr. Daniel Bancovsky Child Neurology and Neurodevelopment
Pediatrics

22/02/2026

Muitos pais acreditam que o autismo se manifesta apenas com atraso de fala ou dificuldade social.

Mas um dos sinais centrais pode ser mais sutil: comportamentos repetitivos.

Isso pode incluir movimentos das mãos, alinhar brinquedos, girar objetos ou repetir frases fora do contexto.

Esses comportamentos não são manias.

Eles refletem a forma como o cérebro organiza previsibilidade, regulação e processamento sensorial.

Onde o bebê dorme?  Essa é uma das perguntas que mais gera debates e pressão sobre os pais modernos. No entanto, o que c...
21/02/2026

Onde o bebê dorme?

Essa é uma das perguntas que mais gera debates e pressão sobre os pais modernos. No entanto, o que consideramos normal hoje é, em grande parte, um reflexo de mudanças históricas e culturais específicas.

​A prática de colocar o bebê em um quarto separado ganhou força com a Revolução Industrial na Inglaterra. A necessidade de adaptar as famílias ao tempo das fábricas e a ascensão de ideais de disciplina no século XIX transformaram o sono infantil em algo estruturado e solitário.

​Enquanto sociedades ocidentais (Western, Educated Industrialized, Democratic – WEIRD) priorizam a independência precoce, em grande parte do mundo, como no Japão ou em comunidades Maias, a proximidade noturna é a norma, valorizando a harmonia e o vínculo familiar.

Assim, não existe uma fórmula única. Cada família navega entre as necessidades biológicas, as exigências do cotidiano, intimidade e seus próprios valores para encontrar o que traz mais segurança e equilíbrio.

​O importante é o que funciona para cada família e não existe um certo ou errado absoluto. ✨

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A seletividade alimentar não é “manha”.Em muitas crianças com TEA, o cérebro pode interpretar certos alimentos como desc...
18/02/2026

A seletividade alimentar não é “manha”.

Em muitas crianças com TEA, o cérebro pode interpretar certos alimentos como desconfortáveis ou ameaçadores.

Isso envolve fatores sensoriais, ansiedade e padrões neurológicos de rigidez.

A boa notícia é que existem terapias baseadas em evidências científicas:

• Terapia comportamental alimentar — considerada o padrão-ouro. Utiliza exposição gradual, reforço positivo e estratégias estruturadas para ajudar o cérebro a aceitar novos alimentos de forma segura.

• Terapia ocupacional com foco sensorial — ajuda a reduzir a hipersensibilidade a texturas, cheiros e sensações orais, facilitando a aceitação alimentar.

• Treinamento parental — ensina os pais a aplicar estratégias corretas no dia a dia, reduzindo a ansiedade e quebrando o ciclo de recusa.

Com intervenção adequada, a maioria das crianças melhora significativamente.

O ponto mais importante: pressão e insistência não ajudam. Abordagem correta e respeitosa ao neurodesenvolvimento é o que realmente funciona.

Salve este post e compartilhe com uma família que precisa dessa informação.

9 anos depois, a recompensa.1 ano de estágio, com a incerteza de aprender a navegar um novo sistema de saúde, língua e c...
09/02/2026

9 anos depois, a recompensa.

1 ano de estágio, com a incerteza de aprender a navegar um novo sistema de saúde, língua e cultura.

5 anos de residência em Pediatria. Uma pandemia. Plantões cheios de incerteza. Organizar as escalas e garantir que sempre teríamos um médico, mesmo com a incerteza dos isolamentos sem fim.

3 anos de residência em neuropediatria e neurodesenvolvimento. Uma guerra. Voltar a dar plantões pra cobrir os colegas que foram pro front. Trabalhar com a incerteza, sob ataques e sirenes anti-bomba constantes.

E agora, a certeza de que todo o esforço valeu pena.



🎊✨️🎊✨️🎊

O autismo virou modinha? Essa é uma visão equivocada que precisa ser corrigida! O autismo não é uma “tendência” ou um di...
17/12/2025

O autismo virou modinha?

Essa é uma visão equivocada que precisa ser corrigida!

O autismo não é uma “tendência” ou um diagnóstico da moda. Ele é uma condição que afeta muitas crianças e adultos ao redor do mundo, causando dificuldades reais de comunicação, socialização e desenvolvimento.

70% das crianças com autismo apresentam comorbidades, como hiperatividade, déficit intelectual, apraxia de fala e problemas com o sono, entre outros.

O aumento no número de diagnósticos não é por modismo, mas sim um reflexo de avanços nas técnicas diagnósticas e maior acesso à informação. Isso significa diagnóstico precoce, o que abre portas para intervenção e tratamento mais eficaz.

Infelizmente, ainda estamos enfrentando muito preconceito, principalmente quando ouvimos frases como: "o autismo está na moda". Esse tipo de comentário só prejudica a jornada de quem vive com o autismo e de suas famílias. O autismo não é uma modinha, é uma realidade, e é nossa responsabilidade entender e apoiar.

Nos primeiros 0–3 meses, o sono do bebê não é algo a ser treinado — é algo a ser acolhido. Esse é um período de adaptaçã...
14/12/2025

Nos primeiros 0–3 meses, o sono do bebê não é algo a ser treinado — é algo a ser acolhido.

Esse é um período de adaptação neurológica intensa, em que o cérebro ainda está aprendendo a regular ciclos de sono, vigília e alimentação.
Por isso, falar em “ensinar a dormir” nessa fase não faz sentido do ponto de vista do desenvolvimento.

O método “dormir sem chorar” parte de um princípio simples e profundamente científico:
👉 o bebê vem primeiro.

Sono sob demanda, contato, proximidade, respeito ao sono ativo e um eco-ambiente que favoreça o ritmo biológico — tudo isso constrói as bases de um sono saudável para toda a infância.

Cuidar do sono do bebê também é cuidar do vínculo, da amamentação e do descanso materno.
E lembrar: bebês não choram para manipular, choram para comunicar.

Para mais informações sobre sono e o método "dormir sem chorar", desenvolvido pelo Centro de Estudos de Sono Infantil na Espanha, siga e compartilhe.

O Futuro começa Hoje! Cresci escutando está frase que sempre me guiou.Cuidar do desenvolvimento de uma criança é uma das...
10/12/2025

O Futuro começa Hoje! Cresci escutando está frase que sempre me guiou.

Cuidar do desenvolvimento de uma criança é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter — e é exatamente por isso que sempre me comprometi a oferecer um cuidado baseado na ciência, sensibilidade e presença real.

Ao longo da minha trajetória, busquei formação nos melhores centros do mundo — da UNIFESP a Harvard, do Sheba a Pennsylvania — porque acredito que cada família merece um acompanhamento feito com precisão, carinho e atualizações constantes.

Ao mesmo tempo, nunca deixei de lado aquilo que mais importa: olhar, escuta e relação humana.

Sou paulistano, pai, curioso por culturas e apaixonado pelo que faço.

Cada experiência — pessoal, acadêmica ou profissional — moldou o médico que sou hoje: alguém que enxerga cada criança de forma única, cada família com respeito e cada consulta como uma oportunidade de construir um futuro melhot.

Será um prazer caminhar ao seu lado na jornada do desenvolvimento do seu filho. 💚

Hoje atendi uma menina de quase 2 anos cuja história me marcou.Ela passou o primeiro ano de vida em um contexto socioeco...
09/12/2025

Hoje atendi uma menina de quase 2 anos cuja história me marcou.

Ela passou o primeiro ano de vida em um contexto socioeconômico difícil e, por isso, precisou ser encaminhada para adoção. Há alguns meses está com a nova família.

Nos últimos meses, surgiram comportamentos que preocupam: pouco contato visual, resposta limitada ao nome, brincadeiras repetitivas, dificuldade em compreender situações sociais e grande dificuldade em receber limites.
É natural que os pais temam autismo ao ver esses sinais.

Mas, ao avaliá-la, a hipótese que mais fez sentido não foi TEA, e sim algo relacionado ao vínculo — o “bonding”. A instabilidade emocional precoce pode repercutir no desenvolvimento de formas que se parecem muito com autismo.

Inclusive, o DSM-5 descreve o Transtorno de Apego Reativo (RAD), que aparece quando a criança vive cuidado inconsistente e tem dificuldade em estabelecer um vínculo estável. Os critérios incluem:
• pouca busca por conforto quando está assustada ou irritada;
• pouca resposta ao conforto oferecido pelo cuidador;
• afetividade reduzida e dificuldade em interações sociais básicas;
• irritabilidade intensa e muita dificuldade em aceitar limites;
• histórico de negligência emocional, múltiplos cuidadores ou institucionalização.

É um quadro que não é autismo, mas sim uma resposta à falta de previsibilidade afetiva.

Estudos clássicos com crianças de instituições na Romênia mostram isso com clareza: a privação de cuidado consistente pode gerar comportamentos autismo-like, que melhoram conforme o vínculo seguro é estabelecido.

Conversei com os pais sobre focar agora não em rótulos, mas em fortalecer a conexão: rotina, previsibilidade, presença sensível.
Ela precisa de tempo para confiar — e o desenvolvimento pode mudar muito a partir disso.

Casos assim lembram que, antes de qualquer diagnóstico, existe sempre uma história.

E apoiar a família nesse processo é o principal no cuidado em neurodesenvolvimento.

O tratamento não farmacológico para TDAH em crianças acima de 6 anos inclui principalmente terapia comportamental e inte...
07/12/2025

O tratamento não farmacológico para TDAH em crianças acima de 6 anos inclui principalmente terapia comportamental e intervenções de treinamento de habilidades, recomendadas como primeira linha pela American Academy of Pediatrics e reforçadas por sociedades internacionais.

Exemplos práticos são o treinamento de pais, manejo comportamental na escola e intervenções focadas em organização e planejamento.

Uma intervenção específica é o Cog-Fun, criado na Universidade Hebraica de Jerusalém, utiliza sessões estruturadas entre terapeuta, criança e pais para desenvolver estratégias de autorregulação, organização e resolução de problemas no dia a dia.

Estudos mostram que Cog-Fun melhora sintomas relatados pelos pais e a qualidade de vida, especialmente em casa, embora os efeitos na escola sejam menos evidentes.

Outras opções com evidência complementar incluem treinamento cognitivo (como jogos digitais para memória de trabalho), atividade física regular e práticas de mindfulness, que podem ajudar no controle de impulsividade e no bem-estar geral, mas têm efeito limitado nos sintomas centrais do TDAH.

Em resumo, as abordagens mais recomendadas são terapia comportamental e intervenções como o Cog-Fun, sempre adaptadas às necessidades da criança e da família. O envolvimento dos pais e da escola é fundamental para o sucesso do tratamento.

05/12/2025

TDAH não se trata apenas com medicamentos.

Em pré-escolares, as intervenções comportamentais baseadas em evidências são a primeira linha — e fazem diferença real no dia a dia da criança.

🌱 Programas mais estudados:
• New Forest Parenting Programme – desenvolve atenção, autocontrole e vínculo por meio do brincar estruturado.
• Triple P – Positive Parenting Program – reduz comportamentos desafiadores e fortalece habilidades parentais.
• Incredible Years – melhora competências sociais e emocionais com estratégias positivas para pais e professores.
• POET (Parent-Child Interaction Therapy adaptations) – trabalha interação, limites claros e autorregulação em tempo real.

o tratamento começa em casa, com orientação certa, rotina consistente e apoio especializado.

05/12/2025

🧠✨ TDAH não se trata apenas com medicamentos.

Em pré-escolares, as intervenções comportamentais baseadas em evidências são a primeira linha — e fazem diferença real no dia a dia da criança.

🌱 Programas mais estudados:
• New Forest Parenting Programme – desenvolve atenção, autocontrole e vínculo por meio do brincar estruturado.
• Triple P – Positive Parenting Program – reduz comportamentos desafiadores e fortalece habilidades parentais, baseando-se na disciplina positiva.
• Incredible Years – melhora competências sociais e emocionais com estratégias positivas para pais e professores.
• POET (Parent-Child Interaction Therapy adaptations) – trabalha interação, limites claros e autorregulação em tempo real.

O tratamento começa em casa, com orientação certa, rotina consistente e apoio especializado.


📌 Atenção:Nem todo comportamento que parece TDAH é realmente TDAH.Em muitos escolares, privação de sono pode imitar — e ...
04/12/2025

📌 Atenção:
Nem todo comportamento que parece TDAH é realmente TDAH.
Em muitos escolares, privação de sono pode imitar — e até intensificar — sintomas como desatenção, impulsividade, irritabilidade e hiperatividade.

🌙 Crianças que dormem pouco podem:
• Ter dificuldade de foco
• Ficar mais agitadas ou inquietas
• Apresentar queda no rendimento escolar
• Mostrar mudanças no humor

👉 Antes de pensar em TDAH, pense em sono.
Avaliar e melhorar a rotina de sono pode transformar o comportamento e o desempenho da criança.

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