
18/07/2025
Parece trecho de música ou poesia...
Mas o amor pode, sim, ser um abrigo.
No livro 'As cabanas que o amor faz em nós', Ana Suy nos lembra que o amor nem sempre chega em grandes gestos.
Às vezes, ele aparece como uma cabana feita de palavras, silêncio e cuidado.
Amar é sustentar.
É oferecer um lugar onde o outro possa descansar — até mesmo às quintas-feiras 😅
É estar, sem precisar consertar.
Nem todo amor tem final feliz.
Mas alguns constroem cabanas afetivas — lugares onde podemos simplesmente ser.
Sem pressa de melhorar.
Sem cobrança para dar conta de tudo-e-mais-um-pouco.
🎗Na psicoterapia, muitas vezes o que encontramos é isso:
um espaço-cabana onde podemos existir sem filtros.
Um lugar onde o amor se expressa pelo acolhimento, pela escuta, pela presença.
E, às vezes, o que mais cura não é o que se resolve — mas o que se sustenta junto:
Sustenta-se o silêncio desconfortável.
A dúvida que ainda não virou palavra.
A dor que ainda não tem nome.
🌹A história que foi contada mil vezes — e que ainda precisa ser ouvida, com gentileza.
Porque a cura, muitas vezes, não vem da pressa por respostas, mas da chance de alguém caminhar ao nosso lado enquanto as perguntas ainda estão aí, vivas, saltitantes...
💜Já vi a terapia ser cabana, inúmeras vezes.
Feita de escuta, tempo, presença, esperança, e o que parecia desamparo, encontra chão.
"Que possamos reconhecer o valor dos pequenos gestos,
dos silêncios partilhados e das cabanas invisíveis que seguram o mundo quando tudo parece cair."