27/01/2026
Com a entrada de Netuno em Áries, agora, definitivo, até fevereiro de 2039. É bom refletir sobre os muitos recados do céu.
No site que tem mais informações.
OS PLANETAS TRANSPESSOAIS: MUDANÇAS
LENTAS, RADICAIS E IRREVERSÍVEIS
Plutão em Aquário: o poder muda de lugar
Plutão entrou definitivamente em Aquário em 19 de novembro de 2024, após idas e
vindas entre Capricórnio e Aquário nos anos anteriores. Ele permanecerá neste signo por
cerca de 20 anos, até 2043–2044.
A última vez que Plutão esteve em Aquário foi entre 1778 e 1798, período que coincide com
transformações radicais na organização do poder: a Revolução Francesa, a independência
dos Estados Unidos e o colapso de modelos monárquicos tradicionais. Não foram
mudanças instantâneas, mas processos longos, violentos e irreversíveis.
Plutão em Aquário desloca o foco do poder:
● das hierarquias rígidas
● das estruturas centralizadas
para:
● grupos
● coletividades
● tecnologias
● novas formas de organização social
Ao longo dos próximos anos, esse trânsito tende a corroer sistemas de poder que não se
sustentam mais, expondo desigualdades e forçando rearranjos. Governos, instituições e
modelos sociais passam por profunda pressão — não necessariamente colapsando de
imediato, mas sendo lentamente transformados.
Em 2026, Plutão ainda está nos primeiros graus de Aquário. O processo está só
começando.
Netuno em Áries: o fim de uma névoa, o início de outra
Netuno entrará novamente em Áries em 26 de janeiro de 2026, após uma breve passagem
em 2025 e retorno temporário a Peixes. Ele permanecerá em Áries até 2039.
A última vez que Netuno esteve em Áries foi entre 1861 e 1875, período marcado por
guerras, conflitos ideológicos, nacionalismos intensos e disputas em nome de crenças e
ideais. Netuno dissolve, confunde, idealiza. Em Áries, essa dissolução ganha tom
combativo.
Netuno em Áries muda a forma como as pessoas:
● acreditam
● seguem líderes
● se engajam em causas
É um trânsito que favorece tanto novos ideais quanto ilusões perigosas. Discursos
inflamados, líderes carismáticos e promessas de salvação rápida tendem a ganhar força. Ao
mesmo tempo, antigas narrativas espirituais, religiosas ou ideológicas começam a se
desgastar.
Em 2026, Netuno ainda estará muito recente em Áries, atuando de forma difusa. A confusão
precede a definição. O mundo busca novos referenciais — e nem todos são confiáveis.
Urano em Gêmeos: quando a guerra muda a forma de pensar o mundo
Urano ingressa em Gêmeos em 26 de abril de 2026, iniciando um ciclo que se estende até
2033. Esse movimento não é trivial. Urano leva cerca de 84 anos para dar a volta completa
no zodíaco, e a última vez que esteve em Gêmeos foi entre 1941 e 1949 — exatamente no
período mais crítico da Segunda Guerra Mundial.
Em 1941, o mundo estava em guerra total. Foi o ano do ataque a Pearl Harbor, da entrada
definitiva dos Estados Unidos no conflito, da intensificação dos bombardeios aéreos, da
expansão do Holocausto e da consolidação de uma guerra que já não era apenas territorial,
mas ideológica, informacional e psicológica. Gêmeos fala de informação, sim — mas,
naquele momento, informação significava propaganda, estratégia, espionagem e
controle narrativo.
Urano em Gêmeos não descreve apenas avanços tecnológicos; descreve a quebra
violenta dos sistemas de comunicação existentes e o surgimento de novas formas de
pensar, decidir e agir em escala coletiva. Foi nesse período que a guerra passou a ser
travada também no campo da linguagem: discursos, códigos, mensagens cifradas, rádio,
desinformação e manipulação da opinião pública tornaram-se armas centrais.
A bomba não caiu só sobre cidades — caiu sobre a ideia de mundo.
A maneira de pensar o inimigo, o aliado, a nação e a própria humanidade mudou
radicalmente.
Esse é o pano de fundo simbólico de Urano em Gêmeos: a ruptura mental, a fragmentação
das certezas, o colapso de narrativas únicas. Não é um trânsito confortável. Ele acelera
decisões, multiplica versões da verdade e coloca a mente coletiva em estado de alerta
permanente.
Quando Urano retorna a Gêmeos em 2026, obviamente não se trata de repetir a Segunda
Guerra Mundial nos mesmos moldes. Mas os temas estruturais retornam: conflitos
ideológicos, guerras de narrativa, disputas por informação, fragmentação do discurso
público e dificuldade de distinguir fato de propaganda.
Urano em Gêmeos inaugura períodos em que:
● a informação vira campo de batalha
● a velocidade supera a reflexão
● versões concorrentes da realidade convivem em tensão
● decisões são tomadas sob pressão cognitiva
A diferença é que, agora, a escala é global e instantânea.
Em 2026, Urano ainda estará nos primeiros graus de Gêmeos. Isso significa que os efeitos
mais duros não aparecem de uma vez. Eles se instalam gradualmente, quase como um
zumbido constante no fundo do mundo: excesso de dados, ruído permanente, instabilidade
nas alianças, discursos cada vez mais polarizados.
Assim como nos anos 1940, trata-se de um período em que o pensamento humano é
forçado a se reorganizar, muitas vezes sob estresse extremo. O que está em jogo não é
apenas o que se comunica, mas quem controla o sentido do que é comunicado.
Urano em Gêmeos não pergunta se estamos prontos.
Ele muda o jogo — e obriga a todos a aprender enquanto se joga.
O pano de fundo de 2026
Com Plutão em Aquário, Netuno em Áries e Urano ingressando em Gêmeos, a humanidade
entra em um novo ciclo histórico. Não se trata de uma ruptura súbita, mas de um
deslocamento gradual dos eixos que sustentaram o mundo nas últimas décadas.
Mudam os modelos de poder.
Mudam as crenças coletivas.
Muda a forma como a informação circula e é controlada.
2026: UM ANO DE EXPANSÃO, CONFRONTO E REPOSICIONAMENTO Todo começo de ano carrega um paradoxo. De um lado, a virada do calendário civil, as festas, as promessas que fazemos a nós mesmos. De outro, o céu, que não obedece ao relógio humano. A astrologia trabalha com ciclos mais longos, e por is...