03/03/2016
Excelente explicação!
Há muitos anos tenho o costume de encaminhar meus pacientes pós tratamento para uma atividade supervisionada/orientada, pois acredito que a falta de "se mexer" é sem duvida uma das grandes causas, senão a maior causa de dores cronicas do aparelho locomotor, sobretudo da coluna vertebral.
Muitos me pedem uma recomendação, digo que não existe atividade ruim, ruim é não realizar atividade alguma, mas ainda sim algumas suprem mais que outras necessidades de cada caso.
Para muitos recomendo o pilates, e infelizmente tenho ouvido cada vez mais a resposta que ja fez pilates e não adiantou nada.
Tentando entender um pouco vejo que a maior causa de abandono ou de insatisfação do pilates ou de outra atividade é que ela nã atende as expectativas do paciente/cliente, e na maioria das vezes por não haver uma avaliação e critérios para prescrição das atividades.
É muito comum vermos os pacientes fazendo todos os mesmos exercícios, sem levar em consideração que cada um possui uma lesão/disfunção diferente, níveis de condicionamento diferentes e por aí vai. Vemos o mesmo exercício realizado por um paciente com artrose nos joelhos com 80 anos ser prescrito a um atleta e vice versa, enfim, não existe muitas vezes por parte do profissional um critério para prescrição, que deveria ser baseado em cima do que o paciente precisa, no caso qual a disfunção.
Sempre que escuto de um paciente que já fez determinada atividade e não obteve resposta costumo dizer que o método é muito bom, mas muitas vezes mal utilizado.
Devemos também sempre pedir um feedback do paciente em cima do que ele notado de melhora ou não das nossas intervenções.
É uma reflexão sobre como alguns métodos podem ser "queimados" por simplesmente serem prescritos sem o menos critério.