05/03/2026
A nossa colaboradora, Filipa Miranda, vai ao Planeta Mulher mostrar um pouco daquilo que é a sua dedicação diária.
Obrigado Filipa, por colaborares com o CCTC, neste trabalho formativo e educativos das nossas crianças e jovens. Somos reconhecidos pelo teu empenho e dedicação.
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Filipa Miranda é natural da ilha Terceira e sempre teve o ímpeto de ajudar o outro. Ao chegar ao 12º e perceber que poderia haver uma profissão que fazia da ajudar ao próximo a sua missão, percebeu que psicologia era o seu caminho. Assim, durante a licenciatura fez voluntariado no Hospital da Universidade de Coimbra e na AMI- AMI | Assistência Médica Internacional, delegação Centro - Coimbra. Já na fase do mestrado, juntou-se ao Projeto Rabo de Peixe Sabe Sonhar, e foi uma das monitoras de um campo de férias para crianças em Rabo de Peixe. Ao terminar a sua formação, especializou-se em clínica e saúde, porém nunca parou de reciclar conhecimentos tendo frequentado cinco pós-graduações, vários cursos de formação em áreas específicas da psicologia e muitos congressos e colóquios com o intuito de melhorar a intervenção que faz com crianças e adultos.
Desde muito jovem, e após a sua própria perda significativa aos 22 anos, a sua vocação se focou no apoio a quem enfrenta o luto, tendo escolhido esse tema para a sua tese de mestrado e tendo frequentado dois cursos de intervenção no Luto.
Em 2013, fundou o Renascer – Grupo de Apoio ao Luto, o primeiro na região autónoma dos Açores, com o objetivo de apoiar pessoas em luto, independentemente da natureza da perda. Neste sentido tem trilhado um caminho, com diversas aparições no jornal e estações televisivas locais, para desmistificar o tabu que é em falar de luto. Este percurso tem produzido resultados cada vez mais expressivos, evidenciados pelos convites que lhe têm sido dirigidos para intervir em encontros dedicados à área do luto.
Em 2021, Filipa deu um passo importante na sua carreira ao iniciar a sua atividade como trabalhadora independente, expandindo a sua atuação para projetos enriquecedores, como a colaboração com o Centro Comunitário da Terra-Chã, onde desenvolveu dinâmicas para crianças e jovens.
Neste mesmo ano, iniciou o seu percurso como formadora em várias entidades da ilha, promovendo a importância do desenvolvimento pessoal no ambiente laboral e salientando a importância de uma resolução de conflitos adequada para um ambiente de trabalho saudável.
O seu compromisso com a saúde mental e o apoio ao luto também se reflete na sua participação no Podflipar, um podcast dedicado à informação e formação sobre saúde mental de forma empática e divertida.
Em 2025, a Filipa organizou o primeiro encontro do Grupo de Apoio ao Luto, aberto ao público, consolidando ainda mais o seu trabalho e dedicação.
Em 2026, passou a integrar os Órgãos Sociais do Banco Alimentar contra a Fome, uma contribuição importante para a sua comunidade e para causas sociais.
Com um percurso notável, Filipa Miranda é um exemplo de dedicação, sensibilidade, empatia e compromisso com o bem-estar emocional de quem mais precisa.