26/01/2026
Escrevo a partir de um lugar de perda, mas também de amor 🤍
Amar um animal é aceitar um vínculo que nasce antes das palavras.
É um afeto que não pede explicações, que se instala no inconsciente como um reconhecimento antigo — como se algo em nós já soubesse amar assim.
O olhar de um cão atravessa defesas, dissolve máscaras, toca naquele lugar primitivo onde o amor não é condicionado pela duração, mas pela intensidade da presença.
Na psicanálise, fala-se do amor como projeção, como espelho, como reencontro com partes nossas que procuram acolhimento. Talvez por isso os animais nos amem de forma tão inteira: porque nos devolvem aquilo que oferecemos sem cálculo. Com eles, o afeto não é negociado, é vivido. O tempo deixa de ser medida; um instante pode conter uma eternidade emocional.
Quando um animal parte, não leva apenas o corpo que conhecemos. Leva um pedaço do nosso mundo interno — aquele onde aprendemos, mesmo que brevemente, a amar sem medo, sem linguagem, sem garantias. E é aí que a dor se transforma em prova de amor: não pela ausência em si, mas pela marca profunda que ficou inscrita em nós.
Porque alguns amores não precisam de longa história para serem verdadeiros. Precisam apenas de terem sido sentidos ❤️Yuki