Eva Nogueira - Psicologia

Eva Nogueira - Psicologia | Psicóloga Clínica
| Especializada em Terapia Familiar e de Casal
| Agendamento de teleconsulta e

Porque dói quando fui eu que tomei a decisão?💛“Mas fui eu que escolhi.”E, ainda assim, dói. Nem todo o luto nasce de uma...
15/01/2026

Porque dói quando fui eu que tomei a decisão?💛

“Mas fui eu que escolhi.”
E, ainda assim, dói. Nem todo o luto nasce de uma perda imposta. Há lutos que surgem quando deixamos algo para trás por decisão nossa -
uma relação, um trabalho, uma versão de nós, um sonho que já não cabia.

Escolher não anula a perda. Podemos saber que foi a decisão certa e, ao mesmo tempo, sentir tristeza, saudade ou vazio.
Porque o luto não é apenas sobre o que perdemos, é também sobre o que não chegou a ser, sobre os futuros possíveis que tivemos de abandonar.

Há dor mesmo quando há alívio.✨
Há saudade mesmo quando há liberdade.
E isso não é contradição — é complexidade emocional.

O que estás a chorar não é o erro, é o vínculo. É a história. É a parte de ti que viveu ali. Lembra-te disso. 💛

Há abandonos que não fazem barulho. Não envolvem despedidas nem portas a fechar. Acontecem devagar, no dia-a-dia, quase ...
12/01/2026

Há abandonos que não fazem barulho. Não envolvem despedidas nem portas a fechar. Acontecem devagar, no dia-a-dia, quase sem darmos conta.

Este abandono raramente é uma escolha consciente. Muitas vezes é uma estratégia antiga de sobrevivência: calar para não incomodar, adaptar-se para não perder, endurecer para não sentir.

Mas o custo é alto, porque, pouco a pouco, vamos perdendo o contacto connosco.

O caminho de volta não é radical. Começa com pequenos gestos de presença: ouvir, cuidar, falar com mais gentileza.

Se quiseres, partilha de que forma te tens abandonado. ✨

A terapia não é para quem falhou. É para quem quer compreender.✨A terapia não é apenas para quando “já não dá mais”.Muit...
09/01/2026

A terapia não é para quem falhou. É para quem quer compreender.✨

A terapia não é apenas para quando “já não dá mais”.

Muitas pessoas chegam à consulta num lugar menos visível: confusas, cansadas, repetindo padrões que já reconhecem mas não conseguem alterar sozinhas.

Procurar terapia não significa fraqueza, nem falta de autonomia. Significa reconhecer que algumas histórias precisam de ser pensadas em relação.✨

Na terapia, não se trata de corrigir quem és, mas de compreender como te tornaste quem és.

É um espaço onde as emoções não precisam ser justificadas, onde os silêncios também contam, e onde o tempo interno é respeitado.

Para algumas pessoas, a terapia começa com uma crise. Para outras, começa com uma pergunta. Ambas são razões suficientes.

Se sentires que este pode ser um bom momento para iniciar o teu processo de psicoterapia, estamos disponíveis para consulta.

Marcações através do link na bio.🔝

Também carregas a culpa de sentir que não estás a fazer o suficiente?Vivemos num mundo que mede valor em checklists.“Qua...
07/01/2026

Também carregas a culpa de sentir que não estás a fazer o suficiente?

Vivemos num mundo que mede valor em checklists.
“Quanto mais fazes, mais produtiva és.”
“Quanto mais consegues acumular, mais competente pareces.”

Esta equação é sedutora… mas profundamente enganadora.

A produtividade tornou-se uma métrica emocional: já não avalia só o que fazemos, avalia quem somos. E é aí que dói.

Porque ninguém consegue ser uma máquina. Porque o corpo não funciona em modo ilimitado. Porque a mente não acompanha um ritmo que nunca abranda.

E, ainda assim, tantas pessoas carregam a culpa de não estar “a fazer o suficiente”.

O que não nos dizem é que fazer mais não significa viver melhor.
Que produtividade, quando usada como régua de valor, torna-se um mecanismo silencioso de autocritica.

Psicologicamente, esta lógica cria exaustão, ansiedade, medo de parar - como se descansar fosse falhar.

Mas o descanso não é o oposto da produtividade. mas sim o que a torna possível sem que nos percamos no processo.

Talvez a questão não seja “Como posso fazer mais?”
Mas sim: O que é que realmente vale o meu tempo, a minha energia e a minha presença?

E aí, curiosamente, a produtividade volta a ganhar sentido: não como corrida… mas como uma escolha.

Encerrar o ano é recolher as histórias que vivemos sem tentar forçá-las a serem outra coisa. O futuro começa num desejo ...
30/12/2025

Encerrar o ano é recolher as histórias que vivemos sem tentar forçá-las a serem outra coisa. O futuro começa num desejo suave, numa inclinação íntima que só tu sentes.

Um convite para refletir :herb:
O que queres levar contigo - não para resolver, mas para cuidar?


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Quando te reconheces, finalmente voltas a casa.Ao longo da vida - e especialmente nas reuniões familiares, diria eu - ap...
26/12/2025

Quando te reconheces, finalmente voltas a casa.

Ao longo da vida - e especialmente nas reuniões familiares, diria eu - aprendemos a ocupar lugares: o responsável, a conciliadora, o forte, a que não dá trabalho. Com o tempo, esses papéis podem tornar-se tão automáticos que esquecemos quem somos para além deles.

Voltar a casa não é voltar à família perfeita, nem a um lugar sem conflitos. É reconhecer a própria essência por baixo das funções, das expectativas e das adaptações que fizemos para (tentar) pertencer.

Quando nos permitimos ser inteiros - com limites, ambivalências e desejos próprios - o corpo percebe. E algo em nós repousa.

Por isso, pergunta-te: quem és tu para além dos papéis familiares que aprendeste a desempenhar?

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Quantas vezes confundimos esforço com esperança?Há relações, dinâmicas e contextos em que aprendemos - explicitamente ou...
15/12/2025

Quantas vezes confundimos esforço com esperança?

Há relações, dinâmicas e contextos em que aprendemos - explicitamente ou não - que o amor se conquista, que a proximidade se ganha, que a validação depende do nosso desempenho. E então tentamos. Adaptamo-nos. Diminuímo-nos. Alongamo-nos.

A insistência torna-se um reflexo antigo: “se eu me esforçar só mais um pouco… talvez desta vez resulte”.

Mas a verdade é que o acolhimento não se força.

Nas relações onde não há espaço para nós, o esforço tende a transformar-se em desgaste, e o desgaste, em culpa. Como se o problema fosse falta de empenho quando, na realidade, muitas vezes é falta de reciprocidade.

Olhar para isto com honestidade pode doer, mas também liberta:
o nosso valor não se mede pela capacidade de suportar ausências, nem pelo tempo que esperamos por gestos que nunca chegam.

Em terapia, tantas vezes este reconhecimento é o início de algo novo: perceber que insistir não é o mesmo que ser leal, que ser acolhida não deveria depender de performance emocional, e que merecemos relações onde não precisamos de ser uma versão estendida de nós mesmos para caber.

Às vezes, o que não se encaixou nunca foi falta tua - foi falta de espaço do outro.





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Quando o obstáculo somos nós…Muitas pessoas procuram terapia não porque lhes falte segurança ou liberdade, mas porque tr...
13/12/2025

Quando o obstáculo somos nós…

Muitas pessoas procuram terapia não porque lhes falte segurança ou liberdade, mas porque tropeçam sempre no mesmo lugar: entre o que querem e o que não conseguem alcançar.

Intuem - com alguma dor - que certos obstáculos são criados por elas próprias. Certas inibições, medos silenciosos, lealdades antigas. É como se dentro delas existisse um “travão” que não compreendem totalmente porque existe.

Freud dizia que o objetivo da terapia era remover as barreiras ao amor e ao trabalho. E continua a ser verdade para tantas pessoas: desbloquear o que impede o vínculo, a entrega, a criatividade, o movimento.

Mas, hoje, percebemos que há também quem venha à terapia para aprender algo tão simples e tão profundo como isto:
A capacidade de estar consigo, de descansar, de divertir-se, de habitar a própria solidão sem se perder.

Porque crescer não é apenas resolver conflitos - é ampliar a vida. Expandir o espaço interno onde o amor, o trabalho, o silêncio e o prazer deixam, finalmente, de ser territórios proibidos.

Quando o obstáculo somos nós…Muitas pessoas procuram terapia não porque lhes falte segurança ou liberdade, mas porque tr...
12/12/2025

Quando o obstáculo somos nós…

Muitas pessoas procuram terapia não porque lhes falte segurança ou liberdade, mas porque tropeçam sempre no mesmo lugar: entre o que querem e o que não conseguem alcançar.

Intuem - com alguma dor - que certos obstáculos são criados por elas próprias. Certas inibições, medos silenciosos, lealdades antigas. É como se dentro delas existisse um “travão” que não compreendem totalmente porque existe.

Freud dizia que o objetivo da terapia era remover as barreiras ao amor e ao trabalho. E continua a ser verdade para tantas pessoas: desbloquear o que impede o vínculo, a entrega, a criatividade, o movimento.

Mas, hoje, percebemos que há também quem venha à terapia para aprender algo tão simples e tão profundo como isto:
a capacidade de estar consigo, de descansar, de divertir-se, de habitar a própria solidão sem se perder.

Porque crescer não é apenas resolver conflitos - é ampliar a vida. Expandir o espaço interno onde o amor, o trabalho, o silêncio e o prazer deixam, finalmente, de ser territórios proibidos.

Endereço

Rua Da Igreja 165, São João Da Madeira
Aveiro
3700-137

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