02/02/2025
Neste sábado, 1 de Fevereiro, participámos no IV Encontro de Psicanálise de Coimbra.
Foi um dia rico, de reflexão, encontro e partilha com os colegas em que pensámos a vitalidade, a desvitalização, o passado, presente e futuro da Psicanálise, seja no consultório, com os nossos pacientes, seja na dimensão epistemológica da Psicanálise, na sua ligação com o ensino e na transmissão deste conhecimento do qual somos herdeiros e fiéis depositários.
"...o objeto psicanalítico não se encontra naquilo que está explicito. O que subjaz ao conceito de inconsciente são os fenômenos relativos ao que é intolerável, excessivo e, consequentemente, traumático para o sujeito. A psicanálise ocupa-se daquilo que, a todo tempo, é preciso ser mantido fora da consciência, "não pensado", por motivo de dor e angústia, e que portanto, por inúmeras vezes, é inapreensível de maneira direta. Por isso mesmo, a natureza desse objeto demanda dos profissionais que dele se ocupam um caminho próprio e pessoal de reconhecimento desses fenômenos em si.
Leite RL, Diniz JB. Exigências éticas da clínica ao debate público entre psicanálise e ciência: Sobre alguns resultados de uma pesquisa em zona de interface. Revista Brasileira de Psicanálise. 2024;58:85-100. (Retirado da apresentação de Ivone Castro Vale, neste encontro)