27/04/2026
Michael Jackson cresceu com um pai que o fazia chorar de medo. Que o insultava. Que condicionou a forma como ele se via ao espelho… e por dentro. E ainda assim, algures entre o trauma e o palco, ele pegava numa caneta e escrevia para si próprio:
“I’m Beautiful. I’m Gorgeous. I’m a new person now.”
Não era vaidade. Era sobrevivência. E era, sem ele saber nomear assim, neurociência.
O que acontece quando repetimos uma afirmação com intenção? O cérebro não distingue facilmente o que é real do que é repetido com emoção. Quando uma crença negativa foi instalada na infância (“não és suficiente”, “não prestas”, “és feio”) ela torna-se o filtro pelo qual vês tudo.
As afirmações não são pensamento positivo vazio. São uma forma de criar novas vias neurais. De interromper o padrão. De dizer ao sistema nervoso: “esta não é a única verdade disponível”. Não apagam o passado. Mas começam a construir um presente diferente.
Se o Michael conseguiu erguer-se daquilo, com todas as cicatrizes que ficaram, imagina o que podes fazer tu com as tuas.
✍🏼 Qual é a afirmação que o teu eu mais novo precisava de ter ouvido?