17/10/2024
Quando deixamos para amanhã, ou mais tarde, o que podíamos fazer hoje, ou agora, muitas vezes falamos de procrastinação.
Nessas alturas, adiamos tarefas ou decisões, geralmente optando por atividades mais prazerosas ou menos desafiadoras. Embora todos procrastinemos de vez em quando, quando isso se torna um hábito, pode ter consequências negativas significativas.
Podemos questionar-nos, então, porque nos permitimos procrastinar?
Uma possibilidade para entender este fenómeno é olhar para a procrastinação como uma forma de lidar com emoções negativas, como ansiedade ou medo de fracasso. Encontrar distrações ajuda-nos a evitar o desconforto associado à tarefa que estamos a adiar. O problema com isto é que o ato de procrastinar frequentemente gera também emoções negativas por si mesmo. Desenvolvemos sentimentos de culpa, stress e ansiedade, especialmente quando as tarefas adiadas se acumulam e se tornam mais e mais urgentes. Quando procrastinamos, podemos sentir que estamos a falhar expectativas, sejam elas nossas ou de outras pessoas. Esse julgamento interno pode ser uma forma de autocrítica baseada em padrões que acreditamos que devemos seguir. Isto não afeta só a nossa produtividade, mas degrada também o nosso bem-estar geral.
Será que procrastinar pode ter alguma utilidade real?
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