01/04/2026
40 anos: tanta gente, tanta história (2)
Da recolha do leite à visita ao Regadio da Cova da Beira
Desde a sua formação, os objetivos da ARPAZ foram mais amplos do que a ação social. Precisava-se de uma associação para variados fins, entre os quais o apoio à lavoura (que ainda se fazia), a defesa do ambiente, a formação profissional, a cultura, a exigência de estruturas, entre elas uma estrada que nos ligasse à zona do Pinhal.
O nome, aliás, vem desse ideário e quem o inventou foi o engº Elvino Duarte com pouco entusiasmo inicial dos restantes fundadores.
1986, a Arpaz mal tinha nascido (escritura em 21 Junho desse ano) e, para além de uma campanha, infrutífera, diga-se, para manter a recolha do leite (havia vários agricultores com vacas leiteiras), organizou uma visita à zona do regadio da Cova da Beira. Alguns viram pela primeira vez as barragens da Capinha, da Meimoa e do Sabugal e culturas de tabaco e de mirtilos. O cicerone foi o eng. José Lopes Courinha, chefe da Zona Agrária da Cova da Beira, homem simples, especialista como poucos em hidráulica, e companheiro de excelência. O almoço, tardio, foi no Soito, oferecido no Lar de Idosos do Padre Miguel. Era presidente da Câmara do Sabugal o meu amigo para a vida, Joaquim Portas, que de tudo se encarregou.
As imagens são elucidativas de como o Barco, a nossa terra, envelheceu e está a finar-se aos poucos. Passaram quarenta anos e da maioria dos que foram à visita só temos memória...
(fotos Arquivo Documental Centro de Interpretação da Argemela)