09/12/2025
Há algo que quase ninguém pensa:
a forma como sentes, como reages, como comunicas e até como te relacionas…
é profundamente influenciada pelo tempo e pela geração em que cresceste.
Cada geração traz marcas emocionais próprias — crenças, medos, formas de amar e formas de sobreviver.
E, muitas vezes, carregamos tudo isto sem nos apercebermos.
Vamos por partes:
Geração Silenciosa (1928–1945)
Cresceram entre guerras, perdas e escassez. Desenvolveram disciplina, contenção e foco no essencial.
Para muitos, sentir era um luxo — sobreviver era a prioridade.
Baby Boomers (1946–1964)
A geração do trabalho árduo e da reconstrução.
Valorizam estabilidade, responsabilidade e esforço contínuo.
Carregam um sentido de dever muito marcado.
Geração X (1965–1980)
Aprenderam cedo a ser independentes.
Cresceram num mundo em mudança, com menos apoio emocional direto.
São resilientes, autosuficientes e tendem a guardar o que sentem.
Millennials – Geração Y (1981–1996)
A geração que trouxe a conversa sobre saúde mental, equilíbrio e propósito.
Sentem intensamente, refletem muito e procuram autenticidade — muitas vezes depois de anos de exigência interna.
Geração Z (1997–2012)
Nativos digitais, intuitivos e emocionalmente atentos.
Valorizam verdade, expressão individual e coerência emocional.
Sabem identificar rapidamente quando algo não está alinhado.
Geração Alpha (2013–2025)
Crescem entre tecnologia e estímulos constantes.
Têm enorme sensibilidade, curiosidade e rapidez cognitiva.
Precisam de presença, limites e ancoragem emocional.
Cada uma destas gerações carrega histórias, contextos e aprendizagens que se refletem em nós.
Compreender a tua geração não te limita — ajuda-te a perceber padrões, forças, pesos e aquilo que ainda podes transformar.
E tu?
Sentes que a geração onde nasceste moldou a tua forma de sentir?
Conta-me nos comentários.
Ou partilha com alguém que se vai identificar imediatamente.
Céu Parreira – Terapeuta Transpessoal