Irmânia - Porto
- Página Inicial
- Portugal
- Boavista
- Irmânia - Porto
Recriar a visão de Agostinho da Silva para Portugal, a Comunidade Lusófona e o Mundo: um novo estado de consciência e uma nova Era de fraternidade cósmica.
Endereço
Boavista
Website
Notificações
Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Irmânia - Porto publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.
Entre Em Contato Com A Prática
Envie uma mensagem para Irmânia - Porto:
Atalhos
Irmânia - Apresentação
No actual momento crítico, em que vivemos o colapso de todo um modelo de civilização baseado na desconexão entre os seres humanos, a natureza e a Vida, Irmânia visa continuar e recriar a essência da visão e do projecto do Professor Agostinho da Silva para Portugal, a Comunidade Lusófona e o Mundo: o surgimento de um novo estado de consciência e de uma nova Era de fraternidade social e cósmica, entre os humanos e todas as formas de vida, onde as nossas vidas ganhem pleno sentido e se acompanhem de um sentimento de realização e florescimento plenos. Agostinho da Silva visionou isto mediante a recriação, nas condições do mundo contemporâneo, das Irmandades e do Culto Popular do Espírito Santo, surgido em Portugal na Idade Média em termos laicos e independente da instituição eclesiástica, nos seus três aspectos centrais, que via como simbólicos e proféticos de um Mundo Novo – 1. uma Libertação de presos; 2. a Coroação de uma criança como Imperador ou Imperatriz do Espírito Santo; 3. O Banquete ou Bodo comunitário e gratuito, em que todos eram irmãos-servidores. Irmânia considera os vários níveis de leitura que Agostinho da Silva propôs para este fenómeno específico da cultura portuguesa e lusófona, mas funda-se naquele que considerou o essencial: o espiritual, ou seja, o despertar e a transformação profunda da consciência. Este será o centro da constituição de novas Irmandades, que serão as células embrionárias do Mundo Novo a que chamamos Irmânia e a que Agostinho da Silva, de acordo com o imaginário profético e mítico-simbólico presente em Luís de Camões, Padre António Vieira e Fernando Pessoa, também chamou Quinto Império ou Império do Espírito Santo: uma nova comunidade fundada no reconhecimento do que há de essencial e convergente nas várias tradições culturais, sapienciais e espirituais da humanidade, um Império do único poder autêntico, o da sabedoria e do amor. Uma das novidades de Irmânia é propor que as novas Irmandades se fundem na prática do que f**a implícito nos textos e na mensagem de Agostinho da Silva: a experiência directa do que, na linguagem cristã tradicional, se chamou Espírito Santo e que o sábio e visionário português assumiu como a presença em todos nós e em tudo quanto vive e existe do Infinito ou “nada que é tudo” transcendente e imanente às suas manifestações particulares nas várias tradições espirituais e religiosas da humanidade. Recordando que “Espírito” traduz o latino “Spiritus” e que este traduz o grego “Pneuma”, que signif**a “Sopro”, a experiência do Espírito Santo é, muito concreta e simplesmente, a experiência do Sopro divino ou sagrado que circula a cada instante em nós, em todas as formas de vida e no inteiro cosmos. A meditação do Sopro, ou seja, o trazer a consciência para a respiração, nos seus três níveis, pulmonar e física, energética e espiritual, deixando que o Sopro ou Espírito Santo nos impregne, cure e regenere, é o alimento da nova Vida comunitária que florescerá nas novas Irmandades. Esta prática espiritual, aberta a todos os que a queiram experimentar, sejam ateus, agnósticos ou crentes de qualquer religião, terá três níveis, correspondentes à dimensão interior dos três aspectos centrais do Culto Popular do Espírito Santo, segundo Agostinho da Silva: 1 - mediante a atenção à respiração pulmonar libertamo-nos da prisão dos pensamentos, preocupações e emoções disfuncionais que obscurecem o reconhecimento da consciência divina, pura ou desperta que somos; 2 – mediante a passagem da respiração pulmonar à respiração energética e a impregnação de todas as dimensões do nosso ser pelo Sopro divino experienciamos a unção e coroação como Imperatrizes ou Imperadores do Espírito Santo; 3 – mediante a circulação através de nós do mesmo Sopro divino e a expansão e irradiação amorosa da consciência e da energia para o bem de todos os seres em todo o cosmos viveremos a experiência do Banquete ou Bodo comunitário. Esta prática é só por si uma forma de acção no mundo e cria as condições internas para uma vida mais consciente, ética e solidária. A mensagem e proposta é que todos aqueles que se reconheçam nestes princípios ou queiram fazer esta experiência, se organizem em Irmandades locais (com o mínimo de três pessoas) informais que tenham encontros periódicos (idealmente semanais) abertos a todos e onde se pratiquem estes exercícios de reconexão profunda consigo, com os outros seres e com o mundo por via da abertura à circulação do Sopro sagrado que a todos vivif**a. Propõe-se que os encontros comecem e terminem pela prática de 15 minutos dos exercícios descritos (e que serão oportunamente melhor explicados) e que o restante tempo disponível seja ocupado com a leitura, reflexão e comentário de textos de Agostinho da Silva ou de outros autores e sábios da humanidade que possam inspirar uma vida com mais sentido e sentimento de florescimento e realização plena. Os encontros poderão integrar também caminhadas ao ar livre e uma refeição comunitária, com alimentos trazidos por todos, veganos ou vegetarianos, por consideração pela saúde humana, pelo direito dos animais à vida e pelo bem do planeta. Nas Irmandades do Sopro Sagrado ou Espírito Santo não haverá líderes: todos serão irmãos-servidores uns dos outros, de todos os seres e de todo o cosmos. As práticas serão orientadas sempre que possível por todos, rotativamente. Por princípio, salvo quando não for de todo possível, as práticas serão abertas e gratuitas, aceitando-se donativos, que cada Irmandade usará para suprir as despesas necessárias. O remanescente deverá ser reinvestido na continuação e divulgação das actividades e em doações para actividades beneméritas humanitárias, de protecção animal ou ambiental. As Irmandades devem abster-se de usar a espiritualidade para fins comerciais ou de promoção pessoal ou grupal, pois fazê-lo obstrui a circulação e a inspiração do Sopro Sagrado e gera todas as disfunções de que os humanos e o mundo padecem. A par destas práticas e actividades, mais centradas na mensagem e projecto de Agostinho da Silva, Irmânia promoverá todos os aspectos e autores da cultura portuguesa e lusófona que apontem para uma sabedoria universal, podendo ainda apoiar todos os projectos e iniciativas com os quais sentir afinidades. Irmânia visa formar consciências e contribuir para o florescimento das melhores possibilidades do ser humano, a partir da cultura portuguesa e lusófona.
Irmandade de Lisboa – Penha de França 21.08.2019