Bruno Teixeira

Bruno Teixeira Psiquiatra

Está aberto, até 19 de Setembro, o período de candidaturas à 2ª fase da 7ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de ...
08/09/2024

Está aberto, até 19 de Setembro, o período de candidaturas à 2ª fase da 7ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de Saúde”.
O percurso de 7 anos feito até aqui prova que, na Saúde, a Atenção Plena importa.
Isaura Tavares Dr João Perestrelo Nuno Rodrigues Silva

20/07/2024

A Mind House foi desenhada para si, desde o princípio quando ainda era apenas um esboço no pensamento. Ao longo dos anos, e fruto das nossas vivências pessoais e aprendizagens, quisemos criar algo ousado, pensando no que ainda faltava fazer no campo da saúde mental.
Dentro destas paredes, acolhemos a dificuldade e o sofrimento, mas também a beleza de resgatar um propósito e potenciar o desenvolvimento pessoal de quem nos procura.
Num mundo cada vez mais frenético e sobrelotado de metas, aqui privilegiamos o tempo, o cuidado com o outro, a promoção da saúde mental e a prevenção da doença.
Estamos prontos para recebê-lo nesta casa, nas nossas consultas de especialidade, nos grupos terapêuticos, nos programas de Mindfulness, nos workshops e formações, presencialmente ou à distância. Onde quer que esteja vamos até si e estaremos consigo com a convicção de que, aqui, a ciência andará sempre de mãos dadas com o seu processo terapêutico de crescimento, integração e mudança.
Mind House, a nova casa para a sua mente.

19/02/2024

Partilho a nova página de Facebook do João Perestrelo, que, após uma hecatombe digital, ficou sem o seu antigo perfil profissional.
Não será necessário alongar-me em descrições para descrever a sua qualidade enquanto profissional e ser humano.
Recomendo vivamente que acompanhem o seu empenhado trabalho.

Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta. Consultas no Porto e Funchal

O PAI-NATAL EXISTEHá uns anos atrás, por esta altura, era o meu sobrinho um duende com graça, resolvi assumir as obrigaç...
23/12/2023

O PAI-NATAL EXISTE

Há uns anos atrás, por esta altura, era o meu sobrinho um duende com graça, resolvi assumir as obrigações de tio - e padrinho - e vestir-me de Pai-Natal. Foi uma experiência curiosa a de ter uma barriga redonda e barbas brancas que em nada me favorecem - como todos sabem, os raríssimos pêlos brancos que me crescem na barba são, para todos os efeitos, loiros!
Assim foi: um pouco antes da meia-noite, fardei-me a preceito e fingi entrar em casa, já que o fogão de sala da casa dos meus pais estava ocupado com revistas dos anos 80 e não teria espaço para a minha barriga improvisada. Deixei os presentes junto da árvore, como manda a tradição, mas, inexperiente no novo papel, cometi o erro de falar com a criança, que era, afinal, mais perspicaz do que a fazia. O tom roufenho mal disfarçado e um simples arrebanhar das barbas artificiais com a sua mãozinha pronta denunciou-me. Disse-me: “Tu és o tio!” Tentei compor, perguntando-lhe quem era o tio, mas não caiu na conversa. Quando regressei à sala, já vestido na minha elegância (!), fiz questão de me mostrar muito decepcionado por não ter visto o Pai-Natal, mas o Diogo nunca se deixou enganar e, daí em diante, apesar de eu nunca ter desmontado a história, afirmou que o Pai-Natal era o tio. Eu, interiormente, morri de desilusão por não ter cumprido o meu papel decentemente e ter danificado a fantasia de Natal do Diogo.
Mas, por que vos conto isto? Primeiro, porque adoro histórias (e estórias), e depois porque hoje, vários anos depois desse episódio, estou certo que o Pai-Natal existe e só precisa de ser procurado com atenção. A figura do velho bonacheirão vestido de vermelho é a personificação perfeita da bondade e do amor que devemos utilizar como combustível dos nossos dias. Nesta altura em particular, inflamar estas qualidades permite-nos encher o seu reservatório dando-nos alimento para o resto do ano e permitindo-nos resistir aos dias mais sombrios.
O Pai-Natal chega na transição dos dias, está disponível para todos e só precisa que acreditem nele. Assim é o amor.
Feliz Natal!

Hoje, no Porto, estiveram 29ºC. Sou um acérrimo defensor do Verão e das suas inúmeras maravilhas e, por mim, seria Verão...
08/10/2023

Hoje, no Porto, estiveram 29ºC. Sou um acérrimo defensor do Verão e das suas inúmeras maravilhas e, por mim, seria Verão o ano inteiro, mas estamos em pleno Outubro, já se respira o Natal e o ar está quente como se as férias grandes dos miúdos estivessem à porta.
Preocupa-me muito o rumo do nosso Planeta. Por muito que o queiram negar, o aquecimento global é uma realidade - respira-se, palpa-se, sente-se na pele - e está a ter um impacto devastador no nosso Planeta.
À medida que as temperaturas médias aumentam devido às emissões de gases com efeito de estufa, as calotas polares derretem e o nível do mar aumenta. Fenómenos climáticos extremos eclodem: furacões, incêndios, tempestades. As reservas de água potável diminuem, variadíssimas espécies animais e vegetais extinguem-se, os ecossistemas fragilizam-se.
A Terra é a nossa casa, talvez um oásis único no vasto cosmos. Hoje mesmo li que o livro “Um Ponto Azul-Claro”, de Carl Sagan, vai ser reeditado em português. Trata-se de um livro publicado em 1994, que teve como mote uma famosa fotografia tirada há 33 anos que mudou a perspectiva que tínhamos da Terra. A perto de 6 mil milhões de Km de distância, tudo o que somos, construímos, sentimos e amamos, cabia num pixel. Um pálido ponto azul perdido no Cosmos captado pela sonda espacial Voyager 1.
Os resultados do aquecimento global são visíveis todos os dias e é determinante que tenhamos em mente que se não fizermos a nossa parte iremos comprometer a vivência das próximas gerações, algo que na verdade não está no nosso direito.
O aquecimento global é um lembrete doloroso de que precisamos ser guardiões responsáveis deste tesouro precioso. Devemos agir com urgência, reduzindo as emissões de carbono e adoptando práticas sustentáveis para preservar a beleza e a sustentabilidade do nosso Planeta. É um dever moral que todos temos para com o nosso lar cósmico.

Somos perfeitos na nossa imperfeição.
23/07/2023

Somos perfeitos na nossa imperfeição.

Esta é uma partilha muito pessoal.
Ontem, durante uma consulta, vi-me uma vez mais confrontado com um sofrimento que também é meu. Para os terapeutas que leem isto, acredito que seja imediata a memória de algo semelhante.
Era ainda um jovem estudante de medicina quando, pela primeira vez, senti a força avassaladora de um ataque de pânico, durante uma aula. A partir daí, não pararam. Deixei de saber estar sozinho, o afastamento de casa era perigoso e entrar num avião, ou num comboio, eram os pensamentos mais torturantes que podia conceber na minha mente assustada.
Rejeitei qualquer tratamento na altura (e mais tarde também). Como poderia um psiquiatra ter uma perturbação mental? Seria a confirmação da fraude que acreditava ser, no meu âmago.
Ontem, questionavam-me "como posso eu sofrer desta forma e ajudar alguém com o mesmo problema?"
Isto levou-me a percorrer a minha vida nos últimos anos. Tive de aceitar, por fim, que a minha humanidade é partilhada por muitos e que, também eu, necessitava de ajuda e de tratamento. Que sou tão comum como qualquer outro ser humano, e que tornar-me terapeuta não fez de mim menos humano ou um semi-deus absolvido de qualquer tormenta. O sofrimento tornou-me consciente, mais compassivo, mais vulnerável. Abriu-me de formas que eu rejeitava, que eu não queria, mas ao fazê-lo, escancarou-me a alma para a imensidão de ser humano.
Tenho de me recordar, todos os dias, que não é minha tarefa terminar com o sofrimento alheio, mas acompanhá-lo até às profundezas e ajudar a conferir-lhe um sentido.
Dor sem sentido é doença. Dar-lhe um propósito é torná-la fortaleza.

Está aberto até 17 de Julho o período de candidaturas à 1ª fase da 6ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de Saúde...
08/07/2023

Está aberto até 17 de Julho o período de candidaturas à 1ª fase da 6ª edição do curso “Mindfulness em Contextos de Saúde”.
O percurso de 6 anos feito até aqui prova que, na Saúde, a Atenção Plena importa.

SOBRE A BONDADEHá pessoas que nos fazem voltar a acreditar na bondade do mundo. Estávamos a percorrer uma estrada solitá...
19/06/2023

SOBRE A BONDADE

Há pessoas que nos fazem voltar a acreditar na bondade do mundo. Estávamos a percorrer uma estrada solitária, na Patagónia, de seu nome Caminho do Fim do Mundo - certamente um dos lugares mais recônditos onde pus os pés. Fazia dois graus centígrados às quatro da tarde. A estrada desfiava-se num interminável rol de inóspitas planícies cobertas de austera vegetação e rochedo. Tínhamos alugado um carro sem assinar um contrato - coisa relativamente comum na Patagónia. Foi aí, no meio do nada, que o inesperado aconteceu: um dos pneus traseiros rebentou com um estridor ensurdecedor. Macaco mecânico, ferramentas múltiplas, pneu suplente. Várias tentativas falhadas e o frio a consumir-nos o corpo e o raciocínio. Pior do que isso: no Caminho do Fim do Mundo, não havia rede móvel - que ideia louca essa a de haver rede no Fim do Mundo! Deparamo-nos, assim, com a única opção que nos restava: pedir ajuda. Mas, como podem imaginar, não há muita gente num sítio com este nome. Não consigo precisar se foi a divina providência ou a Província da Última Esperança a fazer jus ao seu nome. Certo é que a primeira pessoa a quem fizemos um desesperado sinal de paragem, encostou. Conduzia uma velha carrinha que podia bem ter perdido algumas peças nas últimas horas. Arranhamos o espanhol e o homem decidiu ajudar-nos: não sei se pelo desespero activo nas nossas vozes, se por pura generosidade. Calçou umas luvas e pôs mãos à obra. O pneu rasgado teimava em não sair e ele voltou à carrinha em busca de uma barra de ferro. Confesso que temi pelas nossas vidas, nesse momento. Pensei: é agora que vai acabar connosco. Mas não acabou. Nem mesmo quando foi em busca de um maçarico ou de um bidão de diesel para libertar o pneu do lugar onde estava empancado. Por fim, conseguiu retirá-lo e colocou o suplente. Num gesto superior de generosidade, ofereceu-se para nos seguir no seu carro até à cidade, num passo lentíssimo: foram cerca de cem quilómetros a uma velocidade máxima de 60 Km/ hora. Mas esperem, porque a bondade deste homem não conhecia limites. Tinham-nos exigido que entregássemos o carro limpo e ele estava coberto por uma espessa camada de lama - os caminhos na Patagónia são tudo menos fáceis. Disse-nos que não havia estações de lavagem abertas àquela hora e levou-nos até sua casa, oferecendo-nos a sua água para lavar o carro. Quando terminamos, já tão agradecidos, tínhamos um café à nossa espera. Tive aí um derradeiro pensamento de desconfiança. Cogitei: é agora, trouxe-nos até casa dele urdindo a sua teia e vai roubar-nos e matar-nos. Mas apenas nos sentou à mesa da sua humilde casa, querendo saber de nós e falando-nos de si. O nome deste homem era Ângelo (“Angel”, em espanhol, que se traduz para “anjo”, em português). Soube-o quando lhe disse que tinha sido o nosso anjo (fez questão de nos mostrar o seu cartão de identificação, quando abrimos a boca de espanto). Toda esta história me fez reflectir muito. Não tenho dúvidas que, num mundo tão doente como o nosso, estamos demasiado formatados para ver a maldade. Mas a bondade existe e, tal como a beleza, está nos olhos de quem a vê.

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