José Luís Fonseca Lda

José Luís Fonseca Lda Empresa de prestação de serviços Médicos de Pediatria Preçário: 1ªs consutlas; 110€; outras: 90€. Só recebe primeiras consultas até aos 3 meses de idade.

04/07/2023

A educação das crianças, ao querê-las quietas, compenetradas e caladas não é uma educação amiga do pensamento mas uma ideia de aprendizagem que se faz com demasiados confinamentos.
As crianças são, cada vez mais, sedentárias. Não têm tempo para ser crianças. Não brincam. Não correm. Não fazem asneiras. E não se sujam. Mas somos todos a favor da vida saudável! E, claro, da saúde mental. Enquanto isto, elas perdem mais horas de brincar semanais, todos os anos. Uma infância cheia de restrições pode não ser uma infância infeliz. Mas não é, seguramente, uma infância tão feliz como desejaríamos que ela fosse para os nossos filhos.

03/07/2023
03/07/2023

Quando se salta da infância para a adolescência, os pais passam a ter características mais humanas. Para o melhor, porque são susceptíveis de ser “copiados” e, até, melhorados. E para o “pior”, porque, quase como quem passa a usar uns óculos com a graduação adequada, eles passam a ter defeitos, incongruências e, até, tantos repentes de destempero que o desamparo que isso traz a um adolescente o fragiliza e assusta. É neste contexto que os ídolos são uma ajuda preciosa. Ou porque traduzem em palavras - numa canção, por exemplo - aquilo que os pais parecem não ser nunca capazes de dizer. Ou porque abraçam as causas que parecem merecer, sobretudo, alguma indiferença dos pais. Ou porque têm a tenacidade, a coragem e a astúcia que imaginam que falta aos pais. Ou porque têm um estilo singular, ao contrário do dos pais. Ou porque mostram “o caminho”, como eles não vêem nos pais. Ou porque são guerreiros e ganhadores; como os pais não serão.

Os ídolos da adolescência servem de contraponto em relação aos pais. Quanto mais os pais parecem “atrofiar” a sua importância com a adolescência dos filhos mais a preponderância dos ídolos “insufla”. Mas quanto mais os pais são uma “força tranquila” mais os ídolos são, unicamente, um contraditório. Nunca “a referência das referências” de um adolescente. Os ídolos da adolescência - sejam aqueles que os nossos filhos “seguem” como aqueles que nós, dantes, colávamos na parede do quarto - servem para que eles assumam: “Quando for grande, vou ser assim!” Ou “Vou ter esta ou aquela características”. Matizam, portanto, com outras referências, a forma com que os nossos filhos se identificam aos pais. São um factor de crescimento.

E, no entanto, os pais continuam a ser o eixo da sabedoria, da clarividência, da sensatez e da justiça. Apesar dos ídolos! Sendo a sua função tão indispensável como quando os adolescentes eram bebés e os pais decifravam ritmos, choros e as palavras que os filhos diziam, unicamente, quando os olhavam.
Eduardo Sá

03/07/2023

Considerar que os resultados dos exames definem as melhores escolas; que os alunos do privado estão “muito à frente” dos do ensino público; que os professores da escola pública estão aquém dos do ensino privado; que as crianças com apoios da acção social escolar são piores alunas do que aquelas que não necessitam deles; que os estudantes do norte são melhores que os do sul; ou que as raparigas são mais inteligentes que os rapazes, é um absurdo. Mas a forma como se fala dos rankings dos exames empurra para muitas conclusões - escorregadias - como estas. É verdade que os rankings também se transformaram num argumento comercial. Para as escolas “habilidosas” ou para os pais mais distraídos... Mas estes rankings também ajudam a perceber que as escolas privadas têm notas nos exames superiores aos das escolas públicas. E que as escolas com corpos docentes mais estáveis contribuem para melhores resultados nos exames. Por mais que nem sempre mais professores no quadro correspondam a melhores resultados nos exames. E que as escolas que acolhem percentagens significativas de crianças mais carenciadas, com muitos alunos com necessidades educativas especiais ou com crianças de variadíssimas nacionalidades têm desempenhos nos exames que ficam longe dos melhores resultados. (O que não nos permite concluir que quanto mais inclusivas as escolas são piores elas se tornam.)

Ainda assim, estes exames do 12º serviram só para o acesso ao ensino superior. E os do 9º não contaram para “a nota”. Mas o número de escolas com média negativa nos exames quase duplicou. E a nota "20" é quase cinco vezes mais frequente no privado. Por mais que, em 14 escolas privadas, a percentagem de "20" tenha correspondido a mais de 40% das notas atribuídas. De entre elas, apenas três estão no topo da tabela dos exames!

O que inquieta é que, chegados aqui, não se discuta o que é que falta a cada escola para ser melhor. E se fique pela disputa público/privado. Não é isso que se espera quando se observam os números da educação! Não são as notas dos exames que definem as boas escolas! Mas ignorar resultados macro e ficar-se por discussões micro também não ajuda as escolas (todas!) a serem melhores.
Eduardo Sá

02/07/2023

Medos que falam baixinho

As vezes, eu pergunto-me se educamos os nossos filhos para o medo. E acho que não. Passamos a vida a fazer deles “Joões sem medo”. Sem nunca experimentarem tantos medos como “deviam”. Como se fossem melhores do que aquilo que são. E, no entanto, eles são melhores do que eles e nós imaginamos. Mas, para o serem, precisam de conviver com dificuldades. E nós estamos sempre a poupar-lhas. Ora, se eles não convivem tanto com elas, como deviam, nunca aprendem o medo e a humildade que ele lhes traz.

Os nossos filhos crescem, muitas vezes, com a ideia de que “se não sou bom a tudo não presto para nada”. E, já agora, com a ideia que têm que saber em que é são bons para que, só depois, invistam nisso. Como se não ter medo de nada os tornasse capazes de enfrentar quase tudo. Como se tivessem de aprender a andar de bicicleta antes de se sentarem num selim. Mas o medo é uma questão de sabedoria. A vida ensina-nos a reconhecer os medos. E desafia-nos a não ficarmos presos neles, sempre que lhes fugimos.

Os nossos filhos precisam do medo para aprenderem a ser melhores.Quantos menos medo mais “mania” que são bons. E isso não os protege. Daí que eles falem do seu medo do medo dando baixinho.Dando ênfase à baixa auto-estima, falando da pressão de serem bons em tudo. E de “falta de motivação”, como se a exigência de não errarem estivesse sempre a trazer-lhes o medo de falhar.Erram tão pouco que ficam presos ao medo de errar. E nós não nos damos conta como isso lhes traz o medo de ter medo. Eles precisam do medo!Para que tragam a si o orgulho quando se trata de vencerem um medo, depois de lutarem com ele.

É por isso que era altura de falarmos da importância do medo para o crescimento. E de nos apercebermos que, também nós, temos medos. Que falam baixinho, dentro de nós. Como se se manifestassem em modo de poupança de energia. Ao medo da vida chamamos ansiedade. E ao medo do amor pela vida depressão. O medo ajuda-nos a escolher o sentido das nossas escolhas. É por isso que devíamos abandonar a expressão “salvo o erro”. E adoptar, antes: “salvo pelo erro”. Perdemos o medo dos erros com os erros que cometemos. Assim não fujamos nem dos medos nem dos erros.
Eduardo Sá

02/07/2023

A PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção), também conhecida como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), é um transtorno neurocomportamental que afeta principalmente crianças, embora também possa persistir na adolescência e na idade adulta. É caracterizada por um padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade que interfere no funcionamento normal e no desenvolvimento da criança.

As crianças com PHDA geralmente têm dificuldade em prestar atenção, são facilmente distraídas, têm dificuldade em seguir instruções, organização e planeamento, e podem apresentar comportamento impulsivo, inquieto e hiperativo. Esses sintomas podem causar problemas académicos, sociais e emocionais significativos, afetando o desempenho escolar, as relações interpessoais e a autoestima da criança.

Embora a causa exata da PHDA não seja totalmente compreendida, acredita-se que fatores genéticos, alterações nas vias de comunicação cerebral e desequilíbrios químicos no cérebro desempenhem um papel importante no seu desenvolvimento. O diagnóstico geralmente é feito por médicos especializados, como psicólogos, psiquiatras ou pediatras, que avaliam os sintomas, a história clínica e o comportamento da criança em diferentes contextos.

O tratamento da PHDA geralmente envolve uma abordagem multimodal, que pode incluir intervenções psicoeducacionais, terapia comportamental, orientação aos pais, adaptações no ambiente escolar e, em alguns casos, medicamentos específicos. O objetivo é ajudar a criança a desenvolver habilidades de gerenciamento de atenção, autocontrole e organização, além de minimizar os sintomas e promover um funcionamento saudável em todas as áreas da vida. É importante ressaltar que cada criança é única, e o tratamento deve ser adaptado às necessidades individuais.

02/07/2023

Mãe, pai, deixem o telemóvel.

Olhem um pouco para mim. Vejam como já sou capaz de saltar com um pé só, olhem a maneira como o meu corpo rebola sobre o sofá, vejam como estou a ficar tão grande, tão forte. Até já como a sopa sozinho, já corto os papéis com a tesoura bem direitinho, já pinto os desenhos por dentro das linhas. Vamos pintar juntos, vamos, vamos?

Mãe, pai, deixem o computador.

Olhem um pouco para mim. Vejam como construí este castelo de legos, é gigante, não é? Podíamos jogar ao Jogo do Ganso, ou ao esconde, no outro dia descobri um sítio aqui em casa em que aposto que ninguém me vai encontrar. Vamos, vamos?

Mãe, pai, parem um pouco.

Deixem de responder a e-mails, deixem a casa desarrumada uma vez, não vejam em mim um trabalho, uma obrigação. Vamos divertir-nos juntos, vamos? Vamos inventar novas maneiras de abraçar, novas maneiras de brincar. Vamos, vamos?

Mãe, pai, não preciso de presentes.

Só preciso que estejam presentes, só preciso que quando estão aqui por casa estejam mesmo aqui por casa, e não nos empregos, e não em visores de telemóvel ou de computador. Só preciso que estejam comigo, mesmo comigo, quando estamos juntos. Não preciso de grandes coisas, de grandes prendas. Só preciso de nós todos juntos, a brincarmos juntos, a jogarmos juntos, a dizermos piadas sem sentido, a contar histórias sem sentido, a sabermos uns dos outros.

Mãe, pai, vamos, vamos?

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A RARIDADE DAS COISAS BANAIS

23/06/2023

"Estamos em período de férias escolares e é a altura do ano em que, geralmente, os pais passam mais tempo com os filhos. Por esse motivo, convém pensar um pouco quais as opções mais interessantes para poderem usufruir uns dos outros da melhor forma possível..." Veja o novo artigo!

21/04/2023
15/04/2023

Fernando Namora nasceu no dia 15 de abril de 1919, em Condeixa-a-Nova, Coimbra.

'Aves'

ter-te suspensa
do meu lume
na fogosa boca
o ardume
a explodir
tu
ardida e intacta
sonho e nuvem
voz exacta
um soltar
de aves
em pânico
na relva do olhar

- Fernando Namora, in 'Nome Para Uma Casa'

Foi médico e escritor, autor de uma extensa obra que foi muito divulgada e traduzida.

Os seus primeiros livros foram escritos antes dos 20 anos, quando ainda era estudante de medicina. Estreou-se na poesia em 1938, com a publicação de “Relevos”. A sua vasta obra literária desenvolveu-se ao longo de um período de cinco décadas.

Morreu no dia 31 de janeiro de 1989. Em Condeixa, foi criada a Casa Museu Fernando Namora.

O escritor foi condecorado postumamente em 2019 pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, no centenário do seu nascimento.

Também em 2019, realizou-se na sede do Camões, I.P. uma sessão do ciclo “Camões dá que falar” com José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, tendo a conversa decorrido em torno do centenário do nascimento de Fernando Namora.

📸 Biblioteca Nacional de Portugal

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