24/01/2026
✨O primeiro corte que nunca cicatriza.
Alguém dizia (filósofo)
“o ser humano nunca se recupera totalmente do corte umbilical.”
Nunca tinha pensado nisso assim.
Mas olhando para a realidade humana, torna-se impossível não ver.
O primeiro corte que vivemos não é simbólico.
É real, físico, irreversível.
E ele marca algo muito mais profundo do que o corpo,
marca a memória da separação.
Desde esse instante, passamos a vida inteira a tentar voltar a sentir união.
Procuramos no amor aquilo que um dia foi fusão.
Procuramos em relações, em crenças, em espiritualidades, em pertenças, em ideologias, o que um dia foi simples…
existir de ligações ,sem falta, sem ausência.
Talvez por isso o ser humano tema tanto o abandono.
Talvez por isso doa tanto não ser escolhido, não ser visto, não ser sustentado.
Talvez por isso tantos confundam amor com dependência,
e liberdade com rejeição.
O que chamamos “carência” não é fraqueza.
É memória.
E o que chamamos “autonomia” muitas vezes é apenas
uma defesa elegante contra a dor de precisar.
Não nos recuperamos totalmente do corte umbilical
porque ele inaugura a condição humana…
viver separado e, ainda assim, desejar vínculo.
O problema começa quando tentamos colar essa ferida com pessoas,quando exigimos do outro o que só pode ser integrado em nós.
A maturidade não está em negar o corte.
Está em reconhecê-lo.
Aceitar que somos seres de ligação,
mas que nenhuma relação humana pode substituir a origem.
Quando isso se integra, o amor deixa de ser pedido e passa a ser escolha.
E talvez seja isso que chamamos de consciência.
Talvez não passemos a vida a procurar amor …
Talvez passemos a vida a aprender a habitar na separação sem nos perdermos de nós!
🤍Ao serviço da consciência e do vínculo possível,
Anabela — Crescer Com Amor