José Luís Fonseca Lda

José Luís Fonseca Lda Consultório de Pediatria Médica. Primeiras consultas só utentes dos 0 aos 3 meses. Seguem-se até aos 18 anos.

22/02/2026

Sim, o sol é a principal fonte de vitamina D, mas o uso correto de protetor solar não costuma causar deficiência na prática; estudos e revisões mostram que, apesar de o filtro reduzir a produção cutânea em condições ideais de laboratório, na vida real a maioria das pessoas mantém níveis adequados com exposição habitual, dieta ou suplementação quando necessário.

Explicação científica
A vitamina D é sintetizada na pele quando a radiação UVB do sol converte precursores cutâneos em colecalciferol (vitamina D3). Em teoria, um protetor solar com alto fator bloqueia os raios UVB e pode reduzir a síntese local se aplicado de forma perfeita e em quantidade ideal, o que foi demonstrado em estudos controlados.

O que mostram os estudos na prática
Na prática diária, o efeito do protetor solar sobre os níveis séricos de vitamina D é pequeno ou inconsistente. Pesquisas populacionais e revisões indicam que pessoas que usam protetor solar regularmente não apresentam, em geral, maior risco de deficiência de vitamina D do que quem não usa, provavelmente porque: aplicação é muitas vezes incompleta; as pessoas ainda recebem alguma exposição UV; e há fontes alimentares e suplementares que contribuem para os níveis totais.

Fontes alternativas e quando preocupar
A maior parte da vitamina D necessária vem da exposição solar, mas também existe aporte por alimentos (peixes gordos, gema de ovo, alimentos fortificados) e por suplementos quando indicado. Grupos com maior risco de deficiência incluem idosos, pessoas com pele muito pigmentada, quem passa muito tempo em ambientes fechados, quem usa roupas que cobrem a pele por completo e quem tem condições médicas que afetam absorção ou metabolismo — nesses casos, monitorização e suplementação podem ser necessárias.

Recomendações práticas
- Mantenha a proteção solar para reduzir risco de queimaduras e câncer de pele; a prevenção é prioritária.
- Se houver preocupação com vitamina D (sintomas, fatores de risco ou histórico), faça um exame de sangue (25‑OH‑vitamina D) e discuta suplementação com o seu médico. Suplementos são uma forma segura e eficaz de corrigir níveis baixos quando recomendados por um profissional.
- Para a população em geral, não é necessário deixar de usar protetor solar para “garantir” vitamina D; em vez disso, combine proteção, alimentação adequada e, se preciso, suplementação sob orientação médica.

Resumo prático: use protetor solar para proteger a pele; se tem fatores de risco para deficiência de vitamina D ou dúvidas sobre os seus níveis, peça uma análise ao seu médico e considere suplementação se for indicada.

21/02/2026
11/02/2026

O meu pequeno está constipado… e sei que não é caso único. Parece que andamos todos a lidar com gripes e viroses, dia após dia.

- “Ele ainda está com febre”, digo eu ao médico. - “Já lhe dei o ibuprofeno que receitou, mas passaram só duas horas e a febre voltou…”

E é aqui que muitas de nós, em desespero, começamos a fazer malabarismos: damos paracetamol, depois pensamos em mais qualquer coisa, até um supositório aparece à mistura… só para ver se aquela febre baixa de vez.

E baixa.
Mas o problema continua lá.

A infecção não desapareceu, pelo contrário. E esquecemo-nos muitas vezes de uma coisa importante: a febre também é uma defesa do corpo. É uma forma natural de combater os micróbios. Com a temperatura mais alta, os vírus e bactérias não se multiplicam da mesma maneira.

O ibuprofeno ou o paracetamol (normalmente um ou outro chega, raramente é preciso mais) não são para “apagar” a febre. Servem sobretudo para aliviar dores e ajudar o nosso filho a sentir-se mais confortável, enquanto o próprio organismo faz o seu trabalho.

A febre não é o inimigo.

Misturar medicamentos à pressa, só porque a temperatura voltou a subir, pode até ser contraproducente.

Partilho isto como mãe, porque sei bem a angústia que é ver um filho quente, mole e sem energia. Mas às vezes, mais do que combater a febre a todo o custo, precisamos de confiar um bocadinho mais no corpo deles, e respirar fundo.

Força, mamãs. Não estamos sozinhas nisto. 🤍

27/01/2026
24/01/2026
11/01/2026
28/12/2025

Subclade K e gripe 2026

Influenza A(H3N2) subclade K tornou-se a linhagem dominante na temporada de influenza 2025-2026, com impacto epidemiológico significativo devido à sua rápida disseminação e à ocorrência de deriva antigênica. Essa deriva resultou em menor imunidade populacional e maior risco de hospitalizações, especialmente em idosos e crianças pequenas, grupos tradicionalmente mais vulneráveis à influenza A(H3N2).
Dados recentes mostram taxas de hospitalização superiores às médias históricas, com maior gravidade clínica nesses grupos etários.
Implicações para a vacinação: Apesar da redução da reatividade dos anticorpos induzidos pela vacina contra o subclado K, a vacinação continua sendo recomendada e oferece proteção significativa contra desfechos graves. Estudos observacionais e dados de vigilância indicam que a efetividade da vacina na prevenção de atendimentos em pronto-socorro e hospitalizações é de 72–75% em crianças e adolescentes. Embora a proteção contra infecção sintomática possa ser menor, a proteção contra doença grave e morte permanece relevante. Aumentar a cobertura vacinal, especialmente em grupos de risco e contatos próximos, é fundamental para mitigar o impacto da temporada. Vacinas de espectro mais amplo e plataformas de mRNA estão em desenvolvimento, mas ainda não são aprovadas para uso clínico.
Os antivirais recomendados para tratamento e profilaxia incluem oseltamivir, zanamivir, peramivir (aprovado pelo FDA nos EUA para pacientes ≥6 meses) e baloxavir.
O subclado K permanece suscetível a esses agentes, e não há evidências de resistência significativa até o momento. O tratamento precoce com oseltamivir está associado à redução da duração da doença, complicações e mortalidade, especialmente em pacientes hospitalizados ou com doença grave.

A profilaxia pós-exposição com esses antivirais é indicada para indivíduos de alto risco, devendo ser iniciada idealmente em até 48 horas após o contato.
Intervenções não farmacológicas e sistema de saúde: Medidas como higiene respiratória, distanciamento social e uso de máscaras continuam sendo recomendadas como complementares à vacinação e ao tratamento antiviral, especialmente em ambientes de alta transmissão. A sobrecarga dos sistemas de saúde, com aumento de casos e hospitalizações, reforça a importância do diagnóstico rápido e do início precoce do tratamento.
Informações ausentes: Ainda são limitados os dados sobre a efetividade a longo prazo de novas plataformas vacinais e antivirais em populações de alto risco, bem como sobre o impacto de terapias combinadas em desfechos clínicos graves.

Em resumo, influenza A(H3N2) subclade K representa um desafio clínico relevante na temporada atual, exigindo vigilância epidemiológica, alta cobertura vacinal, uso criterioso de antivirais e reforço de medidas não farmacológicas para proteção dos grupos mais vulneráveis.

20/12/2025

Uma menção especial aos mais novos superfãs! Lúcia Rodrigues, Catarina Ribeiro, Lígia Antunes, Nuno Marcos, João Oliveira, Antonio Costa

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