Zeferino Venade Ribeiro, Médico Psiquiatra

Zeferino Venade Ribeiro, Médico Psiquiatra Página sobre Psiquiatria, Psicoterapia, Pathos & Escritas

A psicoterapia existencial destina-se a pessoas que pretendam lidar melhor e de forma mais adequada, com problemáticas do viver, que tenham como motivação conhecer-se e compreender-se melhor, relacionar eventual mal-estar e sofrimento com acontecimentos da sua vida. Estabelecer relações mais genuínas consigo próprio e com os outros e agir de forma mais livre e determinada. A psicoterapia existencial é igualmente aconselhável para situações de crises pessoais, como sejam, dilemas e contradições vivenciais, luto, separação, doenças, problemas profissionais, entre outras.

No dia 13 de dezembro, às 15h30, juntem-se a nós na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva para celebrar o lançamento do liv...
12/11/2025

No dia 13 de dezembro, às 15h30, juntem-se a nós na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva para celebrar o lançamento do livro As Casas São Pessoas de Família, do poeta Arnaldo Varela de Sousa.

Esta obra, publicada pela editora Caleidoscópio, na sua coleção Oro, é uma edição primorosa que conta com os desenhos e a composição gráf**a do talentoso Tiago do Vale.

A apresentação contará com a minha participação, a da Manuela Barreto Nunes (bibliotecária) e do Henrique Monteiro (jornalista).

Os leitores do Arnaldo aguardavam este momento há muito tempo. Por isso, gostaríamos muito que estivessem connosco para o celebrar. Haverá muita poesia, boas conversas e partilha autêntica.

Apareçam! Vai ser bonito.

IT IS TIME TO PRIORITIZE MENTAL HEALTH IN THE WORKPLACEDia Mundial da Saúde Mental enfatiza ação no local de trabalho, s...
10/10/2024

IT IS TIME TO PRIORITIZE MENTAL HEALTH IN THE WORKPLACE

Dia Mundial da Saúde Mental enfatiza ação no local de trabalho, seguindo o lema destacado pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) para este ano.

A O.M.S. inclui, desde 2019, o Burnout na sua lista de doenças. O anglicismo “burnout” funciona bem, porque “f**ar queimado” descreve melhor o fenómeno de exaustão física e mental provocado por stressores profissionais do que simplesmente estar esgostado.
O discurso médico sobre o burnout não deve servir como um processo de legitimar a doença, fugindo ao estigma da doença mental. A definição da doença tem a óbvia vantagem de considerar a responsabilidade do ambiente profissional, mas as condições de trabalho e as hipotéticas vulnerabilidades individuais não esgotam o fenómeno.
Não raras vezes, assistimos a uma situação paradoxal em que o explorador e o explorado coincidem na mesma pessoa, num processo de autocombustão que merece análise existencial. O trabalho é um factor de sobrevivência, mas, se for só isso, em vez de benéfico pode prejudicar a biologia do indivíduo.
O reconhecimento pela O.M.S. de que as condições de trabalho podem contribuir para comprometer a saúde mental implica uma reflexão sobre os valores filosóficos da maximização do desempenho (a todo o custo) e da própria organização política da sociedade.
As feridas abertas reclamam cicatrização. O burnout poderá, afinal, ser uma saudável comichão.

XI Jornadas de Psicologia Clínica do Distrito de Braga
08/10/2024

XI Jornadas de Psicologia Clínica do Distrito de Braga

Malleus Malef**arum: 1484 – 2024

https://www.facebook.com/share/p/MvCwMFjPoBZjotnK/Um merecido louvor para um grande médico e, com vaidade o digo, um eno...
19/08/2024

https://www.facebook.com/share/p/MvCwMFjPoBZjotnK/

Um merecido louvor para um grande médico e, com vaidade o digo, um enorme amigo.

No seguimento da aposentação, Raul Borges, assistente graduado em Medicina Geral e Familiar, viu mesmo aprovado pelo conselho de de Administração da ULSBE um

Um médico psiquiatra é fã de um empate no que à consciência diz respeito. E não é por causa do vinho. Eu explico. Há 25 ...
16/07/2023

Um médico psiquiatra é fã de um empate no que à consciência diz respeito. E não é por causa do vinho. Eu explico.

Há 25 anos, em Tucson, Arizona, Cristoph Koch, um neurocientista exuberante, vestido de vermelho e dourado, e David Chalmers, um filósofo cabeludo, com uma t-shirt preta, fizeram uma aposta.

Em termos simples, Koch afirmou que era uma questão de tempo até a neurociência explicar como o cérebro produz a consciência.

Chalmers, um jovem na altura — na fotografia actual o filósofo australiano parece uma estrela decadente do Rock —, apostou com ele que, 25 anos depois, os neurocientistas não seriam capazes de o fazer em termos claros.

David Chalmers está convencido de que será cada vez mais fácil explicar determinadas funções cognitivas como a discriminação perceptiva, a intergração da informação ou o controlo deliberado do comportamento. Todos estes problemas estariam associados aos aspectos objectivos dos mecanismos cognitivos.

Difícil será explicar o porquê destas funções estarem associadas a uma experiência consciente. Por esta ser a parte difícil, chamou-lhe “Hard Problem”. A expressão f**aria famosa para sempre. Coisas de filósofos…

Koch gozou com ele nos bastidores, perguntando-lhe se acreditava que eramos conscientes por obra do Espírito Santo, mas aceitou a aposta. Quem perdesse ofereceria ao outro uma caixa de vinho dali a um quarto de século.

Conheci a história há 20 anos, quando estava a escrever a minha tese sobre este conflito aparentemente insanável entre uma perspectiva científ**a pura e dura (essencial para qualquer médico) e uma perspectiva fenomenológica (condição “sine qua non” para um psiquiatra).

Lembro-me de, nessa altura, ter ido a Lisboa perguntar a António Damásio acerca do “Hard Problem”. Ele sorriu condescendente e percebeu, com a argúcia de um cientista, que era eu quem estava com problemas difíceis e, em vez de responder, perguntou-me o que é que eu fazia para ganhar a vida. — “Ah! É psiquiatra…” — como se essa observação o eximisse de uma resposta, por ter feito um diagnóstico de uma perturbação rara.

No mês passado, em Nova Iorque (o que vemos na imagem), o neurocientista e o filósofo reencontraram-se. Chistoph, sem dar luta, levou uma caixa de vinho para David.

Repetiram a aposta: daqui a um quarto de século, Koch com 91 anos e Chalmers com 82 continuarão este jogo de perde-ganhas (basta ver o ar satisfeito de Koch a transportar a caixa de vinho).

E se considerássemos uma perspectiva que não olhe para o cérebro como um molho de neurónios fechados na caixa craniana nem para a mente como uma espécie de borboleta evanescente? Pela minha parte, sempre gostei do diagnóstico de Chalmers, mas fico descontente com a ausência de solução.

Acredito que uma espécie de “dualismo empírico” (não o do velho Descartes) pode ser parte da solução. Dou um exemplo banal: quando temos dores num pé, por exemplo, os estados cerebrais, que podem ser observados por um qualquer neurocientista, e os fenómenos conscientes associados à dor, nem sequer acontecem no mesmo lugar.

Seria estúpido um neurocientista não levar em conta a experiência do sujeito.
Acontece muito, nos hospitais, ligarem os pacientes a máquinas de monotorização da frequência cardíaca, saturação respiratória, etc., que fornecem com rigor dados objectivos, mas quando os enfermeiros e os médicos querem saber da intensidade da dor (estado subjectivo por excelência – “cada um sabe das suas”) têm de perguntar ao paciente.

A psiquiatria depende desse exercício de superação do abismo que existe entre o “subjectivo” da descrição fenomenológica, incluindo a avaliação de todas experiências mentais, e o “objectivo” da neurociência, que permitiu nas últimas décadas abrir as portas à esperança de novos tratamentos para a depressão, a ansiedade ou as demências, só para citar alguns exemplos de doenças frequentes.

Daqui a 25 anos cá estaremos para saber o resultado do “segundo round” entre Koch, investigador de mérito do Allen Institute for Brain Science em Seattle, Washington e David Chalmers, do Center for Mind, Brain and Consciousness da Universidade de Nova Yorque. O resultado está em Filósofos 1 -Neurocientistas 0.

Desconfio que em 2048 estará 2-0 no “placard”. Koch continuará a perder (embora muito mais divertido como investigador de mérito) e Chalmers cada vez mais desiludido por vitórias fáceis. O vencedor e o vencido, afinal, têm a mesma visão de jogo.

Estamos todos (incluindo David) a torcer por um empate. Sirvam-se, para melhor resultado, do conselho de Sun Tzu em a Arte da Guerra: conhecer muito bem o adversário é a melhor estratégia para vencer uma batalha. Se não for possível, seria muito bem-vinda, neste caso, uma influência da arbitragem.

P.S. O produto Interno Bruto português f**a sempre a ganhar se os contendores mantiveram o bom gosto vínico. No caso, como se pode observar nas fotos, Koch ofereceu uma caixa de Vinho da Madeira de 1978 que custa a módica quantia de 500 € por garrafa.

A Escola Profissional Amar Terra Verde está a organizar a 5ª edição das Jornadas da Criatividade, a realizar no dia 21 a...
21/04/2023

A Escola Profissional Amar Terra Verde está a organizar a 5ª edição das Jornadas da Criatividade, a realizar no dia 21 abril, com palestras, workshops e exposições de várias vertentes artísticas, de forma a comemorar o Dia Mundial da Criatividade e Inovação!
Este dia será aberto com “Conversas à toa” no auditório da EPATV ás 11h, com a presença de Adolfo Luxúria, Tiago do Vale, Zeferino Ribeiro e a moderar Arnaldo Varela de Sousa.

Amanhã (20 ABRIL) às 19.30h, no ISAG. As alterações climáticas são um desafio à escala global com repercussões a nível d...
19/04/2023

Amanhã (20 ABRIL) às 19.30h, no ISAG. As alterações climáticas são um desafio à escala global com repercussões a nível das comunidades, mas também dos serviços de saúde e dos seus profissionais. Não perca esta conversa a três sobre o impacto das alterações climáticas na saúde.
// 𝘦𝘯𝘵𝘳𝘢𝘥𝘢 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘦
̧õesclimáticas

24/10/2022
20/09/2022

Resultados do Concurso Literário ‘Conto Infantil sobre São João de Deus’

No que diz respeito à participação, o Concurso Literário – Conto Infantil sobre São João de Deus superou as expetativas da organização, não só pela quantidade, mas também pela qualidade dos contos apresentados.
Por esse motivo, o júri selecionou um conto vencedor, tal como previsto no regulamento, mas decidiu, além disso e sob proposta da Ordem de São João de Deus, atribuir três menções honrosas.

O conto vencedor é o conto com o título “O Louco de Deus”, da autoria de Zeferino Venade Ribeiro.

As menções honrosas são as seguintes:
1ª menção honrosa: Conto com o título “A cegonha de João Cidade”, da autoria de Ana Gouveia Rocha;
2ª menção honrosa: Conto com o título “Um, dois, três… Grãos de Romã”, da autoria de Paula Cristina Rabaça;
3ª menção honrosa: Conto com o título “João de Deus, um homem santo”, da autoria de Maria do Rosário Cristóvão.

A cerimónia de entrega de prémios será no dia 22 de outubro, às 11h00, na Biblioteca Municipal Almeida Faria, em Montemor-o-Novo, integrada no programa dos Encontros Literários.

Ao início da tarde, à conversa, na Rádio Voz do Neiva, sobre a Pandemia e a Saúde Mental com o meu Amigo Arnaldo Sousa e...
19/05/2022

Ao início da tarde, à conversa, na Rádio Voz do Neiva, sobre a Pandemia e a Saúde Mental com o meu Amigo Arnaldo Sousa e a jornalista Ariana Azevedo.

Segue o link pra o programa:

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Endereço

Rua Drive Justino Da Cruz, Nº 110, 2º Sala 5
Braga
4700-314

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Segunda-feira 14:00 - 18:30
Terça-feira 14:00 - 18:30
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Our Story

Em face das tensões e desilusões da vida, acabamos por experimentar inevitavelmente ansiedade e, para a iludir, tendemos a procurar as soluções fáceis que estão culturalmente ratif**adas e, assim, saltamos de um problema para outro problema. Fazemos como aquelas pessoas que tendo problemas financeiros vão pedindo crédito e se recusam a mostrar a sua deficitária conta bancária: as coisas vão f**ando pior.

As crises são excelentes oportunidades para averiguar o que está mal na nossa filosofia de vida. Em vez de pensarmos que a vida é injusta, que temos pouca sorte ou que os outros são maus; em vez de continuarmos a procurar as mesmas soluções de sempre tal como são apresentadas pelo que é sócio-culturalmente estabelecido (seja um carro novo ou uma consulta de psicologia para procurar duvidosas causas) _ melhor será afrontar os medos, sem sistemas de fantasia.

Não há curas dramáticas. Permanece o drama de Sísifo, mas podemos sempre dar as boas-vindas às dificuldades da vida em vez de as temer; tomar o controlo e deixar de ter a sensação de estar à mercê, percebendo que somos mais fortes do que pensamos e, sobretudo, tendo capacidade para dar respostas mais criativas aos problemas de acordo com os nossos recursos. Num resumo: sem fantasias de um mundo perfeito, redescobrir a paixão pela vida.