16/01/2024
Sobre os videojogos!
Os videojogos fazem bem ao desenvolvimento. Levam a concentração e a atenção “ao limite”. Mesmo nos adolescentes tidos pelos pais como distraídos ou com défices de atenção… Desafiam para lógicas de combinação a uma velocidade estonteante que são amigas da capacidade de associar, de discorrer e de decidir. Desenvolvem a lógica, a formulação de hipóteses e a resolução de problemas. São pensamento matemático. Testam reflexos e motricidade. Autonomia e capacidade de decisão. Competitividade e rivalidade. Determinação e ambição. Êxtase e tolerância à frustração. Por tudo isto, os videojogos fazem bem à saúde. Quer quando se jogam a sós como “em rede”.
Mas porque têm gráficos magníficos, enredos intensos e arrebatadores e colocam desafios sempre em crescendo, os videojogos, primeiro, seduzem. E, a seguir, viciam. E porque colocam os jovens em rede e lhes disponibilizam chats que fazem com eles socializem sempre em contexto de jogo, “agarram-nos”. Os videojogos são responsáveis por alterações significativas de comportamento. Aumentam as perturbações de humor e as manifestações ansiosas. Aumentam a distracção e a impulsividade. Aumentam o sedentarismo e a irascibilidade. Aumentam o mau humor e agressividade. Aumentam os problemas do sono e a obesidade. Aumentam a vulnerabilidade na relação com terceiros e o ciberbulying. E aumentam os comportamentos de dependência. Ou seja, consumidos sem moderação, os videojogos são perigosos!
Não é, diante de tudo isto, razoável que se espere que sejam os adolescentes a “auto-regularem” a sua relação com os videojogos. Porque a forma como eles são construídos leva a que fiquem “dependentes”. E, em consequência disso, os consumam de modo significativamente mais intenso, por mais horas e com comportamentos mais desregrados.
Por tudo isto, a função dos pais diante dos videojogos é preciosíssima. No sentido de definirem tempos estritos de convivência com os videojogos. De forma coerente e constante. De modo a que os ganhos que eles trazem aos adolescentes não fiquem comprometidos pelos custos, exorbitantes, que podem ter.