17/03/2026
Cada pessoa é acompanhada por diferentes guias espirituais. Dentro da espiritualidade, acredita-se que existem guias de frequências mais elevadas — mais subtis, ligados à alma e à consciência — e outros mais próximos da Terra, com uma energia mais densa, direta e presente no dia a dia. Muitas vezes, são esses guias mais “terra a terra” que sentimos com mais força, porque estão mais próximos da nossa vibração e da nossa realidade. E isso não os torna inferiores — pelo contrário, podem ser fundamentais na proteção, orientação e leitura das situações. Nem sempre o mais subtil é o mais acessível, e nem sempre o mais intenso é o negativo. Aprender a confiar, com consciência e discernimento, é parte do caminho espiritual.
O respeito pelo teu livre-arbítrio é uma das formas mais claras de distinguir o teu guia real da mistificação. Um verdadeiro guia, por mais próximo que seja da tua energia e mais intenso para os que são compromissados, nunca se impõe, e nunca te retiram o controlo. Se sentires que podes dizer “não”, parar ou afastar — e isso é respeitado — há equilíbrio. Mas se houver pressão, imposição ou perda de controlo, já não é orientação… é desorganização. No caminho espiritual, tudo o que é verdadeiro respeita a tua vontade. Mesmo nas pessoas compromissadas apesar de os guias tentarem influenciar e se aproximar mais, esse princípio prevalece.
Nos compromissados há predisposição espiritual (missão) e há certos guias que estão naturalmente ligados á pessoa.
Um compromissado é alguém que tem uma missão espiritual específica pré acordada.
Pode ter sido combinado em vidas passadas ou em planos espirituais antes do nascimento.
Geralmente envolve trabalho mediúnico, cura, proteção ou orientação.
A pessoa traz facilidades ou predisposições, mas não perde o livre-arbítrio, os guias de luz respeitam sempre esse princípio.
O compromisso é mais uma oportunidade de aprendizagem e de serviço do que uma imposição ou obrigação.
Um compromissado é alguém que vem ao mundo com uma ligação natural a determinados guias ou orixás. E esse guia aparece para orientar a mediunidade, ensinar e conduzir a evolução espiritual. Mesmo aqui, o respeito pelo livre-arbítrio é central — se a pessoa não quiser, o guia respeita.
O que muda é que a sensibilidade e afinidade espiritual são mais fortes, então há mais presença ou influência, mas sempre consentida.
Relembrando que nem todos os guias que possamos ter esse acordo são à partida angelicais ou subtis, podem ser mais terra a terra, daí a intensidade.
Nas palavras dos anjos: Confia. Não tenhas medo. Nós estamos contigo!
Ana Rita Jerónimo
Reflexões e percepções sobre os guias