OPIN Opiniões Infinitas, Lda

OPIN Opiniões Infinitas, Lda A OPIN, Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental, projecto da Dra. Paula Carvalho, psiquiatra, contan

Para além das diferentes e complementares abordagens clínicas, adaptadas às especificidades de cada pessoa/grupo, os profissionais da OPIN desenvolvem um trabalho em equipa, com discussão de casos, supervisão e intervisão clínicas.

A mente dispersa afasta-nos da clareza, da paz e do sentido.Vivemos em piloto automático, guiados por medo, comparação, ...
21/03/2026

A mente dispersa afasta-nos da clareza, da paz e do sentido.
Vivemos em piloto automático, guiados por medo, comparação, desejo.

Queremos paz interior? Vivamos com integridade.

Quando fazemos o que sabemos que é certo, a mente começa a confiar em nós. A ansiedade perde força quando somos guiados por virtude, não por medo.

É reescrevemos o nosso cérebro.
Porque cada escolha molda quem nos estamos a tornar.
E quem somos… molda a forma como vivemos tudo.

Agir com coragem mesmo quando temos medo.

Sermos justos mesmo quando ninguém nos obriga.

Procurarmos sabedoria, mesmo quando seria mais fácil julgarmos.

A nossa liberdade está no alinhamento entre aquilo que fazemos e aquilo que acreditamos que é certo.
Quando não sabemos o que pensar, nem o que fazer…
Podemos agir como quem quer tornar-se digno da sua própria confiança. A mente desorganiza-se. Mas a virtude — se praticada — reorganiza tudo.

A vida em alta velocidade parece emocionante, mas quem consegue entrar num carro a 200 km/h sem se ferir? Assim é viver ...
18/03/2026

A vida em alta velocidade parece emocionante, mas quem consegue entrar num carro a 200 km/h sem se ferir? Assim é viver sem pausas e a querer chegar mais longe em qualquer direção: desgastar antes de aproveitar o caminho. O maior retrocesso pode vir não da lentidão mas de tentar manter um ritmo tão intenso que destrói a saúde física e mental no caminho. A auto-sabotagem protege-nos sempre de algo que tememos, procura algo que não vemos, ou pode ser uma forma de abrandar o nosso sistema para conseguir processar e adaptar a tudo aquilo a que nos queremos propôr. Não é sobre desistir; é sobre estar inteiro para seguir em frente, sem termos de voltar para trás. Reduzir a marcha, desacelerar, e encontrar momentos para respirar.

O desespero não é apenas tristeza — é a sensação de estarmos presos num túnel onde nenhuma saída parece possível. É uma ...
14/03/2026

O desespero não é apenas tristeza — é a sensação de estarmos presos num túnel onde nenhuma saída parece possível. É uma espécie de paralisia existencial onde todas as portas se apresentam como trancadas, e o corpo como demasiado cansado para tentar mais uma vez.

Nesses momentos, a esperança pode parecer um luxo inalcançável.

Talvez, então, precisemos de coragem, como ato mínimo de persistência diante do vazio. É o gesto de tentarmos mais uma vez, mesmo sem garantias.

A coragem é o antídoto do desespero porque é ação sem promessa de alívio.
Ela resgata-nos da paralisia e devolve-nos uma escolha. Não promete que vai doer menos — mas devolve a capacidade de decidir, de intervir, de testar.

Na psicoterapia, muitas vezes é escolher agir mesmo sentindo-nos péssimos.
Quando se decide aparecer à sessão mesmo sem vontade, quando se liga a alguém mesmo com vergonha, quando se come mesmo sem fome ou quando se começa um plano mesmo em dúvida.

Isso é coragem: o movimento que inicia a travessia do desespero para a vida vivida.

Sentir emoções no corpo é natural, como um "frio na barriga" quando estamos ansiosos ou um "nó na garganta" ao segurarmo...
11/03/2026

Sentir emoções no corpo é natural, como um "frio na barriga" quando estamos ansiosos ou um "nó na garganta" ao segurarmos o choro.

Pesquisas mostram que diferentes emoções ativam partes específ**as do corpo de maneira consistente em diversas culturas.
Já percebeu que certas emoções se manifestam fisicamente?

A ansiedade pode causar aperto no peito, a raiva pode gerar dores de cabeça, e a tristeza pode pesar nos ombros
Prestar atenção às sensações do nosso corpo pode ajudar-nos a entender e regular melhor as nossas emoções!

Olhamos com lentes reduzidas para a nossa vida, e não podemos ter a arrogância de saber se algo é “bom” ou “mau”. Porque...
07/03/2026

Olhamos com lentes reduzidas para a nossa vida, e não podemos ter a arrogância de saber se algo é “bom” ou “mau”. Porque não sabemos. E não sabemos porque: o que o torna algo bom ou mau depende maioritariamente de nós. Dos nossos pensamentos, ações, perceções…

A maior parte de nós vive em modo resistência:
"Porquê eu? Isto não devia ser assim. Como posso fazer para “consertar” a minha realidade? Para compensar?”
E enquanto resistimos ao que é, não conseguimos agir sobre o que é. Queremos tanto mudar que nos sentimos presos, e adiamos, precisamos de fugir.

Este é o ponto de viragem:
Deixamos de ser vítimas das circunstâncias e tornamo-nos autores do que fazemos com elas.
Não porque a dor desapareceu.
Mas porque finalmente paramos de lutar com o inevitável… e começamos a caminhar com intenção.

Uma coisa é tropeçar de olhos vendados, outra é tropeçar com olhos bem abertos. Porque na ultima, podemos aprender, e não voltar a cair ali.

A maior parte das pessoas f**a paralisada… porque tenta escolher a opção certa.Queremos escolher bem… com o mínimo de do...
04/03/2026

A maior parte das pessoas f**a paralisada… porque tenta escolher a opção certa.
Queremos escolher bem… com o mínimo de dor. Mas a única forma de saber que escolhemos bem… é vivendo o futuro… que ainda não vivemos. É querermos ter tomado uma decisão com informação que não tinhamos. Era ser uma pessoa que não éramos ainda. E isso é uma impossibilidade lógica.

O erro está em acreditar que existe um caminho "correto" e que qualquer outra escolha é um erro. Mesmo quando um caminho parece não ter funcionado, não há como comparar com total certeza o que teria acontecido se tivéssemos feito uma escolha diferente. Tudo é mutável. Tudo pode ser diferente do que é agora. Se não funcionar, mudamos.

Nesse sentido, viver é como jogar poker. A melhor jogada é a que fazemos com o que sabemos agora. É este o segredo: aceitar o erro como parte do caminho.

E se falharmos? Amanhã ajustamos. Porque o verdadeiro problema não está na decisão errada, mas sim em nunca decidir. A história ainda não terminou.

Quantas vezes corremos para evitar o desconforto? Distrações, fugas, ocupações sem fim. Quanto mais evitamos a dor, mais...
28/02/2026

Quantas vezes corremos para evitar o desconforto? Distrações, fugas, ocupações sem fim. Quanto mais evitamos a dor, mais ela cresce, silenciosa, no escuro. O corpo e a mente não estão em guerra. Estão a tentar proteger-nos, a chamar-nos de volta para o presente.

A verdadeira força não é continuar a correr. É parar. É perguntar: “O que estou a sentir agora? Onde sinto isto no corpo?”. A presença cura mais do que a força. Quando paramos e escutamos a dor, sem pressa de a resolver, algo muda. A dor deixa de ser um monstro invisível e transforma-se num mensageiro com algo para nos ensinar.

Não precisamos de resolver tudo hoje. Talvez hoje consigamos estar presentes durante 30 segundos. Amanhã, talvez sejam dois minutos. Cada pequena vitória conta. Cada passo, cada respiração consciente, é uma mudança de rumo.

A dor não é a nossa inimiga. É o corpo a dizer-nos que algo precisa de ser visto, escutado, sentido. Ignorá-la é prisão. Reconhecê-la é liberdade.

O corpo dizia “chega”.Mas só quando tudo parou é que conseguimos ouvir.A depressão, por mais brutal que seja, por vezes ...
25/02/2026

O corpo dizia “chega”.

Mas só quando tudo parou é que conseguimos ouvir.

A depressão, por mais brutal que seja, por vezes é o primeiro sinal honesto que temos de que algo não está bem.
Não porque nos destrói.
Mas porque nos obriga a estar. A parar. A sentir.

E ali, no meio do colapso, começamos a ouvir de novo:
a fome, o sono, a raiva, o aperto.
A verdade.

Quando paramos de fugir do corpo, começamos a voltar a nós.

Quando paramos, ao fim de semana, f**a uma sensação de cansaço que coexiste com um aborrecimento, uma espécie de vazio. ...
21/02/2026

Quando paramos, ao fim de semana, f**a uma sensação de cansaço que coexiste com um aborrecimento, uma espécie de vazio. Falta algo.

O que dói não é não chegar lá. É chegar… e ver que afinal o buraco ainda está cá.

Muitos de nós vivemos movidos por medo de não sermos suficientes — não por desejo genuíno de crescimento. E isso, embora leve a feitos impressionantes, pode esconder uma dor crónica de insuficiência. Às vezes, chega a altura de nos perguntarmos: Que metas estou a perseguir com a esperança de me sentir finalmente “completo”? Já alcancei alguma coisa… que afinal não resolveu o que esperava?

E se a sensação de plenitude não estiver no futuro, mas na aceitação agora? “A felicidade não é o estado onde tudo está bem. É onde nada precisa de mudar.” É no silêncio depois de aceitarmos que nada falta, mesmo que pudéssemos ter mais.

💡 O ciclo da autoproteção modernaSentimos ansiedade → não agimos→ sentimos culpa→ evitamos mais → mais ansiedadeUm ciclo...
18/02/2026

💡 O ciclo da autoproteção moderna
Sentimos ansiedade → não agimos→ sentimos culpa→ evitamos mais → mais ansiedade

Um ciclo vicioso. A vida interna está à espera de um sinal de segurança. Mas não há garantias. Nunca houve.

O “sentir diferente”, que procuramos sentir para começar, na verdade, não se constrói antes — constrói-se durante. A motivação vem do movimento. A clareza vem da ação. O problema nunca foi a emoção. O problema é esperar que ela desapareça para começar a viver. A felicidade não se encontra antes — encontra-se dentro. Quando aceitamos que nunca vamos estar 100% preparados.

Sim, até podemos ter “f**ado para trás”, podemos ter tido azar, tudo isso é valido. Mas agora estamos aqui. E cada pequeno passo, mesmo torto, é mil vezes mais vida do que mais um dia à espera. Não precisamos de “compensar” nada. Só de continuar a página seguinte.

Se estou a ser julgado… a minha energia vai toda para me proteger.Não para me transformar.Se alguém está a tentar conser...
14/02/2026

Se estou a ser julgado… a minha energia vai toda para me proteger.

Não para me transformar.

Se alguém está a tentar consertar-me… vou resistir.

Ou vou fingir mudança para agradar.

Mas quando alguém me vê… mesmo com tudo o que não está bem… e não recua… há algo que amolece.

E nesse amolecimento, surge espaço interno para me permitir moldar com intenção.

O afeto que não exige transformação, por vezes, é o que mais silenciosamente transforma.

Este fim de semana, pausemos antes de tentar controlar o outro. Mesmo que seja com intenção de o ajudar.

Quanto mais tentamos parecer irrepreensíveis, mais solitários nos tornamos.Todos andamos com uma co**ha. Queremos mostra...
11/02/2026

Quanto mais tentamos parecer irrepreensíveis, mais solitários nos tornamos.

Todos andamos com uma co**ha. Queremos mostrar só o melhor lado. Mas isso bloqueia a conexão verdadeira.

O nosso “não” é, muitas vezes, o gesto mais empático que podemos oferecer.
O nosso silêncio também.
A nossa recusa é respeitarmos o suficiente a nossa relação com alguém para não querer toldá-la de ressentimentos futuros.

No fundo, ninguém quer o nosso brilho.
Querem saber se nós estamos lá.
Mesmo que falhemos.
Mesmo que tremamos.
Mesmo que às vezes digamos pouco.

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