09/04/2026
Brevemente um workshop sobre este tema e não só!
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O orgasmo era considerado, na antiguidade, uma forma natural de medicina para as mulheres. Não era visto como algo vergonhoso ou escondido, mas como uma parte essencial do bem-estar e da vitalidade feminina.
Nesses tempos, a ligação de uma mulher ao seu corpo era sagrada. O prazer não estava separado da saúde — fazia parte dela. Acreditava-se que o orgasmo nutria todo o seu sistema, apoiando o seu estado emocional, físico e energético. Ajudava-a a manter-se viva, radiante e ligada à sua essência feminina.
Se uma mulher não experiencia o orgasmo na sua vida, pode sentir como se algo dentro dela fosse, lentamente, desligando. Não no sentido físico literal, mas a nível emocional e energético. O seu corpo pode começar a sentir-se entorpecido, desconectado ou distante da sensação e da alegria. Com o tempo, pode perder o contacto com a sua vitalidade natural.
Muitas mulheres, hoje em dia, não têm plena consciência do que é um orgasmo real. Por causa disso, acabam muitas vezes por fingir a experiência. Não porque queiram enganar, mas porque nunca foram guiadas a senti-lo verdadeiramente nos seus corpos. Representam aquilo que acham que deve parecer, em vez de vivenciarem o que realmente é.
Um orgasmo verdadeiro não é apenas um momento de libertação. É uma experiência de corpo inteiro que se manifesta na respiração, nos músculos, nas emoções e na energia. Não é algo que se possa forçar ou imitar — surge naturalmente quando uma mulher se sente segura, relaxada e profundamente conectada consigo mesma.
Na vida moderna, muitas mulheres tornaram-se desconectadas dos seus corpos devido ao stress, traumas, vergonha e condicionamento social. Desde cedo, são ensinadas a reprimir os seus sentimentos, a esconder os seus desejos e a afastar-se da sua natureza sensual. Isto cria uma barreira entre elas e a sua capacidade de sentir prazer.
Quando uma mulher vive desconectada do seu corpo, o seu sistema nervoso tende a permanecer em estado de tensão. Isso dificulta o relaxamento necessário para experienciar prazer profundo ou orgasmo. O corpo pode estar presente, mas a consciência está noutro lugar, ocupada com pensamentos, medos ou expectativas.
O orgasmo verdadeiro exige presença. Pede a uma mulher que esteja totalmente dentro do seu corpo, que escute as suas sensações e que se permita abrir sem controlo. Este nível de entrega pode parecer estranho ou até inseguro para alguém que passou anos a proteger-se.
Outra razão pela qual muitas mulheres fingem orgasmo é a pressão para corresponder a expectativas. Podem sentir-se responsáveis pela satisfação do parceiro ou recear ser julgadas se não reagirem de determinada forma. Em vez de honrarem a sua própria experiência, representam aquilo que acreditam ser esperado delas.
Curar esta desconexão começa com a consciência. Uma mulher precisa de reconstruir lentamente a confiança no seu próprio corpo. Isto inclui aprender a sentir novamente, começando por pequenas sensações, pela respiração e por uma presença suave dentro de si, sem qualquer pressão para desempenhar.
Criar um ambiente seguro e de apoio é essencial. Quando uma mulher se sente emocionalmente segura, o seu corpo começa a suavizar. À medida que relaxa, a sua sensibilidade e capacidade de resposta naturais começam a regressar. O prazer não é algo que tenha de perseguir — começa a surgir por si só.
Também é importante libertar a vergonha em relação ao seu corpo e aos seus desejos. O seu corpo não é algo a esconder ou a julgar — é uma fonte de inteligência, sabedoria e força vital. Quando aceita o seu corpo plenamente, abre a porta a experiências mais profundas.
Com o tempo, à medida que se reconecta consigo mesma, o orgasmo deixa de ser um objetivo final e passa a ser uma jornada de sentir. Torna-se uma expressão natural da sua vitalidade, em vez de algo que tem de alcançar.
O orgasmo não é apenas prazer físico — é conexão. Conexão com o seu corpo, as suas emoções, a sua respiração e o seu eu interior. Quando essa ligação é restaurada, a mulher não precisa de fingir nada. A sua experiência torna-se real, autêntica e profundamente gratif**ante.
~ Abhikesh