13/01/2026
O filho de mil homens é das obras literárias que há mais tempo guardo na memória, e das que mais referências vou fazendo ao longo dos anos.
Podermos escolher uma família que nos convoca dimensões centrais da experiência humana – empatia e aceitação, solidão e desejo de pertença, construção identitária e reconhecimento da diferença – pode ser das vivências mais arrebatadoras.
Num destes dias fui surpreendida com o filme, bastante fiel ao espírito do livro - subtil, sensível, intimista – a mostrar como mesmo a partir de um lugar de dor e desamparo, podemos cuidar uns dos outros, e criar um lugar de amor num mundo que se apresenta cada vez mais hostil.
Há filmes que são poemas! E este é bem bonito!