27/12/2025
SÉRIE EDUCATIVA – Medicina Regenerativa Ortobiológica em MFR
CAPÍTULO 3
Artrose: o que é, porque aparece e o que pode ser feito hoje**
A palavra “artrose” é muito conhecida, mas muitas vezes mal compreendida. Para muitas pessoas, artrose significa apenas “desgaste”, algo inevitável, ligado à idade e sem grande solução.
Hoje sabemos que a realidade é mais complexa.
E, sobretudo, mais esperançosa.
O que é a artrose, afinal?
A artrose é uma doença crónica das articulações.
Caracteriza-se por alterações progressivas da cartilagem, do osso, da cápsula articular e dos tecidos à volta da articulação.
Não é apenas um problema do osso ou da cartilagem isoladamente.
É uma condição que envolve toda a articulação como um órgão funcional.
As articulações mais afetadas são, habitualmente:
• Joelho
• Anca
• Ombro
• Coluna
• Mãos
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Porque aparece a artrose?
A artrose não surge por uma única razão. É o resultado de vários fatores que se vão acumulando ao longo do tempo.
Entre os mais comuns estão:
• Envelhecimento natural dos tecidos
• Sobrecarga repetida das articulações
• Excesso de peso
• Lesões antigas mal resolvidas
• Alterações do alinhamento articular
• Predisposição genética
Ou seja, não é apenas “uso excessivo”, nem acontece só a quem envelhece. Pode surgir mais cedo do que se pensa.
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É importante perceber que a intensidade da dor nem sempre corresponde ao grau de artrose visto nos exames.
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Durante muito tempo, a resposta foi limitada
Durante décadas, a abordagem à artrose foi sobretudo reativa.
Tratava-se a dor quando surgia, mas aceitava-se a perda progressiva de função.
As opções mais comuns eram:
• Medicação para aliviar sintomas
• Infiltrações com efeito temporário
• Fisioterapia isolada
• Cirurgia em fases mais avançadas
Embora úteis em muitos casos, estas soluções nem sempre abordavam o problema de fundo.
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O que mudou na abordagem à artrose?
Hoje, a medicina olha para a artrose de forma diferente.
Sabe-se que intervir mais cedo faz diferença.
Sabe-se que preservar tecidos é possível.
E sabe-se que melhorar função e qualidade de vida não tem de esperar pela cirurgia.
É neste contexto que a medicina regenerativa ortobiológica ganha importância.
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O que pode ser feito hoje, antes da cirurgia?
Em muitos casos de artrose, especialmente nas fases iniciais e intermédias, é possível:
• Reduzir a inflamação
• Melhorar a mobilidade
• Diminuir a dor
• Aumentar a capacidade funcional
• Atrasar significativamente a necessidade de cirurgia
Tudo isto através de uma abordagem integrada, personalizada e acompanhada.
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A importância de tratar a pessoa, não apenas a articulação
A artrose não é igual em todas as pessoas.
O mesmo grau de artrose pode ter impactos muito diferentes na vida de cada paciente.
Por isso, o tratamento deve considerar:
• Idade
• Nível de atividade
• Expectativas funcionais
• Outras doenças associadas
• Estilo de vida
Não existe uma solução única. Existe um plano certo para cada pessoa.
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Mensagem-chave
A artrose é uma condição crónica, mas não é sinónimo de resignação.
Hoje existem abordagens que permitem tratar melhor, mais cedo e com mais respeito pela função e pela qualidade de vida.
Nem tudo é desgaste sem solução.
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Licínio Carneiro - OM 23193
Médico Fisiatra