28/05/2026
Há uma coisa que aprendi ao longo de vinte anos a trabalhar com famílias, clientes e Ajudantes Familiares:
Entrar numa casa para apoiar a vida de alguém não é como entrar num escritório para trabalhar.
A casa tem memória. Tem a sopa que sempre cheirou assim. Tem o lugar onde se senta há décadas. Tem fotografias, rotinas, silêncios, objetos e uma forma própria de receber ajuda — que nunca é completamente fácil, mesmo quando essa ajuda é necessária.
Quando a pessoa que entra para apoiar tem uma história diferente — uma língua materna diferente, uma forma de comunicar diferente, uma forma de estar no mundo diferente — essa complexidade aumenta. E é precisamente aí que o apoio à vida em casa se torna mais exigente. E mais humano.
Publicámos hoje o primeiro artigo de uma série sobre Interculturalidade no Apoio à Vida em Casa.
Não é um artigo sobre diversidade como ideia abstrata. É uma reflexão sobre o que acontece de verdade dentro de uma casa, quando duas pessoas com histórias diferentes tentam construir uma relação de confiança.
🔗 https://www.miminhoaosavos.pt/blog/interculturalidade