14/01/2026
Um dos principais fatores de risco acompanhados na especialidade de Pneumologia é o tabagismo, um problema de saúde pública com impacto muito para além do consumo direto de nicotina.
O tabagismo não afeta apenas os fumadores ativos. Mesmo pessoas que já deixaram de fumar ou que nunca fumaram podem desenvolver doença respiratória significativa. Em alguns casos, basta a exposição continuada ao fumo do tabaco enquanto fumador passivo para ocorrerem alterações inflamatórias e estruturais nos pulmões, aumentando o risco de doença crónica e de eventos graves ao longo da vida. Nos ex-fumadores, os efeitos acumulados do tabaco podem persistir durante anos, justificando vigilância clínica regular.
Entre os principais fatores de risco associados às doenças respiratórias e cardiovasculares, destacam-se quatro, sendo a pressão arterial elevada o problema mais frequente e aquele que mais se associa a complicações cardiovasculares. A hipertensão surge frequentemente em conjunto com hábitos de vida pouco saudáveis, incluindo o tabagismo, potenciando danos nos vasos sanguíneos e no coração.
Segundo dados epidemiológicos, tanto nos Estados Unidos da América como na Coreia do Sul, mais de 93% das pessoas que sofreram um enfarte do miocárdio, um acidente vascular cerebral ou insuficiência cardíaca já tinham antecedentes de hipertensão arterial. Estes números reforçam a importância de uma abordagem integrada, onde a Pneumologia tem um papel fundamental na cessação tabágica, na prevenção da exposição ao fumo e na promoção da saúde respiratória como parte essencial da saúde global.
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