08/04/2026
O consumo de canabinoides (como a canábis) é cada vez mais comum entre jovens, muitas vezes visto como algo “natural” e sem grandes riscos. No entanto, é importante perceber que natural não significa inofensivo, sobretudo quando falamos de saúde mental.
A substância principal da canábis, o THC, atua diretamente no cérebro. Pode provocar sensações de relaxamento ou euforia, mas também pode causar ansiedade, medo, confusão, dificuldades de memória e de concentração. Nem todas as pessoas reagem da mesma forma, e os efeitos podem ser imprevisíveis.
Nos jovens, o risco é maior. O cérebro ainda está em desenvolvimento até cerca dos 25 anos, e o consumo pode interferir com a aprendizagem, a tomada de decisões e o controlo emocional. Isto pode refletir-se na escola, nas relações e no bem-estar geral.
Outro ponto importante é o impacto na saúde mental. O consumo regular está associado a maior risco de ansiedade, depressão e, em alguns casos, episódios psicóticos (perda de contacto com a realidade). Em jovens com maior vulnerabilidade, pode mesmo desencadear problemas mais graves.
Além disso, existe o risco de dependência. Quando o consumo passa a ser frequente, pode tornar-se difícil parar, surgindo irritabilidade, alterações do sono e necessidade de consumir para se sentir “normal”.
O que pais e jovens devem saber:
➡️Falar abertamente sobre o tema faz a diferença
➡️Nem todos os jovens consomem, não é “normal” nem necessário
➡️Quanto mais cedo se começa, maior o risco
➡️Pedir ajuda é um sinal de responsabilidade, não de fraqueza
Promover informação clara, sem alarmismo, é essencial para decisões mais conscientes, principalmente quando no dia de ontem, do total de consultas, três foram com jovens que adotaram este padrão.
Cuidar da saúde mental começa também na prevenção.