01/02/2026
🗯 Há frases que incomodam porque tocam num lugar onde ainda não queremos entrar. Esta é uma delas.
Há pessoas que não conseguem ser curadas não porque não tenham capacidade, mas porque, de alguma forma, ainda se agarram àquilo que as adoeceu. À dor conhecida. À identidade construída a partir da ferida. Ao papel que aprenderam a ocupar para sobreviver.
Durante muito tempo, a dor pode ter sido a única coisa que te deu sentido, pertença ou atenção. Pode ter sido a forma que encontraste de não seres esquecida, de não seres invisível, de não seres abandonada. E largar isso não é simples. Porque curar não é só aliviar sintomas. Curar é deixar ir versões antigas de ti que aprenderam a viver naquele lugar.
Às vezes, o que parece resistência à cura é medo de f**ar sem chão.
Medo de não saber quem és sem a dor. Medo de descobrir que já não precisas de lutar tanto. Que podes existir sem carregar tudo às costas.
A cura começa quando deixas de romantizar o sofrimento. Quando percebes que ele já cumpriu o papel dele. Quando entendes que não precisas continuar a sangrar para provar que és real, profunda ou merecedora de amor.
Curar não é negar o que viveste.
É parar de viver a partir disso.
E talvez hoje a pergunta não seja “porque é que ainda dói?”,
mas sim: o que é que ainda estou a segurar por medo de avançar?
👉 Se este texto te tocou, comenta CURA e eu explico-te como o teu processo pode ser feito com consciência, sem violência interna, no teu ritmo.
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Com amor,
Carla Safira 💎