30/04/2026
Reflexão essencial.
Sou pai de uma menina. Pré-adolescente.
E o que me preocupa não é apenas o mundo lá fora. É o que está a entrar dentro de casa através de um ecrã. Todos os dias.
Há vozes a crescer nas redes sociais, que dizem que o lugar da mulher é em casa. Que precisa de autorização para sair. Que a sua liberdade depende de um homem.
E o mais inquietante?
Há jovens a ouvir isto… e a acreditar.
Como pai, é claro que quero proteger a minha filha.
Mas recuso-me a fazê-lo à custa da sua liberdade.
Recuso-me a ensiná-la a encolher-se para caber num mundo mais pequeno.
O que eu quero - e aquilo por que me responsabilizo - é educar.
Porque também sou pai de um rapaz. De um adolescente.
Educo o meu filho para respeitar, para reconhecer limites, para nunca confundir amor com controlo, nem força com superioridade.
Porque nenhuma rapariga deveria crescer a pensar que precisa de menos espaço para estar segura. E nenhum rapaz deveria crescer a achar que tem direito a ocupar (ou decidir) o espaço dela.
A minha filha não precisa de menos liberdade.
O mundo é que precisa de mais consciência.
E isso começa em casa.