02/12/2025
Corpos de dor são padrões emocionais acumulados ao longo da vida. Eles constituem camadas de sofrimento não processado, que carregas no corpo, na mente e na alma.
Formam-se a partir de experiências traumáticas, frustrações, rejeições, medos e perdas, e permanecem latentes até serem ativados por gatilhos que ressoam com essas memórias antigas.
Quando um corpo de dor desperta, ele domina temporariamente a perceção. Pequenas contrariedades parecem maiores do que realmente são, as emoções tornam-se intensas e desproporcionais, e a pessoa pode reagir de forma automática, impulsiva, quase como se estivesse a reviver o passado. É nesse momento que repetes velhas histórias emocionais sem perceberes - discutes, fechas-te, culpas-te, foges, sabotas-te...
Contudo, o corpo de dor não é um inimigo. Ele é um sinal, uma parte de ti que pede reconhecimento, presença e cura. A chave está em observares a sua ativação sem te identificares completamente com ela. Ao trazeres consciência ao que sentes - sem julgar, sem fugir, apenas sentindo - o corpo de dor começa a dissolver-se.
Com o tempo, aprendes a distinguir a tua verdadeira essência dos impulsos gerados pelos corpos de dor. A cada vez que escolhes observar em vez de reagir, um pouco do peso emocional é libertado. Assim, o corpo de dor perde força, e a vida passa a fluir com mais leveza, clareza e autenticidade.
Falar sobre corpos de dor é falar sobre transformação interna: o processo de transformar sofrimento em consciência, e consciência em liberdade.
Com amor 🌈
Isabel